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A NCR vai fornecer 350 máquinas de ATM à SIBS, para serem integradas na rede Multibanco. Cem delas estão equipadas com tecnologia para suportar “depósitos inteligentes”.
Num negócio que marca o arranque dos negócios da empresa na área de self-banking em Portugal, a NCR vai fornecer 350 máquinas ATM à SIBS. Uma centena dos dispositivos virá preparada para funcionalidades de depósito inteligente de valores. O director-geral da NCR para o mercado português e espanhol, Fernando Reyes, revelou que a empresa tenciona desenvolver uma aposta também na venda de máquinas de “self check-out”, para o segmento do retalho. Das 350 máquinas consideradas no contrato com a SIBS, 250 serão preparadas para instalação em paredes, e cem nos lobbies de sucursais financeiras. As máquinas equipadas para “depósito inteligente” poderão aceitar depósitos de notas e ou cheques, dispensando a utilização de envelopes. Fazem a verificação automática da validade legal dos valores depositados, registando e creditando imediatamente o valor nas contas dos utilizadores. A estratégia de negócio da empresa centra-se muito no sector financeiro, mas a companhia deverá procurar aproveitar oportunidades noutras áreas como nos subsegmentos das agências de viagem, organizações de serviços de saúde, de hotelaria, de jogo, e até mesmo do sector público. Estas novas áreas não deverão ser exploradas em pleno durante o próximo ano, segundo a opinião dos responsáveis da empresa. A estratégia a colocar em prática é nova e decorre da compra recente de várias empresas (Galvanon mFoundry, Kinetics e Vivotech), cuja tecnologia e serviços permitirão à empresa acrescentar mais quatro áreas de negócio, além do sector bancário e retalhista: sector público, saúde, entretenimento e jogos, viagens e hospitalidade. Mercado português pode atingir as 15 mil máquinas
A RBR Report prevê que o mercado português poderá atingir 15 mil máquinas instaladas até 2011. A SIBS revela que adquire mais de 1,500 unidades por ano. Perto de 66% são para novas instalações, enquanto os restantes 34% são usadas para substituições. Em Dezembro de 2007, a rede da SIBS era composta por 12.500 unidades. De acordo com a NCR, a rede portuguesa de caixas automáticas tem 13, 385. Os dados disponibilizados pelo fabricante revelam que o mercado de ATM cresceu entre 5 e 7% desde 2001, e 350% nos últimos 12 anos. Com o recente negócio, a NCR entrou num “clube” de fornecedores de máquinas ATM, onde já estavam a DeLaRue, a Diebold e a Wincor-Nixdorf. No que concerne ao ritmo de crescimento Fernando Reyes, não avança números concretos e só avança que o fabricante pretende crescer “devagar, mas de forma sólida”. A NCR não quer ter a figura de distribuidor na estrutura do seu negócio. No entanto, uma empresa, a SVDI, presta-lhes o serviço de gerir o negócio em Portugal, dedicando duas pessoas, que reportam à estrutura ibérica em Espanha. E para a gestão e execução das manutenções técnicas das máquinas têm um contrato com a CPC, que tem um centro de reparações. Entre 25% a 30% da solução da plataforma de software das máquinas é desenvolvida nos EUA e na Índia. Os restantes 70% são implementados em cada país, de acordo com configurações que variam entre 16 áreas diferentes. Uma máquina da NCR pode custar de oito mil euros nas versões mais básicas, a 40 mil euros nas versões mais apetrechadas. Portugal líder nas funcionalidades De acordo com dados apresentados, Portugal é o primeiro país na Europa no que diz respeito ao nível funcionalidades, e o quarto na relação do número de ATM com o número de sucursais. Além disso, o valor médio retirado em cada transacção é de 66 euros, enquanto a média europeia é de 116 euros. Os números avançados pela NCR, a rede da SIBS é a quarta maior no espaço da Península Ibérica, correspondendo a 16 % do total da rede ibérica. Fica abaixo da 4B (17%), numa lista liderada pela Servired, que gere 42, 2% da rede. |