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Green computing
17-01-2008 10:56:34
A computação verde entrou no radar das organizações empresariais, mas algumas empresas necessitam de incentivos mais claros. As organizações empresariais a nível mundial absorveram o “ruído” em redor das tecnologias verdes. Apesar da liderança ambiental não ser o elemento inspirador da maioria das empresas na adopção de práticas verdes. Pelo contrário, estes importantes retornos – redução das contas de electricidade, ROI e cortes nos impostos – estão a transportar as empresas para uma attitude mais eco-responsável, de redução do lixo electrónico e de adopção de iniciativas de tecnologias de informação mais sustentáveis. Estas são algumas das conclusões do estudo Green Computer Research Report realizado pelo jornal Infoworld. O estudo, conduzido pelo IDG Research Group, entrevistou 358 profissionais de TI – abrangendo empresas desde pequena e médias a grandes – sobre a adopção de soluções e práticas que poderão reduzir lixo electtrónico e custos associados através da conservação energética e outros recursos. Computadores e servidores mais eficientes energeticamente, clientes “magros”, produtos de gestão de energia, assim como estratégias de consolidação de servidores e de armazenamento e arrefecimento de centros de dados são algumas das tecnologias incluídas.
Cerca de ¾ dos inquiridos possuem alguma familiaridade com o conceito de computação verde, o que inclui tecnologias e estratégias orientadas para reduzir o impacto no ambiente, tais como de gases nocivos, a presença de substâncias tóxicas ou a quantidade de de materiais reutilizáveis. Neste caso, a computação verde pode incluir a utilização de energias alternativas, reciclagem de computadores pessoais e aquisição de equipamentos reciclados e implementação de ferramentas como a telepresença para reduzir o número de viagens.
Going green to save green
Cerca de 7 em cada 10 inquiridos já iniciaram este processo, e 24% já implementaram soluções verdes de teste e 45% encontram-se em fase de planeamento de pelo menos uma iniciativa. Entre os 17% de inquiridos que não pssuem planos para adoptar soluções verdes nos próximos 12 meses, 26% referem que o retorno do investimento (ROI) na adopção de computação verde ~´e inexistente, 15% salientam que o orçamento de tecnologias de informação não contemplou estas tecnologias e 15% referem que os custos de energia da sua organizaçãonão são tão elevados que justifiquem este investimento.
As considerações ambientais constituem certamente a motivação para a adopção de estratégias de computação verde. Com efeito, 86% dos inquiridos afirmam que a computação verde é algo importante para a protecção do ambiente. No entanto, entre os inquiridos que estão a adoptar estratégias de computação verde, a motivação subjacente é mais a de aumentar a rentabilidade do que a protecção do meio ambiente. Cerca de 3/4 das empresas que adoptaram a computação verde referem que a redução de custos de energia foi o principal motivo para a implementação de soluções verdes. E cerca de metade destes inquiridos adoptaram estas prática como modo de prolongar o ciclo de vida dos equipamentos. No entanto, 32% destes inquiridos implementaram este tipo de soluções com o objectivo de reduzir as emissões nocivas para o ambiente.
No que diz respeito às facturas de energia, apenas um número reduzido de empresas (24%) referiram que os custos energéticos cresceram nos últimos 12 meses, enquanto que 60% não antecipam que os custos energéticos venham a aumentar nos próximos três a cincoa anos. No entanto, e como referimos, ¾ dos inquiridos adoptaram estratégias de tecnologias de informação verdes com o objectivo de reduzir os custos de electricidade.
Mas não são apenas os custos energéticos que encabeçam as preocupações dos responsáveis de negócio; a generalidade dos responsáveis possui preocupações acerca do futuro do fornecimento. Cerca de 2/3 dos inquiridos concordam que existe escassez de energia e que as poupanças energéticas devem ser adoptadas para assegurar o crescimento futuro do negócio.
Primeiros passos
Presentemente, as empresas ficam satisfeitas com a parte mais fácil das tecnologias de informação sustentáveis: a secretária. Presentemente, 76% dos inquiridos utilizam monitores LCD em vez de monitores equipados com tecnologia CRT, enquanto que 65% recicla o hardware; 51% dos inquiridos desliga os computadores, monitores e impressoras quando não estão a ser utilizados. E metade dos inquiridos coloca os computadores pessoais em modo “sleep” quando não estão a trabalhar.
Entretanto, o número de empresas que implementaram práticas em centros de dados mais complexos e com elevados custos não é trivial. Cerca de 41% das empresas estão a proceder a estratégias de concolidação, enquanto que 36% implementaram tecnologias de virtualização de servidores ou de “desktop”. Por outro lado, a obriogatoriedade de manter os sistemas de arrefecimento responsáveis começa a ter efeito, na medida em que 30% dos inquiridos afirmaram que estaõa a actualizar os seus sistemas de arrefecimento com o objectivo de aumentar a eficiência e reduzir o impacto no ambiente.
Um terço dos inquiridos que planeiam adoptar estratégias verdes nos próximos 12 meses planeiam a migração de monitores CRT para LCD. Mais de um quarto destes inquiridos (28%) referem que irão adquirir apenas computadores pessoasi, monitores impressoras e periféricos compatíveis Energy Star. Mais de 27% dos inquiridos irão implementer programas de reciclagem de hardware, enquanto que 26% referem que irão proceder à concolidação dos sistemas de armazenamento. Não deixas de ser curioso que 29% dos inquirdos não possuem planos para a adopção de práticas verdes.
Incentivos podem acelerar adopção de estratégias “verdes”
As poupanças resultantes da redução das facturas de electricidade e do aumento do ciclo de vida do hardware constituem incentivos para as organziações empresariais adoptarem estratégais verdes, assim como os benefícios ambientais. Com efeito, 55% dos inquiridos atribuem igual peso aos factores como custom/eficência e ambiental como critérios de compra de tecnologias de informação.
No entanto, o factor financeiro mantêm-se como o principal motivo. A generalidade das empresas gostariam de ver mais incentivos governamentais e da indústria. Com efeito, 80% das empresas estaria mais receptiva a utilizar sistemas mais amigos do ambiente se o governo criasse cortes nos impostos. Por outro lado, 82% dos inquiridos teriam em consideração a adopção de soluções de computação verde, se os fabricantes e os retalhistas disponibilizarem incentivos de retoma do equipamento antigo.
A migração para energias alternativas, tais como a energia solar ou do vento, começa a ser uma alternativa interessante. Um em cada quatro dos 72% de inquiridos que refere que não utiliza energias alternativas possui planos para efectuar a migração para estas energias num futuro próximo. Infelizmente, a ausência de oferta de energias alternativas tem vindo a minar o movimento demigração para fontes de energia alternativas. Com efeito, 43 % daqueles que não utilizam energas alternativas atribuem-no ao facto de que os fornecedores de energia não possuem essa opção disponível.
Entre os inquiridos que utilizam energias alternativas, 52% referem que utilizam estas energias porque são boas apara o ambiente, enquanto que 35% referem que faz sentido do ponto de vista económico.
Plantar as sementes
A avaliar pelos resultados deste estudo é possível prever que a computação verde não é sol de pouca duração. Apesar de algumas organizações permanecerem cépticas relativamente aos potenciais benefícios da computação verde, quer seja nas poupanças a longo prazo, quer seja com o estado do ambiente, a maioria das empresas reconhece que há muito a ganhar.
Entretanto, e apesar de muitos fabricantes, políticos e fornecedores de energia esatrem a realizar esforços no sentido de inspirar os seus clientes e os seus constituintes a adoptar práticas energéticas mais eficientes e amigas do ambiente, ainda existe muito trabalho a fazer. Como criaturas de hábitos com propensão para o desperdício, as pessoas estão mais dispostas a investir tempo e esforços se existirem inclentivos claros, tais como reduções nos impostos. Por outro lado, é necessário ampliar as alternativas verdes disponíveis no mercado, tais como fontes energéticas nos fornecedores de energia e produtos verdes,  que sejam mais competitivos em preço, e que, em simultâneo sejam mais eficientes energeticamente do que os seus antecessores.
Por último, não será de estranhar que o termo computação verde seja banido do nosso vocabulário. À semelhança do que aconteceu com o termo “e-commerce”, as práticas relacionadas com a computação verde irão tornar-se uma componente do negócio.
 

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