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O nível de iliteracia digital é um dos factores que mais contribui para 200 milhões de cidadãos serem ainda excluídos da Sociedade da Informação, de acordo com Cristiano Codagnone, do Instituto Politécnico de Milão. Os dados mais recentes atestam que cerca de 200 milhões de europeus continuam excluídos da Sociedade de Informação, de acordo com o Instituto Politécnico de Milão. As disparidades do acesso à informação afectam essencialmente pessoas deficientes (cerca de 74 milhões), idosas (80 milhões), e pessoas no limiar da pobreza (98 milhões). Cristiano Codagnone, gestor de projecto do Politécnico de Milão, considera que o acesso pode ser determinado pelo local onde os cidadãos residem: a média de cobertura de banda larga nas regiões urbanas é 20% superior à das regiões rurais; e pelos níveis de iliteracia digital: que afectam cerca de 42% dos europeus.
A manutenção de valores desta dimensão deve-se, de acordo com o gestor, à aplicação de politicas fragmentadas, que não estão direccionadas especificamente a determinados grupos de risco. Os efeitos negativos destas podem ser superiores à não aplicação de qualquer tipo de medidas, contribuindo ainda mais para a exclusão dos cidadãos da sociedade da informação. “É preciso adequar o acesso à informação segundo as competências dos cidadãos”, disse Codagnone. Neste âmbito é essencial distinguir em que circunstâncias é necessário ajudar as pessoas a utilizar as TIC e em que situações é preciso usar as TIC para ajudar as pessoas. No primeiro cenário encontram-se os cidadãos que apesar de não terem acesso directo às TIC, conseguem esporadicamente utilizar e tirar partido das mesmas; na segunda inserem-se os cidadãos que raramente acedem às TIC ou nunca acederam. O gestor está optimista em relação aos efeitos da assinatura da declaração de Riga, por todos os estados-membros em Junho de 2006, pois crê que irá contribuir para uma unificação de medidas e politicas a nível europeu. A redução das disparidades de acesso às TIC para metade nos próximos cinco anos prevista no documento terá, de acordo com o gestor, benefícios financeiros a destacar. A sua estimativa preliminar permitiu-lhe verificar que com a criação de dois milhões novos postos de trabalho, a economia europeia aumentaria o seu volume de negócios no valor de 30 biliões de euros; com o aumento do acesso ao e-Government, os estados podem poupar até sete biliões de euros em custos de transaccionais, e aumentar o PIB em cerca de 30 biliões de euros. |