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Secretária de Estado quer “valor acrescentado” dos fabricantes de TI PDF Imprimir Endereço de e-mail:
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12-07-2007 10:55:10
Maria Leitão Marques pretende que as empresas de TI ofereçam mais do que tecnologia quando implantarem projectos na administração pública. E admite que o poecesso de pagamentos aos fornecedores do estado tem de melhorar.

“O que espero das empresas de TI é valor acrescentado nos projectos da administração pública, que permita rentabilizar o investimento. Não venham vender só tecnologia”, desafiou a Secretária de Estado para a Modernização Administrativa, Maria Leitão Marques.

 

Respondendo a perguntas realizadas no âmbito do Executive Lunch promovido pela APDC, que o valor da tecnologia das empresas portuguesas de TI não está em questão. “Contudo, vivemos num ambiente de concorrência na UE, de economia aberta e quando a tecnologia portuguesa não traz as vantagens que esperamos, temos de resolver os probelmas”, ressalvou. Leitão Marques considerou também que o processo de  pagamento por parte do estado às empresas tem de melhorar.

 

Abordando o tema da modernização,  a secretária de Estado desafiou as empresas nacionais a  desenvolverem ideias para se gastar melhor o dinheiro. “Estamos a viver num período de massificação das vantagens do egovernment. Mas para isso acontecer de forma sustentada é preciso avaliar bem os custos”, considerou. Maria Leitão Marques frisou ainda que a racionalização e disciplina financeira deverá imperar, nos próximos anos.  Sobre políticas de investimento e promoção da inicitiva privada a responsável acabou por ser taxativa: “O Estado não tem de assegurar a competitividade do sector privado, mas tem de criar ambiente propício e derrubar barreiras”. E considerando exemplos de países estrangeiros, definiu que é necessário “pensar os sistemas com o dinheiro que se tem”.

 

Para a secretária de Estado a melhor estratégia a seguir pelo país, no que refere a TI, será externalizar o que administração pública não sabe fazer. “Mas as parcerias publico-privadas não se devem estabelecer por moda”. Os responsáveis  públicos devem ter não só “competência na contratação, mas também capacidade de negociação” para haver sucesso na externalização.

 

Optimista quanto à obra executada,  Maria Leitão Marques lembrou ser difícil medir e mostrar o retorno da mesma, por faltarem dados sobre a situação do ponto de partida. “Não temos dados sobre o ponto de partida. Mas estamos a desenvolver uma plataforma de medição dos ganhos de  simplificação, revelou.

 

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