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Maria Leitão Marques pretende que as empresas de TI ofereçam mais do que tecnologia quando implantarem projectos na administração pública. E admite que o poecesso de pagamentos aos fornecedores do estado tem de melhorar.
“O que espero das empresas de TI é valor acrescentado nos projectos da administração pública, que permita rentabilizar o investimento. Não venham vender só tecnologia”, desafiou a Secretária de Estado para a Modernização Administrativa, Maria Leitão Marques.
Respondendo a perguntas realizadas no âmbito do Executive Lunch promovido pela APDC, que o valor da tecnologia das empresas portuguesas de TI não está em questão. “Contudo, vivemos num ambiente de concorrência na UE, de economia aberta e quando a tecnologia portuguesa não traz as vantagens que esperamos, temos de resolver os probelmas”, ressalvou. Leitão Marques considerou também que o processo de pagamento por parte do estado às empresas tem de melhorar.
Abordando o tema da modernização, a secretária de Estado desafiou as empresas nacionais a desenvolverem ideias para se gastar melhor o dinheiro. “Estamos a viver num período de massificação das vantagens do egovernment. Mas para isso acontecer de forma sustentada é preciso avaliar bem os custos”, considerou. Maria Leitão Marques frisou ainda que a racionalização e disciplina financeira deverá imperar, nos próximos anos. Sobre políticas de investimento e promoção da inicitiva privada a responsável acabou por ser taxativa: “O Estado não tem de assegurar a competitividade do sector privado, mas tem de criar ambiente propício e derrubar barreiras”. E considerando exemplos de países estrangeiros, definiu que é necessário “pensar os sistemas com o dinheiro que se tem”.
Para a secretária de Estado a melhor estratégia a seguir pelo país, no que refere a TI, será externalizar o que administração pública não sabe fazer. “Mas as parcerias publico-privadas não se devem estabelecer por moda”. Os responsáveis públicos devem ter não só “competência na contratação, mas também capacidade de negociação” para haver sucesso na externalização.
Optimista quanto à obra executada, Maria Leitão Marques lembrou ser difícil medir e mostrar o retorno da mesma, por faltarem dados sobre a situação do ponto de partida. “Não temos dados sobre o ponto de partida. Mas estamos a desenvolver uma plataforma de medição dos ganhos de simplificação, revelou.
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