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Gartner acusa líderes de TI de falta de visão PDF Imprimir Endereço de e-mail:
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03-07-2007 19:36:11
A Gartner Inc. afirmou no Garter Symposium/ITxpo 2007 que a indústria de TI corre perigo de fracassar devido à falta de visão dos líderes de TI das empresas.

Para muitos CEO, a tecnologia é cada vez menos  algo capaz de potenciar a expansão dos negócios por causa da falta de inovação dentro do mercado de TI e pela sua fraca implementação pelos líderes de TI. A conclusão é da Gartner.

 


Durante a abertura do Garter Symposium/ITxpo 2007, os analistas da Gartner avaliaram alguns dos principais problemas a afectar a indústria das TI. Se é certo que ser o primeiro a desenvolver e implementar novas tecnologias comporta riscos, também é verdade que sem inovação nos departamentos de TI os líderes de negócios não compreenderão o valor acrescentado que as TI podem trazer às suas empresas.

 

“Os CEO estão à procura de novas ideias, e poucos são aqueles que as procuram nos departamentos de TI – muitos dos quais ficam à espera que outros dêem o primeiro passo”, disse Steve Prentice, vice-presidente e analista da Gartner. “A indústria parece estar em falta de visionários ambiciosos, capazes de desafiar o conhecimento convencional com inovação em tecnologia e na forma de fazer negócios, e assim fazer a diferença”, afirmou o vice-presidente. Steve Prentice comentou ainda que “dentro de muitas empresas há demasiada gente à espera de que lhes digam como aplicar a tecnologia aos seus problemas específicos”.No entanto, e enquanto muitos líderes de TI aparentam estar à espera de que outros dêem os primeiros passos no que concerne à inovação, há outras nações que aguardam a oportunidade de tirar vantagem desta hesitação.

 

As estratégias chinesas e indianas

A China, que já se afirmou como fábrica do mundo, esta agora a tornar-se rapidamente num laboratório de inovação. Grandes companhias de TI estão a estabelecer centos de pesquisa e desenvolvimento na China, e esses centros passaram já a fase de adaptação ao mercado local para fazerem parte dos esforços globais de pesquisa dessas companhias.

 

“O poder que a China pode exercer irá afectar todas as grandes corporações por todo o mundo”; afirmou Sandy Shen, director de pesquisa na Gartner. “Todos os negócios, independentemente de estarem ou não directamente ligados à economia chinesa, devem ter uma estratégia para a China”.

 

E se a China se transformou numa base industrial para o mundo, os analistas da Gartner consideram que a Índia aparenta estar a caminho de se tornar numa base de serviços em TI. Cerca de metade dos serviços exportados pela Índia estão na área das TI, e crescem a mais de 30% por ano.

 

Estrutura inteligente

 

No passado, muitos dos desafios para as indústrias de TI estavam relacionados com hardware, como capacidade de processamento, duração de baterias, largura de banda, capacidade de armazenamento e resoluções de alta definição. No entanto, muitos dos actuais inibidores das visões de futuro, como comunicações unificadas ou a gestão automatizada de redes, são questões relacionadas com software. Enquanto a inovação em hardware continuará durante a próxima década, o software conhecerá um atraso e será o factor que irá colocar limites à inovação. Os analistas da Gartner afirmam que estruturas mais inteligentes poderão ajudar a resolver este problema.

 

“As empresas actualmente estão a evoluir para serviços baseados na Web. Se por um lado, são exigidas aplicações de negócio em tempo real para seguir as actividades distribuídas por cada mercado, por outro, querem centralizar servidores de ficheiros e de e-mail para que se possa ter um maior controlo sobre custos, entrega de serviços e propriedade intelectual”, afirma Sandy Shen.

 

“Se as TI pretendem tornar-se num motor, e não num inibidor para os negócios, elas precisam de desenvolver estruturas mais inteligentes e olhar mais além para considerar a totalidade da estrutura de comunicações”, considera Steve Prentice.

 

Virtualização

 

A virtualização consiste em ocultar a complexidade e separar a forma de executar as actividades da maneira como essas actividades estão fisicamente implementadas. Ou seja, deixar as pessoas trabalharem como sabem que precisam de trabalhar, e não da forma imposta pelos criadores de hardware e software.

 

Mundos virtuais são comunidades online activas onde novos modos de interacção para pessoas e negócios estão a evoluir. Os analistas da Gartner afirmam que as pessoas estão a ser criativas através da virtualização. “A linha que divide o mundo real do virtual está a desvanecer-se, e isso traz sérias repercussões para todos”, afirma Daryl Plummer, vice-presidente e associado da Gartner. “A próxima geração trabalhará de forma diferente e exigirá novas relações com os negócios”.

 

Gerir TI

A Gartner afirma que 30% do financiamento para TI não se destina às funções centrais, mas para as unidades de negócio, como os departamentos de vendas e de marketing para pesquisa e desenvolvimento. Isto faz com que muitos líderes de negócios olhem noutras direcções quando, na verdade, querem respostas mais criativas ao expandir os seus negócios.

 

“A maior parte das organizações de TI não pode simplesmente gerar um novo valor, novos processos, novos mercados e novos mercados porque o seu ADN baseia-se sobretudo em controlo, o que é precisamente o oposto daquilo que é necessário para inovação e crescimento”, comentou Jennifer Beck, vice-presidente de grupo na Gartner. Na opinião da vice-presidente, há três iniciativas que os departamentos de TI podem desenvolver para transformarem as próprias TI: serem excelentes fornecedores de tecnologia; recrutar pessoas que acreditem que a tecnologia não serve meramente para tornar os negócios possíveis, mas também para destruir os negócios actuais e assim construir novos; e estabelecer um “departamento de transformação”, um think tank que recorra a pesquisas de consumo e que procure novas ideias, conceitos, processos, metodologias e até mesmo tecnologias que possam ajudar o negócio a crescer e a ser competitivo.

 

“As forças de mercado conspiram para criar uma economia tecnológica global que irá recompensar quem assuma riscos, reconhecer a orientação dos serviços acima da tecnologia e colocar os clientes no centro do seu modelo de negócios”; declarou Jennifer Beck. “O mundo está a mudar, e os vencedores serão aqueles que tenham a visão e a coragem para perguntar “e se?”.

 

Inovação é a chave

 

Os analistas da Gartner consideram que os líderes de TI devem inspirar uma nova geração de ideias visionárias e avanços tecnológicos impressionantes. A revolução digital está em marcha, é imparável, e os líderes de TI devem representar o seu papel.

 

Os clientes da Gartner perguntam constantemente como podem eles inovar, como se podem organizar e o que os outros fazem. “Para inovar, tem de se estar preparado para dar o primeiro passo numa área, para se ser o primeiro, para descobrir novo terreno”; afirmou Mark Raskino, vice-presidente e associado da Gartner. Raskino recorreu ao exemplo dos bancos americanos que estão a dar passo no sentido de cartões com chip e números PIN, e assim afastam-se das bandas magnéticas e assinaturas em papel. Um largo número de grandes nomes não estavam, porém, preparados para a transição. Já tinham sido informados e aconselhados, mas não tinham tomado os passos necessários. Foram, assim, punidos pelos clientes, pelos média e pelas taxas de transacção que tiveram de pagar a quem já tinha cartões. Raskino apontou estes CIO como um pouco complacentes. “Actualmente, no mundo dos negócios, se se tentar ser o primeiro, consegue-se um lugar, mas se se tentar apenas conseguir um lugar, acaba por se ficar de fora da corrida.”

 

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