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A associação fez uma série de propostas em carta aberta para que a Sociedade de Informação (SI) consiga promover maiores índices de desenvolvimento.
A utilização das TIC ao serviço do aumento da competitividade no tecido económico português deu origem a um leque de recomendações, dirigidas à sociedade civil e ao Governo, apresentadas em Carta Aberta pela Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação – APDSI.
As medidas propostas visam impedir que a situação económica nacional se continue a afastar dos níveis de prosperidade dos restantes estados da União Europeia. Um dos principais pontos apresentados prende-se com o desenvolvimento do “mercado da Sociedade da Informação e do Conhecimento”. A associação pretende que nas suas áreas de actuação o mercado “cresça a taxas anuais não inferiores ao crescimento do produto interno bruto acrescido de três pontos percentuais, comprometendo-se o Governo a aplicar idêntica regra nos investimentos em tecnologias da informação e comunicação para modernização da Administração Pública”. José Dias Coelho assume ainda que seria importante se o Estado aderisse ao sistema de outsourcing, “um processo que pode dar origem a soluções robustas e capazes de levar ao redesenho organizacional”.
Relembrando o compromisso iniciado em parceria com Raul Junqueiro, um dos membros mais activos da associação, José Dias Coelho, presidente da APDSI, salienta que a proposta apresentada “perfeitamente alinhada com o Plano Tecnológico nacional”. O responsável também lamentou que muitas das recomendações não tivessem sido aproveitadas para o Plano Tecnológico. Na opinião de Dias Coelho, o país tem de aprender a aproveitar melhor a sociedade civil, “a qual mais poder do que parece”.
O presidente da APDSI frisa que os benefícios do mercado da Sociedade da Informação são um dos pilares essenciais ao desenvolvimento da economia e da qualidade de vida nacional, uma vez que a sua evangelização poderá aumentar o nível de competitividade portuguesa, não só a nível interno como também internacionalmente. Para isso, cada entidade deve potenciar a promoção da melhoria das respectivas condições de desenvolvimento da actividade em que se insere e orientar os recursos organizacionais em função de objectivos de eficácia.
O desenvolvimento das aplicações de TI com vista ao aumento da eficácia nos múltiplos organismos do Estado e na sua relação com os cidadãos, a utilização de plataformas digitais de intercâmbio de informação e da tecnologia, assim como o redesenho organizacional de procedimentos e de funções, conformes com os objectivos conducentes a um aumento da competitividade, são factores que, no entender da associação, devem ser privilegiados.
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