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Yu Ling, a esposa do jornalista chinês, Wang Xiazoning, e a Organização Mundial pelos Direitos do Homem iniciaram um processo contra o Yahoo Inc., por violação das leis contra a tortura. Wang Xiaoning foi preso em Setembro de 2002 sob acusações de incitação à subversão do poder estatal do governo chinês.
Yu Ling afirmou que os registos criminais atestam que o governo chinês pediu provas da actividade do jornalista na web e que o Yahoo forneceu. Agora Xiazoning “ é vítima de tortura na prisão onde é mantido”, disse. Na acção, aberta na Corte do Distrito Norte da Califórnia, em Oakland, Yu Ling pede uma indemnização. A acusação ainda não foi comentada pelo Yahoo, mas a empresa considera que o Departamento de Estado norte-americano, deve “continuar a fazer da questão da livre expressão uma prioridade em fóruns bilaterais e multilaterais com os chineses”.
Esta não é a primeira vez que o Yahoo é acusado por organizações internacionais. Em 2005, a Amnistia Internacional e dos Repórteres sem Fronteiras acusaram o Yahoo de ter fornecido registos de e-mail e assim coadjuvar na condenação do jornalista Shi Tao.
O Yahoo, Google e Microsoft, entre outras empresas pressionadas já pela sua actuação na China, alegam actuar de acordo com as leis do país e apenas possibilitar o acesso à Internet. A situação começa a preocupar os accionistas. Segundo um comunicado à Securities and Exchange Commission (SEC), nos Estados Unidos, um dos accionistas do Google chegou mesmo a propor um conjunto de políticas que protejam a liberdade de acesso á Internet. O Google já aconselhou os accionistas a vetar a proposta na reunião anual de investidores.
Para responder à pressão, Yahoo, Google, Microsoft e Vodafone Group concordaram em desenvolver um código de conduta com as organizações não-governamentais para promover a liberdade de expressão e os direitos à privacidade, tornando-as mais responsáveis pelos seus actos.
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