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Portugal estagnado na utilização das TI
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13-04-2007 12:08:07 |
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Embora Portugal tenha um elevado número de serviços electrónicos disponíveis para a interacção entre os cidadãos e a administração pública, apenas 36% da população portuguesa tem possibilidades de aceder à internet, de acordo com a APDSI.
Portugal tem vindo a progredir ao longo dos últimos dez anos na oferta de serviços electrónicos para a generalidade da população, de acordo com a APDSI. No entanto, a fraca utilização dos serviços, por parte da maioria da população portuguesa, deve constituir, cada vez mais, uma preocupação dos governos e da sociedade civil, defende a associação. No âmbito das comemorações dos cinco anos de actividade associativa, a APDSI organizou a conferência “e-Inclusão, Um desafio para Portugal”, estando este tema a ganhar contornos cada vez mais relevantes.
Segundo Luís Vidigal, Alto Comissário para a Imigração e minorias étnicas e Coordenador nacional do Programa Escolhas, Portugal está a ficar estagnado nas tendências de penetração e utilização das tecnologias da informação e comunicação. Isto deve-se, sobretudo, a razões de iliteracia, pobreza, inaptidão, tecnofobia, e desinteresse. “Apenas 36% da população portuguesa tem possibilidades de aceder à internet, sendo necessário mudar rapidamente este cenário”.
O Programa Escolhas, o qual está a ser desenvolvido em Portugal desde 2001, tem tido como principal objectivo a inclusão digital de crianças e jovens, entre os seis e os 24 anos, provenientes de contextos socio-económicos mais vulneráveis, filhos de imigrantes e minorias étnicas, e de jovens com um abandono escolar precoce. Estes centros de inclusão digital, CID@NET, pretendem ser espaços de acesso livre e gratuito às novas tecnologias de informação e comunicação, possibilitando, não só a inclusão digital, mas também a inclusão escolar e a educação não formal, a formação profissional e a participação cívica e comunitária, de acordo com Luís Vidigal.
Os centros digitais têm já algumas parcerias estabelecidas, com o objectivo de aumentar os recursos da CID@NET. A Microsoft, além de dar formação aos monitores, disponibiliza o Currículo Unlimited Potential, o qual pretende ser uma ferramenta de motivação para os jovens carenciados, enquanto a Porto Editora faculta o acesso gratuito à plataforma online de apoio ao estudo Escola Virtual. Segundo Luís Vidigal, o governo português vai apoiar o Programa Escolhas, durante os próximos três anos, disponibilizando cerca de quatro mil milhões de euros para a formação de novos centros digitais.
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