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Portugal cai um lugar na economia em rede PDF Imprimir Endereço de e-mail:
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09-04-2007 16:42:36
O índice da evolução da economia em rede portuguesa caiu um lugar, de 27º para 28 – com um valor de 4,48 – na lista resultante do estudo anual realizado pelo Fórum Económico Mundial e o INSEAD (2006-2007).

Depois de em 2005, Portugal ter recuperado a sua melhor posição de sempre – a 27ª–  na classificação das economias em rede mundiais, quanto ao grau de evolução, em 2006, a nota portuguesa mereceu lugar menos meritório: o 28º. O último relatório Global Information Technology Report 2006-2007 atribui o valor de 4,48. Em 2005, o índice português tinha sido de de 0,56. Houve, portanto, um crescimento. Mas não o suficiente para evitar a pequena queda.

 


A lista das economias em rede mais evoluídas é liderada pela Dinamarca que destronou o Estados Unidos, cuja economia foi relegada para a sétima posição. A economia sueca é a terceira mais capacitada para funcionar em rede, seguindo-se a Finlândia, a Suíça, a Noruega e a Holanda. As quatro ganharam posições no último ano segundo o relatório. A economia holandesa concretizou a maior evolução subindo seis lugares. E pela primeira vez, Estónia entra na lista das 20 economias.Curiosamente a China (59ºlugar) e a Índia (44º lugar) tiveram importantes quedas na lista classificativa. Perderam, respectivamente, nove e quatro lugares. E enquanto vários países da América Latina, e zona caribenha, tiveram  progressos significativos, o continente africano registou regressões na classificação de vários países. Escaparam a Nigéria, a Tunísia e a Argélia.

 

Um sumário sobre vários trabalhos que acompanham o estudo faz referência a Moçambique e à Etiópia. Os artigos são da autoria de responsáveis de várias organizações empresariais, de consultoria e até do Banco Mundial. O país lusófono é referido pelo empenho na utilização de tecnologias de informação para melhorar a governação e a administração pública.

 

Neste esforço foi elogiado a também o objectivo de procurar garantir um maior acesso aos benefícios a uma base de conhecimento global. A Etiópia merece referência por estar a empregar um décimo do seu PIB na estrutura de TI do país. O sumário sobre o estudo, parte da ideia do futurologista Ray Kurzweil, para reafirmar que  o novo paradigma do desenvolvimento das sociedades tem a ver com a capacidade de adaptação das pessoas à mudança. Kurzweil diz que nos primeiros vinte anos do século vinte houve mais avanço do que em todo o século dezanove. Hoje verificam-se segundo o relatório do Fórum Económico Mundial mudanças de paradigma, em pouco anos. E por isso, a capacidade de adaptação ganhou maior relevância: já não é importante só para o sucesso, mas sim para a sobrevivência. “Significa tornar-se constantemente inovador como indivíduo, como trabalhador e como cidadão”, diz o sumário.

 

Naquilo que o relatório denomina como novo cenário de negócio, as equipas de trabalho estão a deixar de ser constituídas segundo uma organização hierárquica ou geográfica. Formam-se segundo critérios baseados nas aptidões e competências dos recursos humanos, em regime extraordinário. “Os empregados tornam-se membros de equipas flexíveis, capacitados por ferramentas de colaboração e com processos que lhes correspondem”, lê-se no sumário.

 

Num dos artigos, responsáveis da Cisco consideram que por todo o mundo os governos estão empregar as TI, para disponibilizarem mais serviços, com menos custos. Outro dos objectivos do investimento tem sido melhorar as capacidades da rede. Os seus maiores desafios passam pela angariação de capital para investir, mas também pela implantação de regulamentos referentes à segurança e à interoperacionalidade.

 

O texto elaborado pela McKinsey aponta um importante alerta para as entidades reguladoras dos serviços de telecomunicações. Considera que estas terão um papel fundamental na mitigação dos riscos a serem assumidos pelos operadores. Os autores dizem que os reguladores devem olhar  para as redes de nova geração através de uma nova matriz de políticas. Uma forma de ver capaz de reconhecer o impacto das novas gerações de redes e da regulação na estrutura da indústria. Além disso apela à colaboração entre reguladores, operadores, e outros intervenientes na indústria para a gestão da transição rumo à implementação da nova geração de redes. O artigo do Banco Mundial chama a atenção para a acção cada vez mais importante como intervenientes de dimensão global. Estão a assumir este papel na atracção de investimento estrangeiro e como focos de competitividade. São, cada vez mais, “plataformas que sustentam a combinação de componentes locais e internacionais, da produção global e das cadeias de abastecimento. De acordo com os responsáveis do Banco Mundial nos próximos anos haverá a convergência de três tendências principais.

 

A primeira é a contínua delegação de funções e responsabilidades da administração central para a local. A maturação das estratégias de outsourcing é outra das tendências. E a outra será a emergência do que a consultora denomina como Local Global Players: são entidades locais de acção global, como por exemplo cidades ou centros económicos. Funcionam como concorrentes entre si, como focos de atracção de talentos e investimento.

 

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