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Em conferência de imprensa , Vinton Cerf apresentou as principais linhas de trabalho da 28ª reunião da ICANN, que se realiza até ao final da semana.
Os principais pontos da agenda da 28ª reunião de trabalho da Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN), foram delineadas pelo presidente da organização, Vinton Cerf, e pelo CEO da mesma, Paul Twoney. Um dos mais importantes será a revisão dos modelos de acordos praticados com os registrars. Este aspecto ganhou importância com o caso do RegisterFly.com e a ICANN pretende equacionar possíveis mudanças para evitar situações semelhantes.
O ponto talvez mais mediático será o anúncio sobre a decisão de constituir um domínio TLD (Top Level Domain), dedicado a sites de conteúdos para entretenimento considerado apenas para adultos. O contrato modelo necessário à constituição do TLD, não foi aprovado pela administração da ICANN está a ser revisto. O CEO prometeu informação concreta para a tarde de sexta-feira.
A segurança ganha actualmente cada vez mais importância e tem agenda própria. Serão discutido a incorporação dos registos de IPv6 na raíz do DNS, o relatório da equipa de trabalho dedicado ao WHOIS e o caso do RegisterFly. com. Haverá também apresentações da Suécia e da Bulgária sobre a sua experiência de implementação de tecnologia DNSsec nos seus TLD. Esta política de segurança adoptada pelos dois países serve para melhor certificar a autenticidade das páginas dos sites dos domínios acedidos pelos utilizadores. Baseia-se na apresentação de um ícone próprio apresentado pelos sites certificados. Será analisado
Cada vez mais pertinente é o protocolo IPv6. Na reunião será feita uma actualização com o objectivo de se colocar, à disposição mais endereços, mundialmente.Questionado sobre a evolução do controlo da Internet, Vinton Cerf considerou como “indesejável” um controlo centralizado dos destinos da Internet.
Para o responsável, este será “melhor, se for repartido” como tem sido até agora, por várias organizações interessadas. E tem dúvidas de que a gestão da Internet funcione melhor de outra forma. O ministro da ciência, tecnologia e ensino superior, Mariano Gago lembrou que o modelo preconizado pela Internet faz cada vez mais sentido. Na sua óptica, será mais importante os governos esforçarem-se por perceber como usar a Internet para desenvolver os países, do que tentar dominá-la.
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