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Desde Novembro de 2006 que José Pedro Carvalho prepara a nova organização da CA Ibérica. A estratégia da empresa continua a passar pela comercialização da plataforma EITM.
Até ao final de Março, o director-geral da CA Ibéria, José Pedro Carvalho vais estar a preparar a forma como pretende que a empresa funcione nos mercados ibéricos, de Portugal e Espanha. Tentando não perturbar as operações de fecho de exercício fiscal, o responsável diz ter estado a definir a organização e a identificar as pessoas que mais são adequadas à estrutura pretendida. “Está praticamente delineada”, revela o executivo. O mesmo diz não ter enfrentado quaisquer “problemas específicos”da empresa. Todas as dificuldades foram típicas dos processos de reorganização e fusão, na óptica de José Pedro Carvalho.
Além das poupanças, geradas pela consolidação de recursos, o responsável pretende conseguir uma gestão “mais unificada”, e “mais optimizada” da operação ibérica. Espera conseguir também “uma coordenação mais apurada de um maior conjunto de recursos, para conseguir aproveitá-los melhor”. Um dos objectivos ligados a esta ideia é “servir melhor as empresas espanholas em Portugal, com uma gestão unificada de contas”.
O executivo considera que haverá um “incremento das competências” e será “mais fácil gerir os recursos técnicos disponíveis”. Sempre houve na organização portuguesa maior eficiência, na opinião do executivo: “os nossos consultores têm maior conhecimento técnico, por terem sido obrigados a isso”.
Não obstante, o responsável admite ter de “acertar dois ritmos diferentes” de funcionar. “E é preciso alinhar pelo mais alto”, aponta José Pedro Carvalho.
Estratégia mantém-se baseada na EITM
A estratégia da CA não deverá apresentar alterações em 2007. “A visão EITM foi definida no Verão de 2006 e continua a ser válida para este ano”, reforça o director ibérico. A visão de Enterprise IT Management – EITM – abrange todo o ambiente de gestão de TI da empresa – incluindo utilizadores finais, infra-estrutura, dados, aplicações, serviços de TI e processos de negócio, diz a CA. Os produtos são integrados através do CA Integration Plataform, que disponibiliza um motor de Workflow, Base de Dados de Gestão (MDB), políticas partilhadas e interfaces de utilizador consistentes permitindo aos clientes integrar e orquestrar as suas tecnologias, pessoas e processos para suportar os seus objectivos de negócio.
“Queremos fornecer o ERP das infra-estruturas, unificar e simplificar a gestão das infra-estruturas”, explica o executivo. Além disso, será reforçado o enfoque nos negócios de segurança. “Na área de governança de TI não queremos ser consultores, mas pretendemos implementar o que for necessário para pôr na prática as recomendações dos consultores.” Apesar de tudo, José Pedro Carvalho ressalva que o mercado não está maduro para adoptar algumas partes da estratégia do fabricante.
Na óptica do responsável, a consolidação de infra-estruturas do Estado ainda não aconteceu. “Caminha para lá, mas ainda não chegou à nossa área de actuação”, considera. Por outro lado, José Pedro Carvalho refere que será importante na estratégia da empresa um maior enfoque nos mercado das PME.
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