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07-03-2007 14:01:34
Anunciado na última Macworld o iPhone pode terá um forte impacto na indústria dos smartphones. Sim Steve Jobs pode ter mudado o mundo, mais uma vez.

O discurso de Steve Jobs na Macworld foi tão empolgante que o mundo quase se esqueceu de um facto muito importante: o iPhone ainda não existe – pelo menos como produto do mercado. Ninguém até hoje sequer tocou num iPhone. Quase tudo o que se sabe sobre o produto é marketing. O iPhone pode vir a ser o equipamento mais interessante já fabricado. Ou também pode ser um grande fracasso como o Newton. As duas coisas podem ainda acontecer.

 


A demonstração feita por Jobs do iPhone foi tão poderosa que, na verdade, fez as pessoas acreditarem que a Apple inventou toda uma nova interface com os utilizadores. De facto, a Apple fez alguma coisa mais importante do que isso. A companhia pegou no melhor da investigação sobre interfaces com utilizadores e integrou num produto que se pode comprar. Fez o mesmo com três outros produtos, o computador original da Apple, o Mac e o iPod.


É assim que a Apple muda o mundo. Claro que isso exigiu grandes investigações em laboratórios e aperfeiçoamentos contínuos, mas resultou no começo das vendas de um produto atraente que todo o mundo pode comprar.

 

Sucesso ou fracasso, o iPhone será lembrado como o primeiro maior passo rumo à terceira geração de interface com utilzaidores de PC.
A primeira geração de interface com utilizadores foi a linha de comando. Não foi a Apple que a inventou, mas usou o conceito nos seus computadores anteriores. A segunda geração dessa interface é aquela baseada em ícones, redimensionada à volta da interface como o Windows usado actualmente. Novamente, não foi a Apple que a inventou – quem o fez foi a Xerox. Mas a Apple foi a primeira grande empresa a fabricá-lo  isso embutido em um produto de consumo, o original Macintosh, que foi lançado em 1984.

 


A Microsoft começou a vender o sistema operativo Vista no mês passado, enquanto a próxima actualização do OS X da Apple é esperada para meados deste ano. Embora essas plataformas contenham elementos da próxima geração da interface com o utilizador, estão baseados nos mesmos velhos arquivos, ícones e janelas dos anos 80. Vinte e três anos depois aguarda-se a próxima mudança radical da tecnologia de interface com o utilizador.

 


A terceira geração de interfaces em PC já foi inventada. Todas as investigações foram concluídas. Na verdade, alguns elementos foram desenvolvidos independentemente por dezenas de centros de investigação, cada um assumindo uma abordagem diferente, mas todas abraçaram mais de um dos cinco principais elementos da interface do amanhã: o ecrã sensível ao toque, suporte a “gestos”  como a selecção de palavras, circunscritas; ícones como elementos físicos, objectos com características tridimensionais, ícones expansíveis e minimizáveis.

 

A combinação desses elementos significa que a interface praticamente desaparece, assim como a curva de aprendizagem. Uma criança poderá utilizar um PC de terceira geração.

 


Os cinco elementos chave da interface do utilizador são os que foram acima referidos. E não existem juntos noutro produto. A relevância do iPhone não está na convergência do telefone com o iPod ou mesmo na versão móvel do OS X, mas no facto de ser o primeiro computador do mundo destinado às massas e com uma interface de terceira geração.

 

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