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Quando se deteriora o desempenho de uma aplicação, a produtividade é afectada e os utilizadores finais ficam frustrados. Em muitos casos este pode ser apenas o princípio: antes que a aplicação possa ser corrigida, tem de ser identificada a raiz do problema e os factos comunicados efectivamente a todas as partes relevantes.
Para tal é fundamental que as organizações possam garantir que estas questões são tratadas de forma eficiente e não como procurar uma agulha num palheiro.
Todos quantos utilizam diariamente um computador poderão confirmar que se há coisa que não existe são aplicações perfeitas ou infalíveis. Apesar de todos os cuidados colocados no desenvolvimento e nos testes a uma aplicação, antes de a colocar em produção, não existe forma de considerar todas as circunstâncias que podem ocorrer nos ambientes de TI. Assim que uma aplicação é colocada em produção esta será afectada, sem qualquer dúvida, por todo um conjunto de factores em constante mudança.
Uma determinada combinação destes factores poderá influenciar negativamente o desempenho de uma aplicação, e a complexidade da sua arquitectura poderá dificultar a recolha da informação de diagnóstico necessária. Os utilizadores ficam impossibilitados de realizar as suas tarefas, reduzindo-se significativamente a sua produtividade. Por isso é fundamental que as equipas de TI sejam capazes de identificar e lidar com os problemas tão rapidamente quanto possível. É neste ponto que reside o verdadeiro desafio.
Identificar a origem de um problema de desempenho é muitas vezes como tentar encontrar uma agulha num palheiro. Num estudo recente da Forrester Research, cerca de um quarto dos inquiridos indicou que a resolução de problemas de desempenho aplicacional requer o envolvimento de 10 ou mais técnicos. De acordo com 85% da amostra, uma das principais razões para esta realidade reside na dificuldade em isolar a origem dos problemas.
Em alguns casos estes manifestam-se intermitentemente e a equipa de suporte técnico pode mesmo não conseguir observá-los dependendo dos relatórios dos utilizadores para se conseguirem aproximar da causa, o que torna a situação ainda mais complexa. Os programadores responsáveis pela resolução dos problemas não têm contacto directo com os utilizadores dependendo da informação em segunda-mão fornecida pela equipa de suporte.
Frequentemente este procedimento torna-se um factor de bloqueio uma vez que as equipas de suporte técnico são muitas vezes constituídas por especialistas em áreas distintas, tais como gestão de redes ou bases de dados, mas não têm um conhecimento transversal da infra-estrutura de cada aplicação. Ao primeiro sinal de problemas, estas unidades díspares podem começar a apontar o dedo acusador entre si resultando apenas no aumento da dificuldade em detectar as verdadeiras causas impossibilitando a sua resolução tão rápida quanto possível.
Uma abordagem holística será claramente mais produtiva, embora tal implique uma mudança cultural dentro do próprio departamento de TI. A melhor forma de influenciar esta mudança será através da implementação de uma solução que monitorize a experiência dos utilizadores finais, notificando a equipa de suporte sobre quaisquer problemas que surjam e assim que eles surgem. Este tipo de sistema indica claramente o ponto de falha com impacto no desempenho evitando discussões e o apontar de dedos. Uma tal mudança na aproximação, de reactiva a preventiva, resulta num aumento significativo da eficiência e da velocidade de resposta aos problemas surgidos com as aplicações.
O desafio reside agora em promover uma comunicação efectiva entre a equipa de suporte técnico e os programadores responsáveis por resolver os problemas das aplicações, que tipicamente usam linguagens distintas. A resolução de erros requer a compreensão da sua extensão e causa. O programador necessitará de um conjunto de informação complexa de forma a isolar o problema com exactidão e compreender qual a melhor forma de o resolver. Tal pode estar para lá da compreensão e da experiência da equipa de suporte técnico.
Sem informação compreensiva, a resolução de problemas será sempre um processo lento, podendo mesmo implicar a indisponibilidade completa da aplicação, diminuindo a produtividade da empresa. Para evitar longos períodos de indisponibilidade e aumentar a eficiência, as empresas necessitam de implementar um sistema que analise o desempenho das aplicações, que recolha todo um conjunto de informação de diagnóstico e identifique a raiz dos problemas, aproximando os programadores e as equipas operacionais.
É vital uma solução que automaticamente reconheça a complexidade das arquitecturas aplicacionais e extraia os dados relevantes. Algumas aplicações são descritas como uma espécie de “caixa negra” devido á falta de visibilidade sobre o seu funcionamento interno. Este tipo de solução “acende a luz” efectivamente sobre os problemas ao recolher a informação de diagnóstico que os técnicos necessitam, de um modo sistemático.
Os problemas de desempenho aplicacionais são infelizmente inevitáveis sendo determinante para o seu sucesso a forma como as organizações respondem a esta ameaça. Promover uma mudança de atitude é certamente uma tarefa árdua mas o seu valor para o negócio é considerável. Como resultado da optimização e simplificação de processos o tempo associado a indisponibilidade aplicacional e os custos inerentes serão reduzidos. As equipas técnicas poderão desempenhar tarefas bem mais produtivas do que dedicarem uma grande parte do seu dia-a-dia a procurar “agulhas em palheiros”.
Rui Cavalheiro
Performance Solutions Expert EMEA Regional Technical Specialist
Compuware |