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O volume de negócios da WeDo cresceu 4, 7 %, em relação ao valor do ano passado, atingindo os 25,7 milhões de euros. Até 2008, o CEO da WeDo, Rui Paiva prevê que a facturação cresça de forma orgânica, entre 10 a 15%.
“Mas se concretizarmos as aquisições de empresas que planeámos podemos chegar aos 40 milhões de euros”, considera. A estratégia da empresa será hoje menos orientada por tecnologia. Segundo Rui Paiva é mais determinada por “geografias”, o que ilustra bem um dos principais objectivos para o corrente ano: acelerar a internacionalização da companhia. Isso não significa que a empresa deverá abandonar o desenvolvimento de produtos, apesar de anunciar a concentração de esforços em menos produtos.
De acordo com o raciocínio de Rui Paiva, e considerando o seu EBITDA – 3,6 milhões de euros – a WeDo para comprar as quatros empresas estrangeiras que lhe interessam poderá investir cerca de 20 milhões de euros. Durante 2006, foi realizada uma prospecção no mercado estrangeiro. Trinta candidatas foram pré-seleccionadas e mais tarde uma escolha mais apurada resultou em seis hipóteses de compra. Com uma delas, a WeDo espera fechar negócio ainda em Fevereiro, enquanto com outras três o negócio está a ser avaliado. Dada a estratégia adoptada as empresas que mais interessam são as estrangeiras, especialmente nas regiões onde se desenvolve a actividade da WeDo: América Latina, Europa, Europa de Leste, Ásia/Pacífico. A fatia de negócio concretizado no estrangeiro já vale perto de 37% da facturação – o que equivale a perto de 7,988 milhões de euros – e para no exercício de 2007 deverá crescer até aos 55%. O incremento deste segmento foi de 10% durante 2006, afectado pelo fraco desempenho no mercado latino-americano.
Um dos objectivos da empresa há vários anos é realizar cada vez mais negócio fora do grupo Sonae. Em 2006, essa fatia do negócio cresceu perto de 15%, resultando em receitas de 9,4 milhões de euros. A maior parte do negócio, com estas características, é realizado no estrangeiro, já que de acordo com Rui Paiva o negócio fora do grupo em Portugal valerá apenas um milhão de euros.
Novos módulos
A estratégia tecnológica da WeDo será desenvolvida com um esforço particular em produtos para sectores além do das telecomunicações. Será feito um enfoque em tecnologia de gestão de receitas, cujo objectivo principal é conseguir optimizar vários aspectos do negócio das empresas: o relacionamento com o cliente, com os parceiros, e a gestão de fraude, entre outros. Assim, um dos módulos que a empresa tenciona lançar tem a ver com controlo do negócio, e servirá para monitorizar todos os processos de uma empresa, como a logística e as vendas. O objectivo principal do produto, com funcionalidades de alarme e de análise, é dar uma visão global sobre os processos.
Outros módulos previstos, alguns já em implementação experimental, são os de controlo de receitas, controlo de risco operacional, controlo de processos e de clientes. Ainda para o sector das telecomunicações a WeDo deverá lançar o módulo de Cont5rolo de Serviço, o qual permitirá controlar a qualidade de serviço no extremo das redes, sem interpelar os clientes.
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