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Integração de TI importante para fusões gerarem valor PDF Imprimir Endereço de e-mail:
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27-10-2006 13:47:45
Os maiores desafios na criação de valor em operações de M&A dizem respeito ao alcance das receitas previstas bem como no sucesso da integração das tecnologias de informação.

Apesar do ritmo crescente das operações de fusões e aquisições (M&A), as organizações que realizam estes acordos não atingem, frequentemente, o valor esperado, de acordo com dados de um estudo a mais de 400 executivos de topo, divulgada recentemente pela Accenture, empresa global de consultoria de gestão, tecnologias de informação e outsourcing.
O estudo demonstra, ainda, que mais de metade dos acordos de M&A mais recentes, nos quais os executivos participaram, foram processos de M&A internacionais.

 


Cerca de metade dos executivos afirmaram que os seus acordos de M&A mais recentes atingiram as reduções de custos previstos (45%). A integração das tecnologias de informação (TI) revelou-se o desafio mais difícil de vencer – com apenas 30% dos inquiridos a acreditar que obtiveram sucesso na integração de TI, nos seus mais recentes processos de M&A internacionais. Por outro lado, cerca de metade (51%) dos inquiridos afirmou que os seus acordos de M&A permitiram alcançar as receitas previstas.

 

“Não alcançar os objectivos e sinergias previstas, mesmo por uma pequena percentagem, pode significar a perda de centenas de milhares de dólares de valor de mercado accionista” afirmou Art Bert, Senior Executive da Accenture’s Strategy. “Os acordos de M&A com mais sucesso são aqueles que envolvem um plano de integração intensivo, com continuidade das equipas centrais ao longo da maior parte do ciclo de vida de transição, desde a identificação do alvo, avaliação, diligência de dívidas, execução do acordo, planeamento antes da finalização do acordo e após essa finalização.”


 

Na verdade, os executivos acreditam que orquestrar e executar o processo de integração é o factor mais crítico na determinação do sucesso de uma fusão e aquisição (56% para transacções nacionais e 47 % para acordos internacionais), seguido da condução das due dilligence (42% para transacções nacionais e 43% para acordos internacionais). Alcançar um preço óptimo para um acordo, apenas o quinto lugar (20% para transacções nacionais, 19% para acordos internacionais) das respostas dos executivos, quando analisados os elementos mais críticos para o sucesso de uma transacção.

 

Dos executivos que estiveram envolvidos numa transacção recente de M&A, 58% afirmou que a última aquisição da sua empresa foi um acordo internacional, o que demonstra um avanço no processo de globalização económico. Paralelamente, esta tendência contrasta com pesquisas e dados anteriores e confirma a pressão a que as empresas estão sujeitas para cumprirem com os imperativos estratégicos de negócios globais. Metade dos executivos esperam que as empresas dentro do seu sector de actividade, levem a cabo aquisições internacionais nos próximos cinco anos, de forma a garantir o lucro (55%) e, atinjam objectivos empresariais estratégicos (49%), enquanto um quarto (25%) espera que os acordos de M&A sejam realizados apenas para a mera sobrevivência da empresa (26%). Mais de 70% dos executivos de topo acreditam que identificar e executar oportunidades de fusões e aquisições internacionais são mais difíceis do que as transacções nacionais.
“Existe um reconhecimento crescente de que a maior parte das transacções falham na criação de valor accionista para os compradores”, refere Bert. “Mas o que torna as fusões e aquisições fascinantes é o menos comum: acordos bem sucedidos que permitem a quem adquire, criar valor de mercado, além do que os seus pares e concorrentes conseguem atingir. Esta é a razão pela qual vemos a maioria das organizações de alto desempenho realizarem um número desproporcional de acordos, relativamente aos seus pares na indústria.”

 

Cerca de um terço (31%) dos executivos dizem que o crescimento de mais de 20% das receitas totais das suas empresas nos últimos três anos, pode ser atribuído às aquisições, enquanto 83% afirma que pelo menos uma parte do seu crescimento empresarial foi impulsionado por acordos de M&A. Questionados sobre de que forma o crescimento das receitas poderia ser impactado pelas fusões e aquisições nos próximos três anos, cerca de um terço (30%) dos executivos afirmaram esperar que o crescimento seja igual ou superior a 20%. Paralelamente, 88% espera que pelo menos algum do crescimento das suas empresas advenha de aquisições.


O estudo

 

A Accenture e a Economist Intelligence Unit inquiriram 420 executivos dos Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Suécia, Noruega e Finlândia para obter conclusões acerca das suas estratégias, processos e experiências de fusões e aquisições. O estudo foi realizado em Março, com os inquiridos de cada país identificados pela Economist Intelligence Unit.

 

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