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O sector do turismo e lazer é apontado como o sector com maior potencial futuro da economia portuguesa, mas a indústria das TI surge logo a seguir na preferência dos principais executivos portugueses.
Cerca de 88% dos executivos portugueses consideram necessário uma política fiscal mais adequada ao desenvolvimento, a flexibilização da legislação laboral e um maior investimento português no estrangeiro. E 59% dos executivos, considera que as medidas levadas a cabo pelo governo ao nível do plano tecnológico estão a contribuir, de alguma forma, para a inovação e modernização das empresas nacionais.
Estas são algumas das conclusões do estudo “A Gestão Empresarial em Portugal em 2006", realizado pela AESE - Escola de Direcção e Negócios, e encomendado pela Accenture e pela SAP, com o propósito de analisar as opiniões dos executivos das principais empresas portuguesas, sobre o panorama da gestão e competitividade nacional. O estudo terá novas edições em 2007 e 2008, garantiram as entidades envolvidas.Este estudo visa fornecer "uma ferramenta indispensável para sentir o rumo que a gestão das empresas que actuam em Portugal irá tomar nos próximos anos", frisa Manuel Dias Ferreira da AESE, coordenador do estudo.
Assim, mais de 50% das opiniões dos dirigentes das principais empresas que actuam em Portugal considera que os temas mais relevantes aos quais o Governo deve dar prioridade são, entre outros: a política fiscal adequada ao desenvolvimento económico, a flexibilização da legislação laboral, a efectiva reforma da administração pública, a modernização da justiça e incentivar fiscalmente a formação da força de trabalho. De acordo com os entrevistados, nos próximos 10 anos, os factores mais importantes para alcançar o êxito são a competitividade relativamente ao preço / custo, a melhoria da qualidade dos produtos / serviços e um posicionamento claro e diferenciado. Ao nível do plano tecnológico, o estudo demonstra que 59% dos dirigentes, considera que as medidas levadas a cabo pelo governo estão a contribuir, de alguma forma, para a inovação e modernização das empresas nacionais.
Outras conclusões
Os dados do estudo indicam que 40% dos dirigentes entrevistados consideram que a competitividade da economia portuguesa não se alterou; 32% afirmam que está mais competitiva, apontando as mudanças na mentalidade empresarial como a principal causa para esta melhoria e 27% considera que piorou, devido às medidas políticas e económicas em curso e à deslocalização das empresas.O investimento português no estrangeiro foi um dos outros tópicos analisados no estudo, como um dos factores decisivos para o êxito empresarial, que demonstra ser insuficiente, em especial nos países do Centro e Leste Europeu, recentemente anexados à UE.
O relatório conclui ainda que o sector da economia portuguesa com mais futuro nos próximos anos será, segundo 61% das opiniões expressas, o do Turismo e Lazer. 34% dos responsáveis apontam este como aquele que mais emprego directo e indirecto criará e que maior crescimento económico gerará. Os sectores da Energia e das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) surgem imediatamente atrás. Em contrapartida, 86% das opiniões apontam o sector dos Têxteis, Confecção e Calçado como aquele que mais regredirá nos próximos anos.
Metodologia
O estudo, elaborado durante o mês de Março de 2006, foi direccionado a um universo de 1.300 executivos das maiores empresas em Portugal, tendo obtido uma taxa de resposta de 15% (199 respostas). Dos dirigentes que responderam ao questionário, 36% são os principais responsáveis das suas empresas (Presidente, CEO, Director Geral, Gerente, Administrador-delegado...), 36% são administradores e os restantes 28% são directores de diferentes departamentos das empresas. Os dirigentes que responderam a este inquérito, fazem parte dos seguintes sectores de actividade: Agricultura, Produção Animal, Pesca, Indústria, Energia - Produção e Distribuição de Electricidade, Gás, Gasolina, Construção Civil e Obras públicas, Indústria Automóvel, Comércio, Transportes, Correios e Telecomunicações, Banca e Seguros e Serviços.
Por outro lado, 76% das empresas envolvidas têm maioria de capital português, 21% têm capital estrangeiro e apenas 4% capital misto. Quanto ao número de trabalhadores, 59% das empresas possui mais de 250, 19% possui entre 50 e 250, e 22% possui menos de 50 trabalhadores. No que diz respeito ao volume de facturação, 47% das empresas apresentam um volume superior a 100 milhões de euros, 21% apresentam entre 25 e 100 milhões, 25% apresentam entre 1 e 25 milhões e apenas 7% apresentam menos de 1 milhão de euros de facturação.
Sectores de futuro
– Turismo e lazer – Energia
– TIC
Sectores em recessão
- Têxtil e Calçado - Agricultura e Pesca - Indústria em geral - Construção
Recomendações
1. Política fiscal adequada 2. Flexibilização da legislação laboral 3. Reforma efectiva da Administração Pública 4. Modernização e aceleração da Justiça 5. Melhoria educacional e incentivos à formação dos trabalhadores nas empresas 6. Promover o aumento da eficiência energética 7. Simplificar o enquadramento legislativo 8. Exportar mais 9. Flexibilização dos processos de despedimento e indemnizações 10. Controlo do défice 11. Diversificar a dependência das fontes de energia 12. Todos os programas de privatização devem ser mais ambiciosos
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