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De acordo com um estudo recente do Gartner, os CIO terão de passar os próximos tempos a “controlar os custos enquanto trabalham na inovação para o futuro”. Este é o grande dilema dos CIO: alcançar a curto prazo um equilíbrio entre a gestão dos custos e o investimento em inovação para o futuro.
Um dos aspectos chave para um CIO é decidir quais os sistemas legacy que deverão ser substituídos e quais os que deverão ter um ciclo de vida prolongado. Isto não é nenhuma surpresa dado que os sistemas legacy representam um papel crítico na infra-estrutura de TI e envolvem recursos importantes.
Assim, o que o actual CIO tem de considerar é reduzir os seus custos, inovar para um futuro melhor e decidir o que fazer com os sistemas legacy? Cada um destes aspectos representa um importante desafio. Será possível lidar com os três ao mesmo tempo? Para responder a esta questão, temos de modificar a nossa postura e olhar para as coisas usando uma perspectiva não convencional.
Para compreender o valor contido nas aplicações legacy, é apenas necessário calcular qual o custo do negócio sem estas aplicações. Paralelamente, dever-se-á calcular qual o custo de reconstrução dessas aplicações legacy desde o inicio. Um projecto de reconstrução deste tipo pode implicar a repetição do investimento inicial durante vários anos. Os riscos associados a este tipo de projectos estão bem documentados na imprensa e poucos CIO e CFO’s estariam dispostos a corre-los.
Os CIO podem migrar as aplicações legacy para plataformas mais rápidas, de melhor qualidade e mais baratas e reutilizar os processos de negócio e as capacidades existentes. Isto significa que podem evitar os custos e riscos elevados de substituir diversos milhares de volumes de “guiões” de negócio. Estas aplicações podem rapidamente ser alinhadas com as novas necessidades das organizações de TI, ao mesmo tempo que alavancam os serviços de negócio, utilizados desde sempre, para novas iniciativas de negócio.
Actualmente, os CIO podem responder aos três desafios que se lhes colocam de uma única forma:
- reduzindo os custos através da passagem das operações de TI para uma nova plataforma (mais rápida, de melhor qualidade e mais barata); - aumentando a agilidade através da passagem da infra-estrutura de software para uma arquitectura orientada para os serviços, partindo das linguagens tradicionais e contemporâneas e das ferramentas de construção de novas aplicações de negócio; - desbloqueando as aplicações de negócio legacy, de forma a usufruir dos serviços que correm na nova infra-estrutura.
Estas são boas notícias e uma orientação clara para resolver o dilema de muitos CIO. Em 2006, o dilema dos CIO poderá ser respondido se considerarmos as aplicações legacy como um activo que pode ajudar a controlar os custos e a aumentar a agilidade.
Por João Cardoso Director-geral da Webpower |