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MS lança Windows XP Service Pack 2 PDF Imprimir Endereço de e-mail:
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11-10-2004 15:58:34
O Windows XP Service Pack 2 começa a ser disponibilizado em português no final de Setembro. E é mais do que uma simples actualização do sistema

Alguns responsáveis de Tecnologias de Informação já dizem que instalar o Windows XP Service Pack 2 (SP2) é tão complicado como instalar uma nova versão do sistema operativo.

 

Pode não ser difícil, mas será trabalhoso e é preciso arregaçar as mangas, porque a filosofia da Microsoft agora é “shields up!”: qualquer coisa como “escudos em riste”.


Por isso mesmo, o software pode entrar em conflito com as aplicações – ao ponto de terem de ser alteradas sobretudo nas comunicações –, que podem mesmo deixar de funcionar.


Será necessário algum esforço para repor a pontes de comunicação e as facilidades que antes já vinham concedidas.


A filosofia agora é abrir apenas as portas necessárias ao funcionamento das aplicações utilizadas.

 

 

Cuidados


O que está acontecer a nível mundial é que grande parte das empresas está a implementar o Service Pack 2 em ambientes de teste.


Por cá, a Microsoft recomenda que testem muito bem o funcionamento das aplicações com o novo pacote de software.


O gestor de marketing de produto da Microsoft, Paulo Neves confessa que a empresa não está à espera de grandes problemas a partir do momento em que o pacote começar a ser disponibilizado em finais de Setembro (por download e até por CD).


A meados de Outubro já todos os canais de distribuição estarão a disponibilizar o pacote, segundo previsões de Paulo Neves.


No início desse mês, haverá já máquinas PC com as actualizações instaladas de origem na versão inglesa. Em português só em Novembro.


O responsável de plataformas da Microsoft, Marcos Santos, confia no resultado do trabalho de preparação para a actualização, desenvolvido no mercado.


Segundo o responsável, desde Outubro de 2003, o fabricante tem procurado preparar programadores,  fabricantes OEM, e os próprios clientes finais com diversas iniciativas sobretudo de formação.


Assim, a ajuda nos testes dos sistemas de informação que as empresas possam precisar deverá ser prestada pelos parceiros. O que, considera o responsável, é uma oportunidade de negócio para os mesmos.


Sem beliscar o optimismo que deve existir sem exagero na actualização, um facto reforça a impressão de que há necessidade de testes importantes: a Microsoft prolongou o período em que as empresas poderão bloquear o download automático do software, através do Automatic Updates e do Windows Update, nas zonas onde o SP 2 já é disponibilizado desde Agosto. Agora vai até Abril de 2005.


Um dos principais problemas mais experimentados tem a ver com o sistema de firewall. Apesar de haver várias formas de configurar a firewall (como não podia deixar de ser), algumas empresas pioneiras têm experimentado dificuldades na criação de excepções aos bloqueios.


Está de acordo com a nova filosofia – antes bloqueado do que inseguro – precavendo alguma negligência irreflectida do utilizador.


O SP 2 tem provocado inclusive o mau funcionamento de anti-vírus e de algumas aplicações de gestão de sistemas.

 

 

Abordagem integrada de segurança

 

O volume do pacote pode variar de país para país, e nas estimativas da Microsoft, para Portugal, deve rondar os 100 MB para a versão Professional e 80MB para a versão doméstica. Mas no total, o tamanho do pacote é de 256 MB.

 

Haverá variações consoante o que os sistemas tiverem instalado: se tiverem o  SP 1, o volume será menor.

 

O Service Pack 2 tem as suas novidades mais relevantes centradas ao nível da protecção da rede, da memória, do e-mail e da navegação.


Envolvendo todo o pacote há “a abordagem integrada de protecção para todos os níveis e não parcial”, da segurança, como diz Paulo Neves.


A firewall passa a estar ligada por predefinição e dois modos de funcionamento. No primeiro, ela não permite tráfego de entrada não solicitado, conforme configurada.


E noutro modo passa a ignorar quaisquer parâmetros estabelecidos, bloqueando o tráfego proibido.


O SP 2 traz também um novo gestor de anexos, baseado numa  API pública para administrar a execução de anexos.


Os anexos com extensões, como por exemplo .exe, .smd, .vbs,  não são admitidos por predefinição.


O processo de bloqueio e permissão decorre de acordo com os tipos de ficheiros e da zona, restrita ou de Internet, de onde provém.


Sendo da primeira, o tráfego é bloqueado, e vinda da segunda o sistema procura confirmar com o utilizador. Depois, regista a zona quando o ficheiro é gravado.


Na protecção à memória, houve a implementação de um switch /GS. Este dispositivo coloca um cookie entre o buffer e o endereço de retorno.


Em caso de overrun, este escreverá por cima do cookie, e então o sistema reage bloqueando a execução, porque o cookie foi apagado.


Na navegação com o Internet Explorer, haverá mais e melhor informação, sobre o editor das páginas e nome do controlo web.


Segundo a Microsoft haverá  um manuseamento mais seguro dos controlos web.


Os não assinados ou de assinatura inválida serão bloqueados, por exemplo. Além disso, o SP2 traz um novo bloqueador de popups activados por script.

 

 

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