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O Windows XP Service Pack 2 começa a ser disponibilizado em português no final de Setembro. E é mais do que uma simples actualização do sistema
Alguns responsáveis de Tecnologias de Informação já dizem que instalar o Windows XP Service Pack 2 (SP2) é tão complicado como instalar uma nova versão do sistema operativo.
Pode não ser difícil, mas será trabalhoso e é preciso arregaçar as mangas, porque a filosofia da Microsoft agora é “shields up!”: qualquer coisa como “escudos em riste”.
Por isso mesmo, o software pode entrar em conflito com as aplicações – ao ponto de terem de ser alteradas sobretudo nas comunicações –, que podem mesmo deixar de funcionar.
Será necessário algum esforço para repor a pontes de comunicação e as facilidades que antes já vinham concedidas.
A filosofia agora é abrir apenas as portas necessárias ao funcionamento das aplicações utilizadas.
Cuidados
O que está acontecer a nível mundial é que grande parte das empresas está a implementar o Service Pack 2 em ambientes de teste.
Por cá, a Microsoft recomenda que testem muito bem o funcionamento das aplicações com o novo pacote de software.
O gestor de marketing de produto da Microsoft, Paulo Neves confessa que a empresa não está à espera de grandes problemas a partir do momento em que o pacote começar a ser disponibilizado em finais de Setembro (por download e até por CD).
A meados de Outubro já todos os canais de distribuição estarão a disponibilizar o pacote, segundo previsões de Paulo Neves.
No início desse mês, haverá já máquinas PC com as actualizações instaladas de origem na versão inglesa. Em português só em Novembro.
O responsável de plataformas da Microsoft, Marcos Santos, confia no resultado do trabalho de preparação para a actualização, desenvolvido no mercado.
Segundo o responsável, desde Outubro de 2003, o fabricante tem procurado preparar programadores, fabricantes OEM, e os próprios clientes finais com diversas iniciativas sobretudo de formação.
Assim, a ajuda nos testes dos sistemas de informação que as empresas possam precisar deverá ser prestada pelos parceiros. O que, considera o responsável, é uma oportunidade de negócio para os mesmos.
Sem beliscar o optimismo que deve existir sem exagero na actualização, um facto reforça a impressão de que há necessidade de testes importantes: a Microsoft prolongou o período em que as empresas poderão bloquear o download automático do software, através do Automatic Updates e do Windows Update, nas zonas onde o SP 2 já é disponibilizado desde Agosto. Agora vai até Abril de 2005.
Um dos principais problemas mais experimentados tem a ver com o sistema de firewall. Apesar de haver várias formas de configurar a firewall (como não podia deixar de ser), algumas empresas pioneiras têm experimentado dificuldades na criação de excepções aos bloqueios.
Está de acordo com a nova filosofia – antes bloqueado do que inseguro – precavendo alguma negligência irreflectida do utilizador.
O SP 2 tem provocado inclusive o mau funcionamento de anti-vírus e de algumas aplicações de gestão de sistemas.
Abordagem integrada de segurança
O volume do pacote pode variar de país para país, e nas estimativas da Microsoft, para Portugal, deve rondar os 100 MB para a versão Professional e 80MB para a versão doméstica. Mas no total, o tamanho do pacote é de 256 MB.
Haverá variações consoante o que os sistemas tiverem instalado: se tiverem o SP 1, o volume será menor.
O Service Pack 2 tem as suas novidades mais relevantes centradas ao nível da protecção da rede, da memória, do e-mail e da navegação.
Envolvendo todo o pacote há “a abordagem integrada de protecção para todos os níveis e não parcial”, da segurança, como diz Paulo Neves.
A firewall passa a estar ligada por predefinição e dois modos de funcionamento. No primeiro, ela não permite tráfego de entrada não solicitado, conforme configurada.
E noutro modo passa a ignorar quaisquer parâmetros estabelecidos, bloqueando o tráfego proibido.
O SP 2 traz também um novo gestor de anexos, baseado numa API pública para administrar a execução de anexos.
Os anexos com extensões, como por exemplo .exe, .smd, .vbs, não são admitidos por predefinição.
O processo de bloqueio e permissão decorre de acordo com os tipos de ficheiros e da zona, restrita ou de Internet, de onde provém.
Sendo da primeira, o tráfego é bloqueado, e vinda da segunda o sistema procura confirmar com o utilizador. Depois, regista a zona quando o ficheiro é gravado.
Na protecção à memória, houve a implementação de um switch /GS. Este dispositivo coloca um cookie entre o buffer e o endereço de retorno.
Em caso de overrun, este escreverá por cima do cookie, e então o sistema reage bloqueando a execução, porque o cookie foi apagado.
Na navegação com o Internet Explorer, haverá mais e melhor informação, sobre o editor das páginas e nome do controlo web.
Segundo a Microsoft haverá um manuseamento mais seguro dos controlos web.
Os não assinados ou de assinatura inválida serão bloqueados, por exemplo. Além disso, o SP2 traz um novo bloqueador de popups activados por script.
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