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Organizações europeias “ignoram” qualidade do software PDF Imprimir Endereço de e-mail:
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09-05-2006 18:08:25
Segundo um estudo da Compuware, 78,3% das organizações europeias não tomam medidas relativamente à fraca qualidade do software e revela também que as iniciativas de melhoria da qualidade não conseguem ganhar terreno, incluindo portuguesas.

As organizações europeias estão a negligenciar a qualidade no desenvolvimento das aplicações. Com efeito, aproximadamente 78,3 % das empresas inquiridas não aplicam de forma consistente uma metodologia de garantia da qualidade (QA).

 

Não é portanto de estranhar que mais de metade (49%) dessas organizações nunca aplicaram um programa de qualidade como o CMM ou o Six Sigma aos seus procedimentos de programação, no sentido de fomentarem melhorias contínuas de qualidade.

 

O impacto negativo da não implementação de um programa de qualidade reflecte-se numa grande inconsistência, com 44,5% das empresas a referir que a qualidade foi gerida ao nível do departamento e que foram implementadas diferentes metodologias.

 

Esta é a grande conclusão de um estudo da Compuware realizado junto das maiores empresas na Europa, incluindo Portugal. No total, foram inquiridos 184 executivos de TI, entre os quais 7 portugueses.

 

O estudo revelou também que a qualidade não está a ser levada tão seriamente como devia por parte das organizações. Espantosamente, quase um quarto (23,9%) admite que a sua equipa de garantia da qualidade (QA) não era constituída por membros treinados e experientes. Cerca de 30,5% têm experiência e têm formação, mas não trabalham nesta área a tempo inteiro.

 

O resultado preocupante de tantas equipas de QA “perdidas”é o de que 42,4% dessas mesmas não estarem a recolher métricas históricas que poderiam ser usadas para melhorar a qualidade do software.  Outras 12% admitem recolher essas métricas, mas sem as rever. Apenas 14,1% das empresas dizem dispor de um plano formal para melhorar a qualidade das aplicações e admitem fazer uma análise consistente após a implementação e actuar em conformidade com os resultados.

 

 

Falhas que custam dinheiro

 

“As falhas de projecto são extremamente dispendiosas para as empresas. Os analistas do sector estimam que 50% dos projectos de TI não atingem os seus objectivos e que na maior parte dos casos, a causa do problema poderá ser atribuída à fraca qualidade.

 

A melhoria da qualidade é vital para evitar falhas e perdas de receitas, mas a pesquisa indica que em vez de estar no topo da lista de prioridades da empresa, a qualidade nem sequer faz parte dessa lista. As empresas estão de facto a esquecer-se de um item e como tal estão a lutar para desenvolver aplicações que suportem, eficazmente as necessidades de negócio.

 

Trata-se de um círculo vicioso que para muitas organizações resulta em perda de negócios. Mas até que a qualidade não seja reconhecida como uma componente chave para sucesso, é um círculo no qual as companhias se deixam envolver” comentou Sarah Saltzman, gestora de soluções da Compuware.

 

E acrescentou: “Assegurar a qualidade de forma efectiva, envolve principalmente compreender e determinar os riscos e para o conseguir, é necessário obter a colaboração das TI, do negócio e da comunidade de utilizadores.”

 

 

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