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eCommerce português estimado em 333 milhões de euros PDF Imprimir Endereço de e-mail:
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09-05-2006 17:14:14
Vários responsáveis assinalaram que muitas transacções electrónicas se concretizam através da rede ATM, e deviam ser consideradas também comércio electrónico.

À margem do debate inaugural da semana do comércio electrónico (4 a 14 de Maio) o director–geral da Vector21, Luís Novais, estimou em 333 milhões o valor total das transacções de eCommerce, realizadas em lojas portuguesas.

 

Considerando as operações originadas em Portugal, mas concretizadas em lojas estrangeiras, o valor sobe para 594 milhões de euros. Contudo, a abertura da semana do comércio electrónico fica marcada pela ideia de que uma parte considerável do comércio electrónico português é concretizado através da rede de terminais ATM.

 

Tanto na perspectiva do ministro para a Ciência e Tecnologia, Mariano Gago, como na perspectiva do gestor da UMIC, Luís Magalhães, esse é um aspecto diferenciador na avaliação da actividade em Portugal. Todo o comércio e transacções realizadas para o pagamento de facturas de utilities, crédito de cartões SIM, compra de títulos de transporte público, bilhetes de espectáculos (entre outros) devia ser considerado comércio electrónico, na óptica dos dois responsáveis.

 

De acordo com a SIBS, o valor de transacções electrónicas feitas nas máquinas ATM, relativas a operações mais facilmente assumidas como eCommerce – pagamento de serviços e compras, venda  de bilhetes da CP, de bilhetes de espectáculo, carregamento de telemóveis e de Internet – ascendem a mais de 4,2 mil milhões de euros.

 

Devido à componente das operações nas ATM não ser considerada pelas organizações internacionais que avaliam a actividade, é que a posição de Portugal será tão modesta no comércio electrónico, sustentou Luís Magalhães.

 

Mariano Gago procurou fazer valer mesmo que Portugal estará até numa posição avançada na evolução do comércio electrónico: em virtude da “organização especial e mais avançada da rede de pagamento Multibanco”. Contudo o ministro admitiu que os terminais ATM não são suficientes para suportar uma experiência de utilizador adequada para certos serviços.

 

O presidente da Acep, Alexandre Nilo, salientou na sua intervenção, o esforço de divulgação do comércio electrónico a nível nacional ao longo da 3ª semana do comércio electrónico. Haverá várias iniciativas a nível regional, procurando sensibilizar as pessoas para o impacto e oportunidades trazidas pela actividade.

 

A nível empresarial, de acordo com dados do INE apresentados pelo gestor da UMIC, Luís Magalhães, a utilização dos meios de comércio electrónico por parte das empresas depende bastante da sua dimensão. Assim, segundo o responsável, no segmento das empresas com menos de 250 empregados, cerca de 15% a 20% das aquisições são feitas por meio electrónico. Mas no segmento das empresas com mais de 250 colaboradores, esse valor cresce para uma faixa dos 25% a 40%.

 

 

Prestes a acelerar

 

“O comércio electrónico estará prestes a entrar em fase de forte aceleração”, prevê Vítor Bento, presidente da UNICRE. Na perspectiva do responsável, as empresas passaram pela fase da recuperação da ressaca depois da “bolha da dotcom”, e estarão em período de “normalização”. A adesão das pessoas terá a ver com o processo de substituição geracional, segundo o responsável, o qual procurou a questão essencial: “Como é que se consegue acelerar a adaptação?“.

 

 

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