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22-12-2004 12:38:35
De ano para ano, com maior ou menor intensidade, a segurança é uma preocupação para utilizadores e administradores, mas os problemas parecem manter-se e as soluções não são novidade.

Enquanto a Microsoft e o seu sistema operativo Windows são, na maioria das vezes alvos de críticas, os especialistas têm apontado o utilizador doméstico como sendo pouco cuidadoso.

 

Este último factor, e a falta de uma política correcta de utilização do e-mail pelos funcionários das empresas são assinaladas como as principais razões para os vírus e worms conseguirem  espalhar-se pela rede.

 

Para a Sophos a melhor maneira de nos vermos livres dos vírus continua a ser a velha e ainda eficaz prática de actualizar os programas antivírus.

 

Trata-se segundo o perito de uma tarefa muito difícil quando se fala do utilizador final – considerado como a vítima principal dos invasores.

 

“Uma vez que a maioria dos consumidores domésticos tem menos conhecimento sobre computadores, comparado  com administradores de redes, os primeiros correm mais riscos.

 

Além disso, não costumam levar a sério os riscos de não adoptarem procedimentos de segurança adequados” explica.

 

Segundo a Sophos, as dez pragas electrónicas que mais afectaram as máquinas de todo o mundo ao longo de 2003 aproveitaram-se de vulnerabilidades do sistema operacional Windows, afectando os utilizadores de software da Microsoft.

 

“Motivados pelo pensamento de espalhar seus códigos maliciosos, os criadores de vírus tendem a continuar a explorar o ubíquo sistema da Microsoft em 2004 e provavelmente nos anos seguintes”, prevê.

 

O analista constata outra tendência: a procura de vantagens financeiras por parte dos hackers. “Em 2003, os criadores de pragas electrónicas perceberam que havia como ganhar dinheiro por meio de códigos de vírus, enviados em alguns worms, capazes de obter dados financeiros dos usuários infectados”, aponta.

 

Para a Sophos, a mudança mais significativa nos últimos anos na questão dos vírus foi o aumento no número de worms, pragas eletrónicas capazes de se esconderem em arquivos anexados em e-mails, utilizando de tácticas para persuadir o usuário a abri-los,de forma a conseguir informações financeiras dos proprietários dos PC.

 

“A principal razão de os worms se tornarem tão comuns actualmente é o grande número de pessoas que usam a Internet.

 

No início da década de 90, um vírus na área de boot levava meses para se espalhar e infectar um único computador.

 

Os vírus de hoje conseguem viajar pelo mundo todo, numa questão de minutos”, esclarece a Sophos, lembrando que das dez pragas que mais infectaram PC, nove aproveitam-se do e-mail para se desenvolver.

 

Apesar do cenário tenebroso, a Sophos afirma ser possível uma pessoa proteger-se desse tipo de vírus. “O utilizador deve utilizar um antivírus no gateway com software antivírus para desktop, de actualização automática”, recomenda.

 

Já os especialistas em segurança corporativa, demonstram grande preocupação com o utilizador final, principalmente no ambiente corporativo.

 

Actualmente 50% da comunicação electrónica do profissional estão relacionadas a fins pessoais, o que aumenta o risco de infecções de vírus dentro da empresa.

 

“É fundamental diminuir o tempo de utilização do e-mail para fins pessoais no trabalho, além da adopção de pacotes que agreguem o rastreio de viroses, códigos maliciosos e de conteúdo no ambiente corporativo”, explica um especialista o sector, acrescentando que as empresas querem “aumentar a segurança e ao mesmo tempo economizar”.

 

Na opinião deste especialista, as empresas ainda não estão preparadas para as novas tácticas dos hackers e dos scammers. “Elas não avaliam o valor da comunicação com as suas cadeias de clientes.

 

Segurança significa preocupação com o e-mail corporativo, com o local onde a empresa manipula as informações e com a divulgação das directrizes de comunicação interna, ou seja, a adopção de uma política de uso do e-mail”, afirma.

 

No que se refere à estratégia dos hackers de usar o sistema peer-to-peer (P2P) para espalhar worms, Miguel acredita que a utilização dos mecanismos de defesa, como firewall e proxy, ajudam a impedir os assaltos. “O ataque é mais destrutivo de acordo com o valor da informação”, comenta.

 

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