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APC equaciona basear suporte de primeiro nível em Portugal PDF Imprimir Endereço de e-mail:
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21-12-2005 11:52:00
Um mini call center com cerca de cinco pessoas servirá Portugal, França e Espanha e permitirá à multinacional fazer algumas poupanças no campo dos salários.

A  APC deverá instalar em Portugal no primeiro trimestre de 2006 um callcenter para suporte de primeiro nível, dirigido aos clientes de França, Portugal e Espanha.

 

O centro que funciona hoje na Irlanda, deverá reunir cinco profissionais e a mudança permitirá à empresa reduzir custos referentes aos salários. Segundo a directora-geral da empresa no nosso país, Maria de Lurdes Carvalho, o call center fará o primeiro nível de atendimento telefónico e depois encaminha para outros níveis.

 

O atendimento será feito também através outros canais.
“Em termos de facturação, o centro não vai trazer um grande impacto, mas o nível de satisfação dos clientes deverá melhorar”, espera a executiva. Hoje o negócio directo da APC vale perto de 2 a 3% da facturação da APC em Portugal.

 

“A venda directa não é um fim em si, e a prova disso foi a criação de uma canal intermédio, que envolve a certificação de parceiros responsáveis pela implementação das soluções depois de a APC fazer o levantamento das necessidades e desenvolver a solução”, explica.

 

De acordo com os dados da responsável, 80% do negócio da APC em Portugal é realizado com 20% do seu canal. E nesse pequeno conjunto, estão os parceiros certificados, entre os quais estão a Sol-S, a Novabase e a Indra CPC. O canal ainda assume maior importância se nos lembrarmos de que mais de 75% do volume de negócios é relativo ao segmento das PME.

 

 

Outras apostas para 2006

 

Uma das apostas da empresa para 2006 são os centros de dados no campo da saúde, no âmbito do eGovernment e do o sector da banca. O segmento das telcos também merece atenção mas os três subconjuntos anteriores mereçam mais atenção, “dado o seu volume de negócios esperado”.

 

De acordo com a responsável, “existem projectos desenvolvidos nessas áreas que estarão á espera de disponibilização de verbas.” A directora admite que em Portugal a empresa evolui ao ritmo das decisões dos governos.

 

Contudo, considera que “parece começar a existir uma maior consciência entre o sector privado da necessidade de tomar alguma iniciativa”. Apesar dessa impressão, a responsável prevê ainda alguma passividade durante o próximo ano.

 

O segmento de mercado do SoHo está a ter “um peso importante”, enquanto a área do networking tem estado a perder para a área do centro de dados. Mesmo assim, as soluções de alimentação para redes ainda vale perto de 40%, enquanto as soluções para centros de dados representam 25% da facturação.

 

 

Margens a 50%

 

“As margens tiveram uma degradação de cerca de 50%, nos últimos cinco anos”, revela a responsável, que não parece muito optimista. “A indústria está outra vez numa fase de triagem”, reforça. As empresas que conseguirem aguentar o embate, são aquelas que fizeram uma aposta a médio e longo prazo, na visão de Maria de Lurdes Carvalho.

 

Segundo a mesma, a política de margens não passa muito pela direcção nacional. Cada linha de negócio é uma pequena empresa e constrói os seus preços, com determinados objectivos. Dentro dos seus custos, existe depois associado um custo geral da empresa, e a partir daí é construída uma tabela de preços.

 

“Como as compras são feitas para uma plataforma geral na Irlanda, quando há um projecto especial, não sou eu que decido, porque não sou que tenho os dados necessários, e é a própria divisão que pode conceder descontos”, explica.

 

A parte dos custos das margens não tem a ver com os países, mas com as divisões, portanto.
Hoje a empresa conta com seis distribuidores directos: Tech Data, a Databox, CPC Di e Solbi (que substituiu a DLi,) e a Criterium.  “É o número que o negócio em si pede”, considera a directora.

 

 

Mudanças de paradigma

 

Na visão de Maria de Lurdes Carvalho, a forma como as empresas portuguesas equacionam as soluções de arrefecimento têm de mudar. “Já não se pode olhar para uma sala e decidir mediante o seu tamanho, que se vai meter 1500 watts por m2  de ar frio.”

 

Será necessário ter em conta o conteúdo da sala, como por exemplo, o tipo de servidores do centro de dados, para evitar ineficiências, por exemplo. Por outro lado, embora haja várias formas de optimizar o método de arrefecimento de equipamento de TI por injecção de ar frio por debaixo de um chão falso perfurado, há limites.

 

Segundo a APC, mesmo gerindo da melhor forma o referido método, o seu limite de arrefecimento é sempre 3 a 4 Kw por rack. Isso equivale a uma densidade média de 1000 a 1400 watts por metro quadrado, e ultrapassando este limite, passa a ser ocupado mais espaço por sistemas de arrefecimento do que por equipamentos de TI.A  visão da APC para o que chama centro de dados do século XXI, passa por uma mudança de paradigma.

 

Enquanto o centro de dados do século XX era fixo no espaço e no tempo, o novo será tanto virtual, como móvel. Por isso haverá dados importantes que podem estar em qualquer lado e ser disponibilizados a qualquer hora.

 

Deixam de estar num repositório fechado. E em vez de serem processados em batches, são processados em tempo real. Enquanto antes envolviam um investimento de pouca potência, com menos de 50 watts por pé quadrado, hoje e no futuro os centros de dados exigem altas densidades de potência.

 

A outro nível, a APC lembra que também mudou o paradigma para a infra-estrutura crítica. Constroem-se soluções concebidas para necessidades específicas, com componentes de vários fabricantes, o que exige uma forte integração. Normalmente o processo leva tempo, é complexo, sujeito a erros e tem uma carga grande de imprevisibilidade.

 

Assim, o fabricante alerta para a importância da infra-estrututra crítica (Network Critical Physical Infrastructure) que envolve um grande investimento. Segundo as contas da empresa num ciclo de vida normal de dez anos,  o custo de propriedade de um centro de dados pode ascender de 80 a 140 mil dólares por rack.

 

A maior fatia será relativa à electricidade (20%) enquanto o equipamento de energia representará perto de 18% dos custos, tal como a engenharia e a instalação. Os custos com espaço e serviço atingirão cerca de 15%
cada um.

 

 

O ROI de uma infra-estrutura

 

Para justificar o valor financeiro da infra-estrutura crítica, a APC recorre a uma equação em que o valor é igual ao produto do valor da disponibilidade pelo da agilidade, sobre o custo de propriedade. Na óptica da APC, a disponibilidade está dependente da inexistência de erros humanos e dos tempos de recuperação de falhas de serviço.

 

O fabricante diz que apenas pouco mais de um terço das falhas são referentes a falhas no equipamento. E quase 60%, têm a ver com o factor humano: erros operacionais, de concepção e de construção. São no fundo argumentos que a APC utiliza para justificar a padronização do seu equipamento, que o fabricante diz, ajuda a acelerar a formação e reduzir os erros dos técnicos.

 

Assim o fabricante está a optar por fornecer os equipamentos cada vez mais em formato modular, além de fazer pré-testes nas suas fábricas, e utilizar componentes que podem ser substituídos com os sistemas em funcionamento. Por outro lado, a companhia está cada vez mais a desenvolver as suas soluções com uma pré-integração entre os componentes de potência, arrefecimento e as racks.

 

Um dos desafios mais importantes nos centros de dados são o sobre-aquecimento e a sobrecarga do equipamento disposto em alta densidade. E além disso com os balanceamentos de carga os servidores aceleram e desaceleram, originando flutuações de temperatura e potência.

 

As receitas propostas pela APC passam pela integração mais forte de componentes de potência, gestão, arrefecimento – e para esta última área uma acção mais próxima das racks – em soluções modulares (como a InfraStruxure). Do ponto de vista da agilidade, o fabricante tem um objectivo forte que é permitir a construção de um centro de dados em menos de 80% do tempo dispendido na abordagem tradicional: 400 dias.

 

A padronização do equipamento num formato de solução modular desempenha mais uma vez, um papel fundamental. Assim como o facto de a maior parte do trabalho de construção (dos componentes modulares) ser realizado na fábrica.

 

A aposta da APC é que estas abordagens permitam depois uma afinação melhor com as necessidades das empresas em termos de centro de dados. O fabricante diz que hoje há desperdícios de 11 mil dólares por rack: quando os centros de dados funcionam a 25% (o que acontece com frequência), 75% da conta de electricidade é desperdício.

 

Isto configura custos de propriedade exagerados, que a arquitectura modular proposta pela APC pretende resolver. Evitar o sobredimensionamento  permitirá reduções de 20% no custo de propriedade, segundo a APC, enquanto um arrefecimento mais eficiente e melhor distribuído proporcionará reduções de 15%, cada um.

 

Por outro lado, um mau funcionamento operacional e de coordenação oferece um potencial de melhoria em 10%, enquanto a resolução de ineficiências nas UPS pode levar a melhorias semelhantes.

 

 

Novas tecnologias no primeiro semestre de 2006

 

A aquisição mais recente e importante do ciclo de compras da APC foi a da Netbotz. Trata-se de uma companhia especializada e em sistemas de monitorização de ambientes e vídeo vigilância. São tecnologias que ajudam a proteger o equipamento de TI.

 

De acordo com a directora-geral da APC em Portugal, Maria de Lurdes de Carvalho, os primeiros resultados da compra deverão estar incorporados na oferta da empresa ainda no primeiro semestre de 2006. Segundo a responsável, os engenheiros destacados para a área da pré-venda da empresa já estão a receber formação.

 

A companhia compradora tenciona melhorar as suas capacidades de gestão de centro de dados, integrando as funcionalidades e sistemas de monitorização na arquitectura InfraStruXure. Com as funcionalidades adicionadas, a APC pretende conseguir detectar situações de calor extremo, fugas de líquido ou a presença de materiais radioactivos e químicos.
Além disso, a monitorização através de vídeo será aproveitada para intensificar as medidas de segurança, já colocadas em campo.

 

 

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