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No primeiro trimestre de 2005, aproximadamente 42,5% dos agregados domésticos portugueses possuíam computador e 31,5% tinham acesso à Internet a partir de casa; 39,6% dos indivíduos com idade entre os 16 e os 74 anos utilizaram computador e 32% acederam à Internet no mesmo período.
No primeiro trimestre de 2005, 42,5% dos agregados domésticos possuíam computador e 31,5% tinham acesso à Internet a partir de casa.
A análise evolutiva destes indicadores revela taxas de crescimento elevadas. Observa-se, entre 2002 e 2005, um crescimento médio anual de 16,6%, no que respeita ao computador, e de 27,8% no que se refere à Internet.
A nível regional, Lisboa e Algarve apresentam-se acima da média nacional, com aproximadamente 49% e 44% de agregados com computador, face ao total de agregados em cada região. O acesso à Internet em casa distingue Lisboa e a Região Autónoma dos Açores como as regiões em que mais agregados estão ligados à rede: 37,4% em cada uma.
A análise dos meios de acesso à Internet revela que o computador se mantém como o mais frequente (referido por 83% dos agregados ligados à Internet), seguindo-se o telemóvel, o qual é utilizado por cerca de 34% dos agregados em 2005. Esta forma de acesso aumentou 60% face a 2004.
A banda larga ocupa um lugar importante no tipo de ligação à Internet: 20% do total de agregados utiliza esta opção, o que representa cerca de 63% dos agregados ligados à rede. O modem analógico tem revelado um decréscimo de importância enquanto tipo de ligação: em 2005 é utilizado por 39,2% dos agregados que possuem ligação à Internet a partir de casa, depois de ter sido referido por mais de metade dos mesmos em 2004.
O desinteresse face à Internet, bem como o preço e a falta de habilitações para utilização desta tecnologia constituem os principais factores que condicionam a expansão da Internet nos agregados domésticos.
Dos indivíduos que não têm acesso à Internet em casa, 58% afirmam não ter interesse na tecnologia, 53,5% salientam o elevado custo do equipamento e 52% afirmam não saber utilizar Internet. Cerca de 49% dos indivíduos refere o elevado custo do acesso.
Computador: perfis de utilização
No primeiro trimestre de 2005, 39,6% dos indivíduos com idade entre os 16 e os 74 anos utilizaram computador. A proporção de homens que utiliza esta tecnologia é superior à de mulheres: 43,2% dos homens afirmam ter utilizado computador para 36,2% das mulheres.
A análise por escalões etários revela uma maior propensão das camadas mais jovens para o uso desta tecnologia comparativamente aos restantes grupos etários: 78,1% dos indivíduos entre os 16 e os 24 anos utilizaram computador nos primeiros três meses do ano.
A utilização de computador varia na razão directa do nível de instrução: a proporção de utilizadores de computador é de 90,2% entre os indivíduos que possuem ensino superior para 24,1% dos que têm um nível de escolaridade até ao 3.º ciclo. A condição perante o trabalho é também distintiva em termos de uso desta tecnologia: a quase totalidade dos estudantes (98,4%) e aproximadamente metade dos empregados (49,5%) utiliza computador.
A frequência de utilização do computador é essencialmente diária: 72,8% dos utilizadores de computador usa esta tecnologia todos os dias ou quase todos os dias e 17,9% pelo menos uma vez por semana. A casa e o local de trabalho são os sítios mais comuns de uso do computador: 73% dos indivíduos fazem uso desta tecnologia em casa e 54% no local de trabalho.
Por região, observa-se que 47,5% dos indivíduos com idade entre os 16 e os 74 anos residentes em Lisboa utilizam computador, seguindo-se o Algarve com 40,4%. A Região Autónoma dos Açores e o Norte são as regiões onde a proporção de utilizadores é menor (33,4% e 35%, respectivamente).
Internet: perfis de utilização
No primeiro trimestre de 2005, 32% dos indivíduos com idade entre os 16 e os 74 anos acederam à Internet. A proporção de homens que utiliza esta tecnologia é superior à de mulheres: 35,5% dos homens afirmam ter utilizado Internet para 28,8% das mulheres.
Por escalão etário, observa-se que entre os indivíduos dos 16 aos 24 anos, sete em cada dez são utilizadores de Internet; entre os 25 e os 34 anos esse número desce para cinco utilizadores em cada dez.
A utilização da Internet varia na razão directa do nível de instrução: cerca de 85% dos indivíduos com um nível de ensino superior acede à rede, sendo esta proporção de 77% para os indivíduos com o ensino secundário.
De acordo com a análise por condição perante o trabalho, são os estudantes, à semelhança do que acontecia com os utilizadores de computador, o grupo que, proporcionalmente, mais acede à Internet: 94,5% utiliza esta tecnologia.
A maior parte dos utilizadores de Internet (58,8%) acede a esta tecnologia todos os dias ou quase todos os dias, preferencialmente em casa (61%) ou no local de trabalho (48%). Seguem-se, com idênticas proporções, a escola ou universidade e a casa de familiares, amigos ou vizinhos (cerca de 24%).
Apenas Lisboa supera a média de utilizadores de Internet em termos nacionais: 41,3% dos indivíduos residentes nesta região acederam à rede nos primeiros três meses do ano. A Região Autónoma dos Açores, embora apresentando elevados níveis de acesso à Internet na óptica dos agregados, revela-se, à semelhança de outros anos, a região onde a utilização de Internet é menos expressiva: 26,3% dos indivíduos inquiridos acedem à rede.
Compras online
Nos primeiros três meses do ano, aproximadamente 12% dos utilizadores de Internet compraram ou encomendaram bens ou serviços online. Observando o tipo de produtos encomendados através da Internet no último ano e no primeiro trimestre de 2005, Livros, Revistas, Jornais e Material de e-learning foram comprados por cerca de 33% dos utilizadores de comércio electrónico; filmes e música por perto de um quarto deste universo; bilhetes para espectáculos e eventos por aproximadamente 24% do mesmo.
As formas de comércio tradicional permanecem vincadas na sociedade portuguesa: do universo composto por indivíduos que nunca realizaram comércio electrónico, mais de 88% afirmaram preferir o contacto pessoal com o vendedor e com o produto e perto de 73% referiram não ter necessidade de efectuar compras online.
Os problemas de privacidade e segurança são a terceira razão apontada para não encomendar bens ou serviços através de Internet (motivo apontado por aproximadamente 48% dos indivíduos que nunca efectuaram comércio electrónico).
Segurança preocupa metade dos utilizadores
As questões da segurança informática constituem uma preocupação para metade (48,5%) dos utilizadores de Internet, os quais nos primeiros três meses do ano instalaram ou actualizaram antivírus ou firewall.
Os problemas de segurança mais frequentes para os utilizadores de Internet em 2004 e no primeiro trimestre de 2005 foram os e-mails não solicitados (spam), para 49% daqueles, e os vírus informáticos que resultaram na perda de informação ou de tempo, para 26,3%.
Cerca de 80% dos indivíduos que acedem à Internet enviam/recebem e-mails e pesquisam informação sobre bens e serviços; 51,3% utilizam a rede para leituras/download de jornais/revistas online.
Cerca de metade dos utilizadores liga-se a organismos/serviços públicos (44%), tendo como principais propósitos: a obtenção de informações em sites de organismos da Administração Pública (36,7%), o download de impressos/formulários oficiais (25,8%) e o preenchimento e envio online dos mesmos (28%).
Tabela: Razões apontadas para não ter acesso à Internet em casa
Gráfico 1: Posse de computador e ligação à Internet pelos agregados domésticos, 2002-2005 (%)
Gráfico 2: Produtos comprados ou encomendados através da Internet (%)
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