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A HP reforçou o portfólio para gestão de TI com mais uma ferramenta unificadora de monitorização, e melhorou produtos existentes. A unidade passa por uma fase de mudança de chefias.
Um recente estudo da Goldman Sachs sobre as prioridades de investimento dos responsáveis de Tecnologias de Informação para 2006 evidenciava que as preocupações com a segurança não tinham sido desalojadas do topo da lista. Mas dentro da área, o enfoque mudou: o investimento nos anti-vírus deve abrandar, e a gestão de identidade e conformidade com regulamentos, dominarão.
Não admira que estas duas vertentes estejam no centro da estratégia da HP para o seu negócio de software de gestão de TI, juntamente com a implementação de arquitectura SOA (Service Oriented Arquitecture) – ingrediente natural da “empresa adaptativa” que o fabricante promove. E que beneficia também da gestão de identidade e de conformidade com regulamentos.
Novidades no HP Software
No campo dos produtos, a empresa apresentou resultados da estratégia de aquisições que tem vindo a desenvolver até agora. A mais recente novidade do portfólio Openview chama-se Dashboard 1.0.
Esta peça de software permitirá segundo o fabricante criar um portal, onde surgirão dados ou estatísticas sobre o desempenho de aplicações. Durante o Software Universe 2005, a empresa apresentou também a segunda versão do Business Process Insight. Além disso, foi mostrada a versão 5.0 do Service Desk.
No campo do Opencall, que vale um terço do negócio Openview, o fabricante terá duas novidades: o software Media Resource Function e o serviço MusicSharing. Destinam-se a ajudar os operadores a disponibilizarem serviço triple-play: de voz, serviços multimédia e dados.
O software serve para suportar serviços multimédia interactivos sobre IMS, e o serviço permite ouvir música e falar em modo “conference call”, ao mesmo tempo.
SOA além da integração
A estratégia da HP para o software tinha de passar por facilitar a construção de arquitecturas SOA. A empresa adaptativa vive do alinhamento entre a infra-estrutura de TI e o negócio e a gestão. E a HP (tal como outros fabricantes) olha para a SOA como uma forma de proporcionar mais que a integração de plataformas de informação, conseguida pela utilização de web services.
Para o CTO do Centro de Marketing da EMEA, Mark Potts, as “TI tendem a assumir uma forma mais transversal ao longo da empresa”. E uma SOA vai permitir o acesso por múltiplos canais, a informação sobre os serviços de TI e sobre quem os utiliza – no que a gestão de identidade desempenha um papel importante.
Na óptica da HP, a arquitectura SOA facilitará a composição (de forma integrada mas flexível) de serviços funcionais em serviços de negócios. Como explica Mark Potts, estes serviços de negócio serão partilhados por diferentes unidades que antes possuíam o seu próprio serviço: o que levantará algumas questões ligadas à propriedade dos serviços.
As implementações, que terão de ser graduais, tendem a ser obstruídas por essas pessoas. Será a passagem para o paradigma dos serviços partilhados. Na visão da HP para a implementação da SOA, o primeiro passo será a implementação de web services para preparar a empresa, e fazer a integração ponto a ponto.
O segundo passo é construir aplicações compostas e serviços de negócios. Os serviços serão organizados em registos e repositórios, enquanto do ponto de vista arquitectural haverá a necessidade, de constituir serviços de gestão de web services e monitorização de desempenho.
Numa terceira fase, e já num estado avançado de maturidade de organização poder-se-á falar de uma governação de SOA, com processos de gestão do ciclo de vida dos serviços, dos catálogos, de propriedade, e de níveis de serviço. Para gerir os serviços de forma mais rigorosa, a arquitectura SOA precisa, do ponto de vista da HP, de processos de segurança que sejam transversais, e permitam a auditorias – necessárias também para se provar o esforço de precaução.
É aqui que entra a gestão de identidade, a qual servirá neste nível também para perceber quem e como se usam os serviços. É uma fase onde já ocorre a prestação de serviços. Na perspectiva maturidade de arquitectura assiste-se já a um cenário onde o serviço é uma unidade de gestão das TI, beneficiando da virtualização da infra-estrutura e de um repositório de recursos.
As operações serão orientadas para o serviço, e este domina o paradigma. Daqui parte-se para uma integração mais forte com entidades externas, baseada em processos de negócios normalizados. Isso pede a evolução na gestão de identidades, para contemplar identidades federadas.
Tal como será fundamental saber quais são os processos de negócios que são estratégicos (do ponto vista da maturidade dos processos e da organização), também é importante perceber a que serviços devem ser dada prioridade.
Interoperabilidade e refinamento
No campo da gestão de identidade, a HP comprou a Trustgenix recentemente num movimento que os analistas leram como uma forma de anular alguma desvantagem face a concorrentes como a BMC, a CA, ou a IBM. Segundo os mesmos, há duas tendências no mercado, sendo uma consolidação e apetrechamento das suites do grandes fabricantes de TI com equipamento de gestão de identidade federada.
A outra é a crescente necessidade de interoperabilidade de autenticação entre companhias e fabricantes. O que está a gerar novas normalizações. Para já, a novidade do Software Universe para a gestão de identidade é uma maior conformidade com as boas práticas ITIL, em termos gestão de mudança.
A integração do Select de Access com o Service Desk permitirá maiores facilidades se self service e monitorização, ao nível do restabelecimento de passwords. A actualização em temos de Service Desk é automática, mas os serviços de help desk são mantidos para qualquer eventualidade.
Além disso, a HP diz que a plataforma permite gerir a identidade como se fosse um serviço, com o Select Acess integrado com o SOA Manager. Noutro campo da segurança, o da privacidade, a HP revelou que está a desenvolver uma tecnologia de gestão de acesso a informação.
Em resumo trata-se de uma solução que disponibiliza informação não só conforme a identidade, mas também segundo o propósito com que se faz a consulta. Além disso, tem em conta o propósito dos dados e o consentimento do utilizador, mediante a adequada modelização dos dados.
O lançamento está previsto para 2006, e a tecnologia deverá integrar o Select Acess. A tecnologia permitirá facilitar o bloqueio mais refinado a determinadas informações de um repositório, sem fechar completamente o acesso a ele.
Noutra vertente, o fabricante diz estar a desenvolver um sistema de gestão de obrigações de privacidade: comporta notificações de requisitos, limites de reutilização, apagamento e transformação de dados.
A nova versão do Service Desk 5.0, oferece segundo a HP, uma integração mais rápida com o Configuration Management, e apresenta uma nova interface gráfica Java. Além disso com as novas facilidades ligadas ao Comnfiguration Management Database é possível detectar mais profundamente quais são os requisitos necessários para resolver certos problemas.
De acordo com o responsável interino pela unidade do software da HP, Todd Delaughter, a tecnologia adquirida na compra da Peregrine será integrada num produto de convergência que conjugará o Service Desk e o Service Centre. Os resultados desse processo de desenvolvimento estão para daqui a 18 meses, segundo o responsável.
Maior visibilidade sobre serviços
Numa antecipação do seu evento anual, dedicado ao negócio de software. o Software Universe, a HP apresentou (5 de Dezembro) à imprensa o Dashboard 1.0 previsto para o primeiro trimestre de 2006, com o preço de 60 mil dólares.
De acordo com o responsável gestor interino do negócio de software da HP, Todd Delaughter, a ferramenta vai permitir estabelecer mais rapidamente diferentes vistas sobre os serviços de TI, para diferentes utilizadores. Esta será uma das suas grandes vantagens e a HP diz que o número de vistas será ilimitado.
Por outro lado, o responsável realçou a facilidade de utilização, beneficiando de uma interface mais gráfica. Usando tecnologia da Talking Blocks (adquirida em 2003), a HP integrou partes do seu Management Integration Plaform, na nova ferramenta. A intenção é permitir que o software peça e aceite informação automaticamente, de vários sistemas de outras empresas.
O novo produto será capaz de colher dados e alertar os gestores de TI se os serviços estiverem a sofrer alguns problemas. Assim os profissionais deixam de precisar de monitorizar vários interfaces.
Segundo alguns analistas, a ferramenta pode ajudar a automatizar mais as tarefas de monitorização quotidiana, e acelerar a resolução de problemas. A nova ferramenta é um painel que no fundo representa processos ou serviços modelados e para cada elemento do processo, disponibiliza indicadores, em tempo real, que pode ajudar a determinar o desempenho geral.
O Dashboard deverá competir no mercado com o Tivoli Enterprise Portal da IBM, fabricante que deverá anunciar algumas novidades, ainda esta semana na mesma área da gestão de TI.
A segunda versão do Business Insight 2.0 procura dar maior visibilidade sobre os processos de negócio. Traz métricas de negócio predefinidas e proporciona a criação automática de painéis de controlo do estado da infra-estrutura.
A HP diz que a ferramenta pode receber agora informação de mais de 280 tecnologias e aplicações. A integração com o Openview Service Desk permiti-lhe monitorizar processos ITIL.
Depois no lucro, a despedida
O negócio de software obteve pela primeira vez uma margem de lucro de 27 milhões de dólares no último trimestre – tendo facturado 311 milhões de dólares – a HP espera que a unidade entre numa nova fase. Se este resultado estava planeado, a saída de Nora Denzel foi um a surpresa. À frente do negócio fica interinamente, o vice-presidente Todd Delaughter, o qual dirigia o negócio Opencall.
O responsável lembra que Nora Denzel lançou a estratégia de software num evento em Lisboa e preparou o programa de aquisições entretanto posto em prática. “Portanto, agora teve a oportunidade de, já que a unidade atingiu lucros, estabelecer um marco para fazer a mudança”, explica o executivo.
A despedida surge ao mesmo tempo que a HP anunciou a compra da Trustgenix: uma empresa com a qual tinha uma parceria forte de OEM para a área da gestão de identidade federada. Delaughter garante que a antiga responsável concordava com a compra, e afasta qualquer ligação desta com a saída.
Percebemos que a federação de identidades seria um componente tão importante da gestão de identidades, que nós quisemos ser proprietários desse conhecimento. E faz sentido comprá-la agora enquanto é pequena.
É um pouco estranho quando se desenvolve uma relação de OEM, constrói-se valor sobre a empresa e depois acaba-se por comprar as suas próprias receitas. Por outro lado estão baseados em Silicon Valley , onde estão todos os líderes da gestão de ID.
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