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O painel subordinado ao tema “I&D, Inovação, TIC e SI ” contou com a presença de João da Silva, representante da DG INFSO da União Europeia, José A. Tavares, da Unidade de Coordenação do Plano Tecnológico, Luís Magalhães, da UMIC, e Carlos Salema, Presidente do Conselho Executivo do Instituto de Telecomunicações, no papel de moderador.
Apresentando, aquilo que será o VII Programa Quadro da União Europeia, que estará em vigor entre 2007 e 2013 (as TIC receberão 12,7 mil milhões de euros, o que representa 28,5% do valor total dos financiamentos atribuídos), Carlos Salema destacou as oportunidades que o novo Programa Quadro abre para as Pequenas e Médias Empresas (PME).
Na sua intervenção, João da Silva, começou por apresentar o panorama global dos investimentos em Investigação & Desenvolvimento (I&D). A Europa continua atrás dos Estados Unidos (2,6%) e do Japão (3,2%), com a China (1,31%) a aproximar-se a passos largos.
Segundo o orador, é preciso fazer cumprir rapidamente os objectivos definidos na Cimeira de Lisboa, que apontavam como meta de I&D até 2010, cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB). Para que a Europa possa atingir esta meta, João da Silva aponta os caminhos a seguir.
“O desenvolvimento de algumas das tendências actuais no sector das TIC pode contribuir para concretizar estes objectivos”.
De entre estas, o orador destaca o crescimento da Internet e o desenvolvimento do novo protocolo IPv6, que permitirá integrar novos serviços nas redes globais; as comunicações wireless que, em 2010, terão cerca de três mil milhões de utilizadores em todo o mundo (actualmente são dois mil milhões de utilizadores); a quebra dos preços da banda larga, o que contribuirá para a massificação dos acessos; e a convergência entre rede fixa, móvel e serviços de radiodifusão.
O responsável da Comissão alertou para que Portugal prepare rapidamente uma estratégia para aproveitar ao máximo as oportunidades que vão existir no âmbito do VII Programa Quadro.
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