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Falhas nos planos de gestão municipal e custos elevados são alguns dos obstáculos à disseminação das redes Wi-Fi, segundo um estudo da New Millennium Research Council.
Depois de a cobertura de telefonia móvel se ter disseminado por quase todas as cidades do mundo, a nova aposta é a cobertura de internet sem fios de banda larga (Wi-Fi).
Porém, nos Estados Unidos quem está a dominar este tipo de investimento é o sector público de alguns municípios norte-americanos, como Filadélfia, São Francisco e Nova York, que podem enfrentar problemas até agora ignorados ou negligenciados, segundo um estudo da consultoria norte-americana New Millennium Research Council.
As redes de telemóveis foram maioritariamente implementadas pelo sector público e, posteriormente, privatizadas. Contudo, nos Estados Unidos foi diferente. As redes foram instaladas, e até hoje são mantidas por empresas privadas.
O estudo divulgado recentemente, adverte que redes municipais de Wi-Fi podem apresentar uma série de dificuldades que não justificam o grande investimento de dinheiro público no desenvolvimento e expansão dessa tecnologia.
Embora as intenções dos administradores públicos sejam admiráveis, diz o estudo, o impacto no orçamento municipal e a competição da indústria de tecnologia podem falhar na produção do crescimento económico esperado.
Redes Wi-Fi de propriedade pública não seriam uma solução adequada para introduzir este tipo de serviço nem para encorajar a competição do mercado de banda larga.
Os autores do estudo apontaram ainda "falhas graves" nos planos de gestão municipal das redes Wi-Fi, incluindo custos muito elevados se comparados a outras prioridades das cidades; danos à "legítima" concorrência no mercado de banda larga; falta de provas sobre o retorno do investimento e desconhecimento de outros projectos municipais semelhantes que falharam.
Aderindo a essas observações críticas, a associação que promove mundialmente a internet sem fios, a Wi-fi Alliance, alega que é muito cedo para saber se as redes Wi-Fi (públicas ou privadas) serão um sucesso ou fracasso.
Segundo a associação, a tecnologia actual é adequada para aplicações em determinados hotspots (áreas limitadas com cobertura Wi-Fi) e em áreas maiores, como campus universitários.
A Wi-fi Alliance declara que embora as falhas nos projectos terem estado a ser corrigidas nos últimos anos, implantar uma rede wi-fi numa cidade inteira não é como "aplicar esteróides nos hotspots".
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