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O Fast Service Launch enquadra-se na visão de que o operador tende a ser um grande retalhista de serviços de telecomunicações, com oferta para qualquer utilizador.
A Ericsson apresentou uma plataforma de serviços e ferramentas destinada aos operadores de telecomunicações, que procura agilizar os processos de disponibilização de serviços, paralelos ou integrados com o da voz.
Chama-se Fast Service Launch, e tenta responder a um dos maiores desafios dos operadores na óptica do responsável de marketing da Ericsson, Marc Leclerc: o de se tornarem fornecedores de vários serviços diferenciados e preparados para vários tipos de utilizadores.
Como se tivessem um modelo de negócio de grandes retalhistas de serviços, onde os utilizadores vão comprar os serviços que desejam, ou são levados a desejar.
O responsável lembra que enquanto a cadeia de valor onde se integravam os operadores era muito pequena – “os fornecedores de tecnologia forneciam quase tudo o que era preciso para o negócio –, hoje ela precisa de ser maior.
“Os operadores precisam de ter vários serviços de conteúdos e para isso precisam de vários fornecedores, e além disso nesse ambiente precisam de ser mais inovadores na comercialização dos serviços”, explica o executivo.
Neste modelo de negócio a necessidade de diferenciação será maior para garantir rentabilidade.
Existirão segundo Marc Leclerc, dois tipos de serviço: os de disponibilização de Internet e media, que são de acesso a dados; e os serviços de comunicações “enriquecidas”, que facilitam a troca de informação.
Na perspectiva da Ericsson, a sua proposta responde a requisitos como a necessidade de a plataforma suportar os processos de negócios de negócio básicos dos operadores; possibilitar a gestão do ciclo de vida dos serviços; assentar em factores – como o sistema de pagamento – comuns; além de suportar múltiplas redes acesso.
A normalização das tecnologias utilizadas pelo operador assume uma enorme importância não só do ponto de vista da operacionalidade da empresa, como dos utilizadores finais.
Operadores precisam de cadeia de abastecimento maior
A implementação e integração da tecnologia não será o mais difícil, podendo demorar apenas três meses, quando o operador tem instalado determinadas camadas de tecnologia. “O mais difícil será a mudança de enfoque da organização e dos processos”, revela o responsável.
Na óptica do mesmo, os operadores portugueses precisam de desenvolver mais a sua cadeia de abastecimento de serviços e conteúdos.
Terão de lidar com muitos fornecedores e afinar conteúdos e processos à medida que a cadeia amadurece. “Por outro lado, é preciso assegurar conteúdos localizados e portugueses”, explica Marc Leclerc.
Basear os conteúdos em tecnologias standard, como a OAS e IMS reduzirão o risco de investimento: “ assim os conteúdos poderão ser vendidos a outros operadores e empresas”.
Para o responsável, apesar de alguns dados sugerirem que os utilizadores prescindem de serviços mais sofisticados, a chave para seduzi-los será sempre reduzir as barreiras iniciais de adopção que passam pela facilidade de utilização e conveniência.
Na opinião de Pedro Reis da Ericsson Portugal, os operadores devem investir mais na educação dos utilizadores sobre a forma de usar os serviços.
Para os dois, um dos principais desafios da indústria de TIC passa pela facilidade de utilização e conseguir aumentar as funcionalidades dos dispositivos mantendo os níveis relativos de utilização dos mesmos.
Entretanto, Pedro Reis revelou que o centro de competências em media, da Ericsson, já estará a funcionar – com desenvolvimento de projectos – com duas pessoas em Portugal e outra em Espanha.
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