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A empresa cresceu 68% em relação ao exercício de 2003, atingindo uma facturação de 6,7 milhões de euros. Durante o corrente ano, o está especialmente dedicado à sua estratégia para redes seguras.
O ano de 2004 foi positivo para o negócio da Enterasys em Portugal. De acordo com o director-geral da empresa, Paulo Lopes, esta facturou perto de 6,7 milhões de euros, o que corresponde a um crescimento de 68%.
“O que aconteceu, para nossa sorte, foi que se fecharam alguns projectos de grande volume, como o do Aeroporto Sá Carneiro.
Já vinham sendo trabalhados desde longa data, alguns deles há mais de 2 anos.”, explica o executivo. O mesmo realça que a percentagem de negócio com novos clientes atingiu os 15% da facturação.
O sector da educação acabou por ter um peso importante, embora menos do que o executivo esperava. A culpa terá sido dos “infindáveis atrasos dos projectos EU/UMIC”. Mesmo assim o sector valeu 25% da nossa facturação, em 2004.
“O Estado no seu conjunto, porque tem investido pouco, como sabemos, teve um peso menor na nossa facturação face a anos anteriores: apenas 40%”, revela o responsável. (Já no não passado ao peso dos negócios com o Estado rondou os 40% ).
Todo o resto da facturação foi a realizado no sector privado/empresarial. Por outro lado, apenas 5 % do negócio realizado não teve qualquer “intervenção” da empresa. “É realizado através da distribuição.
O resto tem sempre a nossa intervenção e é sempre realizado com os nossos parceiros, usando maior ou menor protagonismo junto do cliente“, explica o responsável.
Tendências
Em termos de tecnologia e produto nota-se uma mudança de enfoque, na qual as appliances de segurança estão a ganhar protagonismo.
Hoje as vendas de switching representam 60% da facturação da empresa, enquanto o routing na WAN representou cerca de 3%. “Não é um ponto de enfoque da Enterasys.
O software, as aplliances de segurança e os serviços, esses sim são felizmente, tem cada vez mais um peso maior na nossa facturação, cerca de 37%”, assinala Paulo Lopes.
Escusando-se a revelar as suas expectativas sobre a evolução de 2005, o responsável faz depender o assunto do desempenho do governo. “Se o actual governo cumprir as suas promessas e implementar a sua política do choque tecnológico, mas também de motivação e incentivo à economia, penso que teremos todos razões para no fim do ano dizermos que 2005 foi melhor que 2004”.
Será importante conhecer o plano para a redução da despesa pública a implementar. “O governo anterior não tinha política de investimento!”, exclama o director-geral.
Para este o governo limitou-se a fazer mau uso do POSI, sendo os projectos da eU um caso particular na medida em que avançaram. “Se não fossem as empresas, que acordaram do choque pessimista de 2003, no ano passado a situação teria sido catastrófica.”
Forte crítico do método com se desenvolveu projecto dos campos virtuais, Paulo Lopes diz que agora a questão não se coloca da mesma forma. “O que importa agora é fazer uma avaliação do que se conseguiu fazer.
Devo dizer que ainda estão em curso algum dos concursos e que muitos deles estão ainda em fase de implementação. O balanço official não existe, como sempre!?”.
A avaliação geral do projecto não deixa de ser é negativa, aos considerar “a derrapagem dos prazos,”. Apesar de tudo manifesta-se satisfeito com o desempenho da empresa em termos de negócio, ao reivindicar mais de 30% dos projectos.
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