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MVNO podem ser interessantes para operadores dominantes PDF Imprimir Endereço de e-mail:
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13-07-2005 11:51:53
Associação a grandes marcas pode trazer clientes às grandes operadoras, e mesmo uma arma contra o “churn”, apesar de também poder trazer riscos importantes.

Os operadores móveis com menos quota de mercado estarão mais abertos a contratos com operadores virtuais móveis – MVNO – Mobile Virtual Network Operators –, para conseguirem aumentar quota de mercado. Mas os operadores com maior quota podem também obter benefícios, ao se associarem a grandes marcas para chegarem melhor a certos segmentos ou nichos do mercado.

 

Esta foi uma das conclusões retiradas durante o seminário organizado pela Ericsson e o Semanário Económico, sobre os operadores virtuais. Mas o que pode ser um MVNO? Uma definição geral ainda pode ser arriscada devido a uma série de pormenores, que até têm dificultado o trabalho dos reguladores.

 

Hoje o conceito é muito abrangente, mas podemos assumir que é um revendedor de serviços de telecomunicações, que não possui espectro licenciado, nem tem uma infra-estrutura de rede sem fios completa. No fundo, vendem serviços sob a sua própria marca usando, como faz a Virgin.

 

Normalmente, precisam de ter código de rede próprio e cartões SIM próprios.
De acordo com a analista da Ovum, Carrie Pawsey, os negócios com operadores que se posicionam normalmente pelo preço – como a Tele2 – não são muito interessantes: os operadores dominantes já estão suficientemente preocupados com a erosão de margens.

 

Mas quando isso não acontece, a relação pode ser proveitosa. Na sua intervenção, o CFO da  MEC (um MVNE – Mobile Virtual Network Enabler ), Luís Carrera , “o operador pode poupar no esforço de marketing para manter clientes ou atingir nichos”.

 

Isto porque segundo o responsável, os MVNO terão uma vocação especial para atingir nichos de mercado, ao responder as necessidades específicas de grupos de clientes.

 

Por outro lado, “é possível surgirem conflitos de interesse quando por exemplo o operador dominante está interessado em obter lucros, enquanto o MVNO só pretende melhorar relações de fidelidade com os seus clientes (o que pode acontecer espacialmente com as grandes marcas).

 

Um MVNE será mais intermediário que fará a ligação entre o operador “real” e o virtual, e que conseguirá acelerar o processo de implementação e o break-even. Facilitará a integração de plataformas e proporciona um mesmo interface de serviço para utilizadores de diferentes países.

 

Luís Carrera diz que a Mec esteve até agora centrada no desenvolvimento do interface e plataforma de biling (“a parte mais importante”). Mas hoje “já está a desenvolver algumas infra-estruturas para ligar operações entre vários países”.

 

Apesar de se reconhecerem os riscos de canibalização de negócios (directo ou indirecto) e de integração, também se admitiu num breve debate gerado à volta do tema, que um MVNO pode acrescentar um assinalável grupo de clientes.

 

O receio de perderem clientes para os operadores reais concorrentes que aceitem a associação com MVNO, pode ser um facto de adesão a esse tipo de parcerias.

 

Segundo Carrie Pawsey, existem na Europa perto de 100 empresas MVNO, sendo os mercados mais evoluídos, os dos países nórdicos. Os da Holanda e França também são interessantes.

 

A abertura das entidades reguladoras à existência destas empresas surge sobretudo em cenários nos quais se percebe um descontentamento face ao nível de tarifas, e naqueles em que se está a reavaliar uma oferta grossista dos operadores móveis.

 

Na Irlanda, a licença de serviços 3G obriga, logo à partida, os operadores a disponibilizarem uma oferta grossista. Segundo a analista da Ovum, em menos de um ano foram estabelecidos perto de dez contratos para MVNO, quando o mercado foi aberto em França.

 

De acordo com a mesma analista, a Vodafone é a empresa menos abertas negócios com MVNO, e “as subsidiárias ainda são menos”, enquanto a Base é o operador real mais “amigável”.

 

 

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