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Cabovisão quer investir 100 milhões nos próximos quatro anos PDF Imprimir Endereço de e-mail:
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12-07-2005 17:45:24
A empresa precisa de conseguir prolongar o tempo de moratória imposto pelos credores, e que termina em Julho, para poder desenvolver um plano de “recapitalização” da empresa.

No decorrer do próximo mês, a Cabovisão vai reunir-se com o grupo de credores liderados pela Catalyst para prolongar o prazo da moratória para pagamento da sua dívida de dois dos seus anteriores accionistas (Telemax e CSii), segundo o presidente do conselho de administração da primeira empresa – Eugene Davis.

 

O prazo termina em Julho, mas o responsável está esperançado em que a reunião corra de forma favorável à empresa de comunicações. Trata-se, segundo o mesmo, de conseguir obter mais tempo para desenvolver um plano de recapitalização da empresa.

 

O presidente o operador tem mesmo planeado um investimento de 100 milhões de euros, para os próximos quatros. E insistiu a em que vários juízes estrangeiros e nacionais já ilibaram a actual equipa de gestão da empresa de gestão danosa. Dos referidos 100 milhões, Davis diz que a maioria do investimento será obtido sem auxílio exterior.

 

Parte do investimento – 4,5 milhões – será dirigido a melhorias de qualidade de serviço, segundo o CEO da Cabovisão, Ahmad Fadami, ao nível dos sistemas de facturação e de gestão de clientes.

 

Outros objectivos da empresa para 2005, passam por disponibilizar no segundo semestre dez novos canais, um canal EPG (Electrónic Program Guide), outro de jogos, e um canal HTML.

 

O operador quer ainda quadruplicar as velocidades da sua oferta de acesso de banda larga até Setembro (a velocidade máxima disponibilizada chegará assim ao assim chegará aos 8 Mb).

 

 

Repartição das receitas

 

Ahmad Fadami assinalou que a facturação da empresa atingiu os 117,2 milhões de euros (valor não auditado), depois de em 2003 ter chegado aos 104,4 milhões. A previsão de volume de negócios para 2005 deverá situar-se entre os 129 e os 132 milhões de euros, segundo estimativas da empresa.

 

De acordo com dados disponibilizados por Fadami, a grande parte do volume de negócios da empresa é proveniente dos serviços de televisão por cabo.  Correspondem a cerca de 48% da facturação, enquanto os serviços de telefonia representaram perto de 29%.

 

Os serviços de acesso à Internet valeram 23 % do volume de negócios. Dos 244 mil clientes ligados à rede da empresa, segundo o CEO, 33% são assinantes de pelos menos dois dos três serviços (televisão, telefonia fixa ou acesso à Internet) propostos pela empresa.

 

A mesma percentagem de clientes subscreve dois serviços, enquanto apenas 19% subscreve um. Os dados da empresa cada um dos seus clientes gera perto de 39,51 euros (valor não auditado).

 

Um valor que evolui de 36,75 euros, verificado em 2003. Ainda segundo o responsável a empresa teve um valor de capex de 14, 4 milhões de euros ( em 2003 foi de 17,7 milhões) que deverá evoluir para 25 em 2005.

 

 

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