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Dificuldade de gestão inibe crescimento de WLAN PDF Imprimir Endereço de e-mail:
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11-07-2005 17:37:29
Criar uma pequena rede local sem fio (wireless LAN, ou WLAN) é fácil: basta montar um ou dois pontos de acesso e depois configurar os utilizadores clientes.

Mas os CIO que implementam sistemas wireless como parte da infra-estrutura de LAN das suas empresas descobrem rapidamente que geri-los é mais difícil do que uma rede por cabo por causa de preocupação com desempenho e segurança, e problemas específicos das redes sem fio, como gestão de tráfego e sinal de rádio.

 

Antes de adoptar uma WLAN é preciso garantir que os sistemas de gestão certos sejam implementados.

 

A segurança insuficiente vista nos primórdios do hardware wireless fez com que a maioria dos CIO montasse as suas WLANs sob a forma de segmentos independentes fora da rede principal.

 

Essa abordagem funciona bem para LANs limitadas, mas não numa implementação corporativa. “No final, serão tantas conexões sem fio que não fará sentido mantê-las separadas”, diz Warren Wilson, director de práticas da Summit Strategies, empresa de pesquisa e análise de mercados emergentes de tecnologia.

 

“À medida que a segurança é aprimorada e são permitidos melhores padrões de segurança como 802.11i e Wi-Fi Protected Access (WPA) 2, os executivos de TI devem expandir as suas estratégias wireless para além da segurança, incluindo gestão centralizada”, observa Chris Kozup, analista senior do Meta Group.

 

Esta abordagem deverá permitir a implementação de WLANs como parte da rede geral de uma empresa, não como um segmento separado numa zona desmilitarizada.

 

A integração de segmentos de redes locais sem fio corporativas exige vários componentes. As ferramentas de gestão de LAN tradicionais lidam com grande parte da carga – estabelecimento de políticas para utilizadores, monitoria e análise de rede, manutenção de hardware (instalação de firmware e actualizações de segurança), controle de acesso à rede, aplicações anexadas e armazenamento de dados e gestão de chaves de autenticação e validação do utilizador.

 

As WLAN, porém, também têm necessidades exclusivas. Sinais de rádio para redes locais sem fio, por exemplo, têm de ser geridas para garantir cobertura apropriada, impedindo tanto lacunas quanto áreas de sobreposição.

 

As WLAN exigem uma gestão dinâmica de acesso do utilizador: ao contrário de uma LAN por cabo, na qual o número de conexões possíveis é regulado pelo número de tomadas, um ponto de acesso sem fio pode variar desde nenhuma conexão a centenas de conexões à medida que as pessoas o utilizam.

 

O software de gestão de wireless LAN tem que detectar esses picos e deslocar utilizadores para outros pontos de acesso próximos para distribuir a carga ou restringir o acesso apenas a utilizadores com alta prioridade.

 

O software de gestão de WLAN também deve fechar uma porta sem fio se um utilizador não autorizado tentar aceder à rede e gerir o processo de transferência à medida que o utilizador vai de um ponto de acesso a outro.

 

Muitas ferramentas oferecem alguns desses recursos, mas, segundo analistas, só algumas ferramentas lidam bem com todos eles.

 

 

Manta de retalhos

 

Na maioria dos casos, os CIO têm de recorrer a dois fornecedores para gerir as suas redes centralmente: um fornecedor para as WLANs e outro para a rede local por cabo e serviços de directório que armazenam perfis dos utilizadores.

 

É uma estratégia arriscada, tendo em vista que as pequenas empresas de gestão de WLAN fecham as portas com alguma regularidade.

 

“Cerca de 70% dos fornecedores não vão existir mais na sua forma actual daqui a dois anos”, prevê William Clark, director de pesquisa do Gartner. Alguns vão acabar por completo e outros vão sofrer um processo de fusão ou aquisição.

 

Portanto, os CIO têm que se esforçar ao máximo para avaliar a tecnologia do fornecedor, sua base de clientes e o suporte da indústria, na esperança de que a tecnologia sobreviva numa possível fusão ou aquisição mesmo que o fornecedor desapareça.

 

Os analistas concordam, porém, que os CIO não têm outra escolha a não ser correr esse risco. Os fornecedores de gestão de LAN tradicionais simplesmente não têm as ferramentas certas, e, se alguém esperar até que eles tenham, vai demorar a colher os benefícios de conectar forças de trabalho móveis a sistemas de informação empresariais.

 

Os analistas dizem que os pequenos fornecedores incluindo – Airespace, AirMagnet, AirWave, Aruba, Cognio, Legra Systems, Roving Planet, Trapeze Networks e Wavelink –oferecem ferramentas de gestão de WLANs melhores do que as dos concorrentes tradicionais, tanto grandes quanto pequenos.

 

Mas, entre os fornecedores de gestão de LAN tradicionais bem estabelecidos, a Cisco Systems e Computer Associates (CA) destacam-se por disponibilizar as melhores ferramentas sem fio e, segundo os analistas, essas ferramentas serão aprimoradas significativamente ainda neste ano.

 

A HP apoia-se essencialmente na Wavelink para fornecer plug-ins ao seu software OpenView, ao mesmo tempo que adquire alguns fornecedores menores e capitaliza as suas próprias capacidades.

 

“A IBM Tivoli ainda está a tentar descobrir como ir daqui para lá”, diz Wilson, da Summit Strategies. “As funções wireless não são centrais para os negócios da IBM, HP e CA”, observa Clark, do Gartner, acrescentando que isso se deve ao facto de o mercado ainda ser pequeno.

 

Infelizmente, os CIO têm que avaliar vários fornecedores para ver que pacotes de ferramentas de gestão funcionam melhor para seus ambientes específicos. “Não existe uma ferramenta só para todos os cenários”, afirma Doug Lane, gerente de marketing de serviços geridos na Vanguard Managed Solutions, que implementa redes distribuídas por cabo e wireless em cerca de 40 mil locais para diversas empresas nos Estados Unidos.

 

Os Value Added Resellers (VAR), por exemplo, precisam primordialmente de gestão de configuração e gestão de qualidade de serviços (QoS), já que suas actividades de rede e base de utilizadores são razoavelmente estáticas, mas também precisam de tempo de resposta rápido para autorizações de cartão de crédito, relatório de stock e assim por diante.

 

Universidades e hospitais necessitam de ferramentas mais complexas, com melhor suporte à deslocação, já que, em geral, eles têm tipos distintos de utilizadores, com privilégios de acesso diferentes, e as suas forças de trabalho são muito mais móveis. “Se uma corporação utiliza voz sobre WLANs, todas essas questões tornam-se críticas”, ressalta Lane.

 

Nos próximos anos, analistas esperam que as ferramentas de gestão de LAN tradicionais incorporem cada vez mais funcionalidades sem fio, facilitando às empresas escolher um fornecedor.

 

Ainda assim, eles admitem, muitas empresas vão continuar a convocar fornecedores especializados para lidar com necessidades de negócio exclusivas, não incluídas nos pacotes mais abrangentes.

 

E muitas outras já terão adoptado a estratégia de dois fornecedores e assim permanecerão, em vez de exterminar um sistema que funciona. Não importa qual o rumo que os clientes tomam, está claro que a gestão corporativa será tão necessária para WLANs quanto é para as redes por cabo.

 

 

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