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Uma tecnologia experimental, de nome OpenFlow, pode ajustar a infra-estrutura de rede a aumentar a largura de banda, a optimizar a latência e a poupar energia. Por enquanto, esta tecnologia ainda é apenas um protótipo testado por alguns investigadores; mas, na opinião de Nick McKeown, professor associado de engenharia eléctrica e ciências computacionais da Universidade de Stanford, poderá vir a ser utilizada em redes empresariais para finalidades de engenharia de tráfego.
Integrando a iniciativa Clean State, criada para pensar como poderá a Internet ser reestruturada, de forma a responder melhor à forma como é utilizada, a OpenFlow foi concebida com o objectivo de ser uma forma de testar novos protocolos em redes já implementadas, sem que isso interfira com as suas aplicações. A única alternativa conhecida, até ao momento, passa por a implementação de uma infra-estrutura separada para correr os testes – ou seja, uma alternativa bastante dispendiosa. Neste sentido, a OpenFlow permite fazer duas coisas diferentes: definir os fluxos de rede, e determinar os caminhos que esses fluxos seguem na rede, sem interromper o tráfego normal. Várias políticas podem ser criadas para encontrar caminhos que reúnam algumas características, como maior largura de banda ou menor latência. Esta tecnologia divide-se em três partes distintas: tabelas de fluxo instaladas em switches, um controlador e um protocolo OpenFlow proprietário para esse controlador, que lhe permita comunicar com segurança com os switches. Com a OpenFlow, as tabelas de fluxo são integradas nos switches, e os controladores através do protocolo OpenFlow, que é seguro e impõe as políticas. Dependo do tráfego alocado a cada fluxo, os controladores podem definir caminhos através da rede que estejam optimizados para velocidade, menor número de saltos ou latência mais reduzida. Para os testes e o desenvolvimento da tecnologia, vários fabricantes – como a Cisco, a HP, a Juniper e a NEC – adicionaram o OpenFlow a switches e routers. |