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Powerdata facturou 9,8 milhões de euros PDF Imprimir Endereço de e-mail:
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09-05-2008 01:00:00

A Powerdata facturou 9,8 milhões de euros em Portugal em 2007, e tenciona fazer com que o valor aumente para 12,8 milhões durante este ano. A área de negócio com mais representação no volume total foi a de integração de dados.

A Powerdata apresentou um volume de facturação durante o ano de 2007 de cerca de 9,8 milhões de euros, o que representa um aumento de 40,7% face ao exercício fiscal anterior. O grupo tenciona chegar aos 12,8 milhões de euros até ao final do corrente ano fiscal, e para Portugal o objectivo é manter uma representação de 15% do total facturado pelo grupo, o que implica crescer no mínimo 31%. “Grande parte deste crescimento deveu-se à área de operações, a área da PowerData que dirijo, e isso deixa-me deveras orgulhoso da equipa que tenho, sendo que estamos muito motivados para este novo ano”, afirma Manuel Gonçalves, director-geral da empresa em Portugal.

 A linha de negócios de integração de dados representou 72% do total, a de qualidade de dados cerca de 10%, a área de tratamento/gestão de dados complexos registou uma quota  de 13%; e a de segurança e autenticação à volta de 5%.“A área de integração de dados deverá representar 65% em 2008, o que significa não que iremos fazer menos negócios, mas que as outras áreas vão estar mais activas”, defende Manuel Gonçalves. A Powerdata espera que a Qualidade de Dados passe a representar 20% da facturação em 2008, e as restantes deverão manter-se semelhantes.  “Para o negócio de CDE que esperamos atingir apresentar menos três pontos percentuais assenta no facto de termos tido um crescimento superior ao esperado e também fruto da realização de dois ou três grandes contratos com o valor que ultrapassou largamente o valor médio de venda”, acrescentou. No que diz respeito à facturação por sectores económicos, o que mais contribuiu para o volume total foi o de média e telecomunicações e o que menos contribuiu foi o da construção (ver gráfico). Uma das principais prioridades da empresa para o ano que inicia é reforçar a presença no mercado financeiro, o segundo sector que mais contribuiu para a facturação da Powerdata.  “A banca está em franca expansão em termos de volume de dados e tipologia, sendo claramente o sector onde vamos investir mais”, disse o responsável.  A empresa pretende ainda reforçar a sua actividade junto das empresas estatais e de administração pública, tanto em Portugal como em Espanha. Trabalha actualmente com os Ministérios das Finanças e da Agricultura, com as respectivas direcções informáticas, “mas ainda há muito espaço para crescer na administração pública em Portugal”.   Para este reforço, a estratégia passará pela conquista de maior proximidade e de estreitamento de relações com o canal de parceiros e pela orientação para os prestadores de serviços – os integradores. “Estamos cada vez mais orientados para a sustentabilidade do trabalho desenvolvido pelos nossos parceiros, assumindo um papel de produtores”, acrescentou. A aposta nos parceiros surge agora, porque não existia mercado capaz de justificar o interesse dos parceiros. Hoje em dia, a Powerdata considera já ter um mercado com inúmeras empresas a trabalharem com as suas plataformas, começando a ser um mercado muito apelativo. Em termos tecnológicos, a evolução da oferta do fabricante será feita em três frentes: na eficiência e desempenho da plataforma Informática face ao aumento no volume de dados; no investimento em modelos de outsourcing e software-as-a-service, tendências que deverão vingar, na perspectiva da Powerdata; na extensão da plataforma Informatica a outras áreas de integração.  “Todos os anos a quantidade de dados produzida triplica, já não falamos em terabytes falamos em exabytes e já se está a falar em yottabytes, o que é difícil de imaginar. Como a informação cresce todos os anos, as tecnologias têm que acompanhar este crescimento de informação”, disse Manuel Gonçalves. Por outro lado,  “fala-se muito em Bone to Bone (B2B), outsourcing e em SaaS (Software as a Service), significando que, apesar do Mundo dos dados estar disperso, é fundamental ter uma visão consolidada e para tal é necessário software aplicacional adequado”, acrescentou.   Gestão de dados complexos: três abordagens  A Powerdata espera facturar 12,8 milhões de euros este ano, 10% dos quais devem advir da divisão de gestão de dados complexos, ou Complex Data Exchange. Para a prossecução destes objectivos, a Powerdata definiu diferentes abordagens para empresas não clientes, que usem ou não os dados não estruturados ou complexos, e para empresas já clientes. Na sua visão, a grande maioria das empresas convive com dados não estruturados ou semi-estruturados (chegam a ser 80% dos dados das empresas, segundo o fabricante). No entanto, trabalhar esse tipo de dados é complexo e representa custos de desenvolvimento e de manutenção enormes. “Para estas empresas demonstramos, com exemplos anteriores, o ROI do investimento na nossa plataforma, pois o custo de aquisição e implementação desta é muitíssimo inferior ao custo representado pelo cliente já actualmente”, disse Manuel Gonçalves.  Para comunicar a necessidade de gerir e tratar estes dados às empresas que preferem ignorá-los, a abordagem passa por demonstrar que, se possuem tanta informação, também podem trabalhá-la. Quando o receptor da comunicação é já um cliente, a divulgação e comunicação da plataforma passa por demonstrar que a plataforma corporativa de integração e qualidade de dados permite agora também tratar informação não estruturada.  “Assim, para as empresas já clientes, é mais fácil a percepção do valor acrescentado, trazido pelo tratamento de dados não estruturados ou semi-estruturados, pois já constataram anteriormente os benefícios que a plataforma da PowerData lhes trouxe”, disse Manuel Gonçalves.    +++ Caixa +++ “As TIC não cresceram como o esperado” Apesar de se considerar satisfeito com os resultados da Powerdata em Portugal, Manuel Gonçalves admite que o mercado não foi assim tão simpático com a generalidade das empresas. “As TIC não cresceram como seria suposto”, disse. O crescimento médio europeu em 2007 foi de 11,7% de acordo com o estudo de vários analistas. O crescimento do mercado TIC português foi abaixo do crescimento do mercado espanhol e abaixo do crescimento médio europeu. A falta de confiança que os accionistas e investidores sentiram o ano passado, devido à crise financeira nacional, foi um dos factores que mais contribuiu para um abrandamento no crescimento na área das TIC. Apesar disso considera que este ano já se pode notar a inversão de tendência, mostrando-se bastante optimista em relação ao futuro das TIC em Portugal. “Vai ser um ano interessante, é provável que existam algumas aquisições e isso favorece o crescimento de algumas empresas, pois sempre que existem aquisições no mercado das tecnologias os investimentos disparam”, disse.
 

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