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“Mashups” empresariais estão mais maduros PDF Imprimir Endereço de e-mail:
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05-05-2008 01:00:00

O mercado de “mashups” para empresas está mais maduro e já provou que veio para ficar, principalmente depois da IBM ter anunciado o lançamento de dois produtos baseados na tecnologia, segundo Michael Coté, analista da Redmonk, presente na última edição da Web 2.0 Expo, que decorreu em S. Francisco, nos Estados Unidos.

Os sistemas de “mashups” sites ou aplicações Web que usam conteúdo de mais de uma fonte para criar um novo serviço completo. O código usado é tipicamente código de terceiros através de uma interface pública ou de uma API (aplication programming interface).
A presença dos sistemas de “mashup” nas empresas e a adjacente maturação do mercado advém de três causas essenciais: os sistemas de “mashup” são o expoente máximo do potencial de criação de conteúdos e ferramentas por parte dos utilizadores e das capacidades de colaboração do conceito Web 2.0; beneficiam do facto de cada vez mais empresas publicarem as API das suas ferramentas; e, por último, beneficiam da IBM ter-se juntado ao grupo de fornecedores destas soluções, segundo Michael Coté, analista da Redmonk. 
A IBM afirmou que vai disponibilizar ainda este ano o Mashup Center, um ambiente de programação, destinado a utilizadores com conhecimentos técnicos reduzidos e o WebSphere sMash, um conjunto de ferramentas para programadores mais completo que possibilita a utilização de linguagens de scripting dinâmicas. “Quando a IBM decide anunciar algo, esse acontecimento tende a acalmar os gestores de TI, porque transmite-lhes a sensação de que a tecnologia é suficientemente segura para funcionar na sua empresa – isso é o que se verifica depois de ter comunicado o lançamento de dois produtos baseados em ‘mashups’”, disse Michael Coté.
“O anúncio da IBM substancia o mercado de ‘mashups’”, disse John Crupi, CTO da JackBe, fabricante de ‘mashups’ empresariais, que vai lançou a versão 2.0 da sua plataforma Presto durante o evento.
A maturação do mercado pode ainda comprovar-se com o aparecimento de divisões: fabricantes como a SnaLogic, por exemplo, estão a focar-se na integração de dados. Outros, por oposição, delegaram a sua atenção para a categoria de RIA (rich Internet applications), logo dão maior importância à parte da apresentação das aplicações.

Eficiência dos sistemas depende da estratégia
Convém, disseram os analistas presentes no evento, que as empresas não se entusiasmem demasiado com as promessas de futuro perfeito para os “mashups” empresariais. Para haver retorno do investimento na tecnologia, é preciso relativizar informações dadas pelos fabricantes e sobretudo enquadrar os “mashups” na estratégia.
“As empresas não devem comprar primeiro e desenvolver depois. É importante que a programação para ‘mashup’ esteja devidamente alinhada com a estratégia de governação da empresa”, disse Jason Bloomberg, analista da Zapthink, uma consultora focada em SOA (service-oriented architecture).
A escolha do fabricante deve ser também antecedida de algumas precauções: verificar a interoperacionalidade das soluções antes de as adquirir, o que pode ser problemático nos produtos de grandes fabricantes – os de menores dimensões são mesmo obrigados a fornecer soluções independentes de fabricantes, segundo Bob Gourley, chairman da consultora Crucial Point LLC. Além disso, Coté e Gourley esforçaram-se por desmistificar a ideia de que qualquer pessoa consegue programar ‘mashups’ e que não são precisos programadores com conhecimentos avançados. “A maioria dos fabricantes de sistemas de ‘mashups’ afirmam que as suas ferramentas facilitam a utilização de pessoas sem conhecimentos avançados de programação, mas na realidade esses são necessários”, disse Coté. 

Web 2.0 com impactos no marketing laboral

 

As tecnologias baseadas na Web 2.0 terão maior impacto no marketing laboral do que a passagem dos media impressos para o on-line, segundo Mark Hornung, vice-presidente da Bernard Hodes Group, uma empresa que ajuda os clientes a promoverem as suas oportunidades de emprego. À medida que vê as wikis, as redes sociais, os mundos virtuais e outras aplicações Web 2.0 chegam à indústria em que actua, o responsável afirma que estão a mudar os marketing laboral de modo mais disruptivo.
Antes da Web 2.0 e logo antes dos utilizadores se tornarem também produtores de conteúdo, os empregadores ainda conseguiam controlar a sua marca e a mensagem que passavam acerca da sua empresa através dos seus sites e comunicações via e-mail. Com a penetração das ferramentas de Web 2.0, as empresas empregadores não têm tanto controlo sobre a sua própria reputação.
“A população activa tem hoje à sua disposição ferramentas de comunicação que lhes permite partilhar conhecimentos acerca das empresas empregadoras, as quais deixam de conseguir controlar a mensagem que veiculam para potenciais funcionários”, explicou o responsável. Deste modo, é muito mais complicado manter uma mensagem consistente e coerente. “A mensagem que passo para os meus clientes é: já não é possível controlar a mensagem, é apenas possível influenciá-la”, disse.

 

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