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O World Wide Web Consortium (W3C) vai anunciar a publicação da tecnologia de pesquisa SPARQL. Esta é uma componente de Web Semântica para permitir aos utilizadores centrarem-se naquilo que pretendem realmente saber, e não na tecnologia de bases de dados ou no formato dos dados armazenados.
A SPARQL “é a linguagem e o protocolo de pesquisa para a Web Semântica”, esclareceu Lee Feigenbaum, presidente do grupo de trabalho RDF Data Access do W3C, responsável pela especificação. A SPARQL já está disponível em 14 implementações, tendo sido concebida para ser usada à escala da Web para permitir pesquisa de diversas fontes de dados independentemente do formato. Por outro lado, pode também ser utilizada para agregar e combinar dados de Web 2.0. E as suas buscas podem facilmente ser alargadas a fontes de dados não previstas. De acordo com o W3C, a tecnologia supera as limitações das pesquisas locais e dos formatos únicos. A especificação SPARQL funciona com outras tecnologias de Web Semântica do W3C já existentes. Entre estas, estão incluídas a RDF, para representação dos dados, a RDF Schema, a Web Ontology Language (OWL) para a construção de vocabulários e a Gleaning Resource Descriptions from Dialects of Languages (GRDDL) para a extracção automática de dados de Web Semântica de documentos. E a SPARQL também pode utilizar outros padrões como a WSDL. O grupo de trabalho RDF Data Access da W3C produziu três recomendações relacionadas com a SPARQL. A linguagem de busca para RDF, o protocolo para RDF e os resultados de pesquisa para o formato XML. O grupo de trabalho contou com participantes de empresas como a Agfa-Gevaert, a HP, a IBM, a Matsushita e a Oracle. Um conjunto de bases de dads interligadas A Web Semântica, de acordo com a definição do W3C, tem como objectivo partilhar, agregar e reutilizar dados globalmente. “A ideia por detrás da Web Semântica é, na verdade, a própria ideia da Web: um grande conjunto global de documentos interligados, que pode ser aplicado a dados”, explicou Feingenbaum. Ian Jacobs, representante do W3C, acrescentou que “uma forma de pensar sobre a Web Semântica passa por considerar a Web como uma grande base de dados, que permite pesquisas e manipulação de dados. E surgem cada vez mais páginas similares a base de dados”. A diferença da Web Semântica para páginas de busca como o Google, segundo Jacobs, reside no facto de o Google permitir pesquisa em documentos, enquanto a Web Semântica pode automatizar pesquisas e combinar dados. O seu objectivo é funcionar como um vasto conjunto de bases de dados que podem ser integradas. Jacobs diz que o conceito de Web Semântica tem vindo a ser adoptado na área da saúde e das ciências. O campo farmacêutico, por exemplo, pode utilizá-la para extrair resultados clínicos e aprender com os dados. |