CSO menos pressionados pelas administrações

Mas assumem mais a cibersegurança das organizações como responsabilidade pessoal, diz um estudo mundial.

cso_cio_stress_pressure-2155672_1280Os profissionais de cibersegurança estão a sentir menos pressão da administração das organizações para aprovar projectos de TI mais cedo e menos apoquentados com a emergência de novas tecnologias, de acordo com um estudo patrocinado pela Trustwave Holdings. Contudo, estão a colocar mais stress sobre si mesmos.

“A pressão ainda é alta” e deslocou-se, assinala Chris Schueler, vice-presidente sénior para serviços de segurança geridos do fornecedor de serviços, baseado nos resultados de um inquérito a 1600 profissionais de cibersegurança de todo o mundo. No corrente ano, 65% dos entrevistados disseram que a maior parte da pressão sentida vem do conselho de administração, dono das empresas, executivos seniores ou dos seus gestores directos.

É um valor bastante abaixo dos 80 % registados no ano passado, mas  não significa que a cibersegurança seja um problema menos grave. O número de profissionais a dizerem que sua maior fonte de pressão é o seu próprio sentido de responsabilidade mais do que duplicou, de 11% no ano passado para 24%.

Parte disso é devido ao receio de danos potenciais na sua reputação profissional, diz o responsável. “Se um site estiver em baixo hoje, ninguém se vai realmente lembrar disso daqui a seis meses ou um ano”, garante. “Mas se houver uma intrusão suficientemente grande [na empresa onde um CSO trabalha], as pessoas vão lembrar-se disso durante anos. Ser CISO ou CSO de uma empresa vítima desse tipo de hacking, limita as oportunidades de emprego no futuro”, considera Schueler.

No lado operacional, houve várias áreas de progresso. O número de entrevistados que disseram sentir pressão, para lançar projectos de TI antes de concluídas as análises de segurança necessárias, caiu de 77% no ano passado para 65%.

No ano passado, apenas 5% dos entrevistados disseram que a falta de habilitações e conhecimentos em segurança era sua maior pressão operacional. Essa percentagem triplicou para 15%.

Outra nota positiva é que as tecnologias emergentes também estão a causar menos tensão. No ano passado, 25% dos entrevistados disseram que lidar com tecnologias emergentes como na cloud, mobilidade e IoT constituiu a maior pressão operacional. Este ano, esse número ficou nos 12% por cento.

“Estão finalmente começando a perceber como lidar com a cloud computing”, considera. Mas a taxa sobre a tensão global está a aumentar também começou a abrandar.

No geral, 53% dos entrevistados disseram que se sentem cada vez mais pressionados no corrente  ano. Em 2016, 63% disseram que estava a aumentar.

Mas há áreas em que a tensão teve incrementos. Por exemplo, a escassez de mão-de-obra em todo o sector está a ter um impacto relevante.

No ano passado, apenas 5% dos entrevistados disseram que a falta de habilitações e conhecimentos em segurança era sua maior pressão operacional. Essa percentagem triplicou para 15%.




Deixe um comentário

O seu email não será publicado