CIO é ligação cada vez mais forte

A colaboração dos CIO com outros departamentos incrementa a produtividade e a satisfação do utilizador final, considera Edgar Ivo, gestor de contas da Red Hat Portugal, baseado em dados da IDG Research.

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Edgar Ivo, gestor de contas da Red Hat

Com a tecnologia a mudar o modo como as empresas funcionam, há algumas tendências significativas que podem ajudar as empresas estabelecidas a permanecer na frente.

A primeira é o big data que transformou diversos sectores ajudando as empresas a compreender melhor os seus clientes e tornarem-se mais proactivas através de uma intensa análise e também a preverem tendências em vez de apenas reagirem às mesmas.

Uma tecnologia fulcral que tem sido impulsionada a par daquelas de big data é a Internet das Coisas (IoT). Com cada vez mais itens etiquetados e mais dados gerados todos os dias, as empresas mais inteligentes estão a ser proactivas e a aplicar as tecnologias de IoT a várias partes do seu negócio. Ser capaz de ligar mais dispositivos à Internet irá dar às empresas mais dados e a capacidade de impulsionar a eficiência e a eficácia das suas operações.

Mas tal como tem havido um aumento das empresas que virtualizam a sua infra-estrutura para se tornarem mais flexíveis, hoje vemos também um crescimento na contentorização das plataformas de software.

Apesar de isto poder soar abstracto, é um activador chave para DevOps que líderes seniores de todo o mundo têm procurado que os seus departamentos de TI abracem.

No fundo, as DevOps promovem uma relação muito mais estreita entre vários grupos, pelo que aplicações e serviços podem ser lançados mais rapidamente para impulsionar a inovação.

O conceito da contentorização foi desenvolvido para que o software fosse executado de forma fiável quando movido de um ambiente informático para outro, um requisito chave para as DevOps. Como não é necessária uma máquina virtual para cada aplicação, os “containers” podem ser mais rápidos a criar e lançar.

Isto permite que uma empresa agrupe muito mais aplicações num único servidor físico e, em última análise, faça mais com os seus recursos, ao mesmo tempo que acelera os processos de desenvolvimento e a actualização de aplicações com novas funcionalidades em menos tempo.

Mais do que nunca, há uma necessidade de juntar diferentes equipas da empresa para colaborarem e partilharem ideias. Para ajudar a sua organização a gerir a transição cultural rumo a uma abordagem digital e “software-first”, é cada vez mais importante que o CIO oriente a estratégia da empresa.

O “Harvey Nash CIO Survey” descobriu que, em 2016, 34% dos CIO reportavam directamente ao CEO, a proporção mais elevada em 11 anos.

Um estudo da “IDG Research” concluiu que a colaboração dos CIO com outros departamentos aumenta a produtividade (87%), informa as tomadas de decisão (83%) e aumenta a satisfação do utilizador final (80%). Este alargamento do papel tradicional do CIO é um passo necessário para garantir que as organizações colocam a tecnologia no centro da sua estratégia e não se deixam ficar para trás.

A transformação digital continua e o seu ritmo tem vindo a acelerar devido à globalização crescente. A revolução tecnológica pode ainda reservar muitas surpresas. Poderá criar uma série de empregos que ninguém ainda imaginou, ou aumentar a produtividade de trabalhadores com menos competências de formas totalmente novas.

Mas, por agora, é seguro afirmar que as marcas que não se adaptarem não vão sobreviver por muito tempo. Os vencedores serão as empresas que pensam digital a todos os níveis.




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