Waymo teme revelar conhecimentos à Uber

Um juiz decidiu na quinta-feira que o advogado interno da Uber deveria ter acesso a matérias de tecnologia confidenciais da concorrente, num processo de roubo de tecnologia.

autoconducao_161221-waymo-2-100700667-large-3x2A empresa da Alphabet focada em tecnologia de auto-condução, a Waymo, está preocupada com a necessidade de ter de facultar a consultor interno da Uber acesso extensivo a documentos apresentados à justiça sob sigilo. A primeira organização acusa a segunda de roubo de segredos comerciais e violação de patentes.

Mas quinta-feira, o juiz William Alsup, decidiu que Nicole Bartow, a advogada em questão, poderia ver o material até mesmo o de maior grau de confidencialidade. “Ela concordou em ficar vinculada a uma ordem de protecção e está obrigada a respeitá-la”, explicou.

O processo reflecte a concorrência feroz vigente no mercado da tecnologia para auto-condução e a desconfiança particular entre as duas empresas. A Waymo alegou na sua queixa que a Uber obteve uma vantagem inicial ao roubar conhecimento tecnológico, para construir seu próprio sistema LiDAR, em nove meses.

A Waymo instaurou uma acção judicial no tribunal da Califórnia em Fevereiro. Alega que um ex-empregado roubou segredos comerciais antes de sair para fundar a Otto, empresa de tecnologia de auto-condução para sistemas de transporte rodoviário, adquirida posteriormente pela Uber.

“Se as alegações na queixa forem verdadeiras, então os réus já conhecem as informações sensíveis”, defende o juíz William Alsup.

Outros ex-funcionários da Waymo, agora na Uber e Otto, também foram identificados como tendo feito downloads de ficheiros com material sensível, afirmou a empresa queixosa. A mesma acusa a Uber de ter violado direitos sobre duas das suas patentes.

E sobre o acesso à informação confidencial pedia que fosse concedido com parcimónia e só depois de o carácter do trabalho e responsabilidades da advogada serem suficientemente esclarecidas. Para garantir que não haverá possibilidade de (mais) uso indevido de segredos comerciais da Waymo pelos réus, justificou.

Mas na última quarta-feira, o juiz considerou que a condição era irracional. “Se as alegações na queixa forem verdadeiras, então os réus já conhecem as informações sensíveis”, defende. Alsup também reduziu para 48 horas o período de 14 dias, para as partes se oporem à divulgação de material protegido a especialistas.

Pagamento automático muito valorizado por motoristas

Na semana passada a Audax-ISCTE revelou um estudo realizado com o objectivo de caracterizar os grupos de parceiros e motoristas da Uber em Portugal, perceber as suas principais preocupações e avaliar o seu grau de satisfação com a empresa. O segundo aspecto mais valorizado na actividade, com nota de 4,29 é o suporte a pagamento automático das viagens (O primeiro é o prazer de poder conduzir).

De acordo com 95% dos parceiros inquiridos, a Uber será cada vez mais importante para a mobilidade nas cidades portuguesas, e 75% consideram que será cada vez mais importante para as suas operações, diz um comunicado.
Conclusões do estudo acentuam que 54% dos inquiridos se encontravam desempregados ou reformados antes de começarem aderirem aos serviços da Uber

O estudo teve por base uma amostra de mais de 600 motoristas e 200 parceiros da Grande Lisboa, Grande Porto e Algarve.




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