IBM põe evolução do posto de trabalho em 4 linhas

O centro de serviços em Tomar, com fortes possibilidades de expansão, é usado como factor de transformação para libertar recursos às empresas.

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Paulo Coelho, director para mobilidade e redes na IBM

“A nova realidade do mercado coloca grandes desafios não só no âmbito das soluções de TI, mas também a toda a infra-estrutura de suporte e dos serviços associados”,considera IBM. Assim, o fabricante procurou esta semana mostrar como quer passar a ser mais integrado de serviços do que de sistemas, com um portefólio modular de serviços.

Em Portugal o seu centro de serviços na cidade de Tomar, é uma peça incontornável com potencial de negócio para ser ampliado na sua estrutura de recursos humanos, segundo responsáveis da empresa. Mas, no todo, a proposta de transformação digital do posto de trabalho assenta em quatro linhas principais de evolução: agilidade, apps empresariais, colaboração e inovação.

A oferta de serviço ao utilizador de equipamento de posto de trabalho já existe há seis anos, mas tem sido re-centrada na transformação digital.Em três anos, o centro passou a acomodar cerca de 300 trabalhadores e consolidou o seu lugar na estratégia da empresa nesse negócio para o mercado português: apenas 25% da sua actividade é para clientes no estrangeiro.

“Temos empresas com 20 equipamentos e outras com seis mil”, avançou Paulo Coelho, director para mobilidade e redes na IBM. Imperam as de telecomunicações, mas a banca també está presente e as PME são cada vez mais.

Mais do que isso funciona como ferramenta para permitir aos os clientes libertarem-se mais da gestão operacional dos dispositivos.  Em 2016 a estrutur fez a gestão de mais de 71 mil equipamentos de clientes incluindo desktops, smartphones, tablet portáteis, avançou o director.

Mais de 96 mil ocorrências tiveram reincidência no mesmo utilizador, correspondendo a problemas efectivos, reportados ao centro de serviços de Tomar.

São dispositivos de mais de 50 clientes, com assistência de equipas de 180 a trabalharem em modelo rotativo. Quase 11 mil ocorrências foram resolvidas na primeira linha de atendimento e um pouco mais de 96 mil tiveram reincidência no mesmo utilizador, correspondendo a problemas efectivos.

No mesmo ano, o centro atendeu a 24 585 pedidos que envolveram pequenas parametrizações.

Proposta com ponto de partida na agilidade

A proposta de transformação feita pela IBM passa por dar a maior agilidade possível aos trabalhadores do cliente na utilização dos equipamentos. “Sem prisões a determinada tecnologia, com acesso a informação, a partir de múltiplos sítios e a qualquer hora”, garante Paulo Coelho. Para isso concorre a componente de apps empresariais.

Pressupõe a centralização das aplicações, incluindo móveis, num ponto de onde se pode fazer a instalação da parte client no dispositivo.

A “loja” pode estar numa cloud privada, com as aplicações a residirem na infra-estrutura do cliente, ou na cloud da IBM” detalha. “Muitas vezes o que fazemos é criar soluções híbridas em que determinadas aplicações empresariais estão numa cloud privada. Mas para o utilizador é indiferente porque a loja” depois encaminha o pedido, para onde está a aplicação ”, detalha Coelho.

A base de plataforma social e de colaboração engloba suporte a sistemas de videoconferência e partilha de informação, preferencialmente através de repositórios centralizados de acesso por múltiplas vias.  A componente de inovação prevê a transformação do aparato de posto de trabalho para preparar “a coexistência de cinco gerações de trabalhadores a evoluírem ao mesmo tempo nas organizações, prevista para 2020” resume Paulo Coelho.


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