5 questões de governação a fazer sobre cloud

Interrogar acerca dos custos de não adoptar o modelo é uma das principais, para o conselho de administração, considera Bruno Horta Soares, consultor da IDC.

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Bruno Horta Soares, consultor da IDC

As empresas portugueses tendem a analisar os elementos da transformação, de forma isolada, sendo um deles a cloud computing, revelou Bruno Horta Soares, consultor da IDC. Em declarações para o Computerworld explica como ligar a “evolução tecnológica”, associada à cloud, com o processo de transformar o, fundo a transformação digital, implica cinco questões de governação:

“Ao passarem-se responsabilidades para fora, a primeira camada de gestão tem de ficar mais robusta, para saber solicitar, medir; mas sobretudo a parte de governação: quem está a avaliar as necessidades da organização e vai pedir responsabilidades”, avisa.

As cinco questões que um conselho de administração tem de fazer sobre cloud computing, partilhadas durante o recente “Cloud Leadership Forum”:

1 ‒ Quais são os custos de não adoptar a cloud?

Envolve montar o modelo de negócio tendo presente os custos de oportunidade.

2‒ Como é que a cloud vai servir um objectivo estratégico?

Não pode adoptar o modelo sem argumento prático.

3 – A empresa está preparada?

“Se há um ano havia sérias dúvidas sobre a adopção de cloud e equaciona-se a transição para um modelo que é disruptivo, na forma como a organização está montada e não se questiona muitas vezes sobre qual vai ser o impacto, nas políticas, na forma de organização, nos processos”, avança o consultor. E o grau de preparação tem de ser avaliado pela gestão de topo.

4 ‒ Qual será o impacto da adopção, nos investimentos em curso?

“A cloud é muitas vezes uma opção de substituição de plaformas existentes. E normalmente há vários contratos a decorrerem, envolvendo tecnologia ainda potente e válida quando se decide fazer uma ruptura”, aponta Bruno Horta Soares. Convém avaliar os impactos, porque há “sempre um incumbente”.

5 ‒ Como monitorizar a cloud?

É necessário que a monitorização tenha a ver não só com “graus de capacidade e processamento mas de criação de valor”. Está ligada à forma como a administração se envolve. Importa questionar se a a organização está a atingir os benefícios pretendidos, a optimizar risco, e sobre os impactos de negócio em termos de privacidade e segurança.
Avaliar “a optimização dos recursos” é outra necessidade.


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