Qual o valor das TI?

Para demonstrar a importância das TI é crítico gerir uma comunicação efectiva, com as unidades de negócio e o CIO, com uso de argumentos explícitos de negócio, explicam Cláudia Teixeira (líder do centro de competências de gestão de benefícios) e Tiago Santos (consultor) da Winning.

claudia-teixeira_winning_alto

Cláudia Teixeira, líder do centro de competências de gestão de benefícios da Winning

Desde o século XX que as TI deixaram de constituir um mero espectador para ser um player importante na gestão de topo. Mas cabe ao gestor essa missão de o tornar relevante.

 

O atual desafio de qualquer CIO, mais do que reduzir a sua estrutura de custos, passa por libertar recursos e apostar em projetos inovadores, demonstrando o verdadeiro potencial da sua área na criação de valor para a organização. A conclusão de um estudo “Delivering large-scale IT projects on time, on budget, and on value” (Bloch, M. et al, 2012) realizado no âmbito das TI refere que os projetos criam, em média, menos 56% de valor do que o esperado e que 17% dos projetos colocam em risco a própria organização.

Atualmente, a maioria das áreas responsáveis pelas TI de uma organização, são ainda vistas como centros de custos ou de suporte ao negócio e consequentemente com pouca visibilidade estratégica. Como consequência, os departamentos de TI tornam-se um dos principais alvos de cortes no

tiago-santos_winning_alto

Tiago Santos, consultor da Winning

orçamento e simultaneamente com elevada pressão na redução de custos.

De acordo com o estudo de “Top 10 Strategic CIO Priorities For 2017” (Preston, R./Oracle, 2017), um problema presente nas empresas é que 80% dos orçamentos de TI são constantes ao longo dos últimos anos e permanecem muito direcionados a iniciativas de suporte tais como manutenção de sistemas, upgrades de softwares entre outros, deixando pouco espaço para apostar em iniciativas que estimulem a criação de valor com impacto para o negócio.

Qual a solução para posicionar as TI como um player estratégico?

No âmbito dos desafios empresariais, surge assim a necessidade de estimar os benefícios económicos gerados por uma dada iniciativa de investimento, estimando o retorno desse investimento (ROI) e consequentemente apoiar na tomada de decisão de investir nesta ou naquela iniciativa. A ferramenta de gestão utilizada para o efeito, denomina-se Business Case, que deverá assentar no princípio da gestão científica.

A metodologia (BCBOK) recomenda um conjunto de técnicas isentas e imparciais, já testadas e com resultados comprovados em diversos contextos, elevando assim o rigor e confiança dos dados para a tomada de decisão sobre quais os projetos certos a investir.

Após a implementação do projeto, a metodologia recomenda ainda a medição dos benefícios económicos realizados, com o objetivo de apurar eventuais desvios, na definição de ações corretivas e na obtenção de lições aprendidas a considerar em futuros investimentos.

Adicionalmente, é absolutamente crítico gerir uma comunicação efetiva com as unidades de negócio e o CIO, através do uso de argumentos explícitos de negócio, participando nas reuniões com a equipa de gestão de topo e envolvendo-os nas decisões críticas e de risco.

Em termos de conclusão, o Business Case é uma ferramenta de gestão que permitirá dar visibilidade às TI enquanto promotoras de valor e fator crítico de sucesso para a organização.

 




Deixe um comentário

O seu email não será publicado