Novabase recua para os 135,7 millhões na facturação

O factor principal da queda foi a alienação da operação “Infrastructures & Managed Services”, unidade que em 2015 representou 104 milhões de euros de volume de negócios.

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Luís Paulo Salvado, presidente da Novabase

A Novabase anunciou ter crescido 7% em volume de negócios durante 2016, para 135,7 milhões de euros, mas tendo em conta a nova composição do grupo. Em termos absolutos, o volume de negócios caiu do patamar atingido em 2015: 231 milhões de euros.

Durante o passado exercício fiscal, a empresa vendeu por 44 milhões, à Vinci Energies Portugal, a operação “Infrastructures & Managed Services” que em 2015 lhe rendeu perto de 104 milhões em facturação.

Como mais-valia obtida com a venda, a empresa registou no exercício de 2016, 17,6 milhões de euros.

Já nas previsões para 2016, o presidente da organização, Luís Paulo Salvado, antevia um recuo no volume de negócios de 231,6 milhões de euros, para 215. O executivo  justificava a previsão com a redução da actividade da empresa em mercados emergentes com volatilidade relevante.

A meio do exercício fiscal, a Novabase tinha facturado 105,7 milhões de euros nos primeiros seis meses de 2016, 2% abaixo da previsão anual, e 6% menos do que no exercício semestral de 2015. E a unidade vendida representou perto 41,6 milhões de euros, menos 19% que no período homólogo, embora com crescimento de 12% no EBITDA.

No final de 2016, a actividade internacional no grupo empresarial actual tinha crescido 16%, representando já perto de 60% do total. Segundo o o comunicado divulgado esta quinta-feira as operações na Europa expandiram-se 27% e representaram dois terços do negócio no estrangeiro.

No total, o EBITDA contraiu 51%, penalizado pelo custo extraordinário de 7 milhões registado num projecto, assinala ainda a nota de imprensa. Para o corrente exercício fiscal, o presidente da empresa, Luís Paulo Salvado, prevê um volume de negócios superior a 140 milhões de euros. E quer passar o patamar dos 60% em negócio no estrangeiro.

“Em 2017 continuaremos a aposta na diferenciação das nossas ofertas, especializando-as para os mercados mais sofisticados, o que implicará um esforço acrescido de investimento em I&D. Iremos também prosseguir a redução da nossa exposição às economias com maior volatilidade e dificuldades cambiais”, avança ainda.




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