Informação vai contar para a avaliação das empresas

O valor da informação disponível nas empresas não ainda é considerado um activo muito importante em termos contabilísticos, mas dentro de cinco anos a situação vai ser diferente, avança a Gartner.

Big Data__IDGHá cada vez mais analistas a valorizar os repositórios de informação das empresas como uma das variáveis de avaliação das organizações. Segundo a Gartner, até 2021, este incremento de interesse contribuirá para o desenvolvimento de práticas formais de avaliação e auditoria da informação interna das organizações.

No essencial, a informação preenche os critérios formais de activo de negócio, no entanto, as práticas contabilísticas actuais não permitem às empresas a capitalização desse activo, avança a Gartner num relatório que apresenta várias previsões sobre o aumento da importância dos dados e da analítica. Em síntese, o valor da informação de uma organização ainda não é habitualmente incluído nas folhas de balanço das empresas.

“Mesmo estando na ‘Era da informação’, a informação simplesmente não integra os critérios daqueles que estão no negócio da avaliação”, diz Douglas Laney, vice-presidente da Gartner. No entanto, o analista acredita na mudança e aponta para que, nos próximos anos, consultoras, auditoras, entre outras organizações que se dedicam à avaliação do investimento de empresas irão “ver-se obrigadas a incluir o valor da informação na avaliação global da empresa”.

As empresas que tiverem um Chief Data Officer (CDO), que formem equipas de ciência de dados e que tenham uma estratégia de governação da informação vão estar mais bem posicionados.

O estudo da Gartner revela até que ponto as empresas que apresentam um comportamento consciente face à informação – contratar ou nomear um Chief Data Officer (CDO), formar equipas de ciência de dados e desenvolver uma estratégia de governação da informação – estão mais bem posicionadas nesta matéria.

“Quem avalia correctamente um negócio, num mundo cada vez mais digital, deve ter em atenção os dados e os recursos de analítica, incluindo o volume, a variedade e a qualidade dos activos de informação”, acrescenta Laney.

Numa primeira fase, a Gartner assinala que os analistas de activos e os investidores institucionais vão considerar apenas os dados técnicos da empresa, as capacidades analíticas e até que ponto é que modelo de negócio inclui uma plataforma para recolher e valorizar a informação. Não irão, no entanto, ter em conta o valor real dos activos de informação.

Entretanto, a Gartner recomenda que as administrações e administradores executivos não se atrasem na contratação ou nomeação de CDO para começar a optimizar a recolha, geração, gestão e monetização da informação, antes que, de um momento para outro, os analistas comecem, de uma forma massiva, a pedir informações relacionadas com esses aspectos.

Mais algoritmos patenteados

A Gartner prevê ainda que, até 2019, sejam propostas 250 mil patentes relacionadas com algoritmos, uma tendência que tem vindo a sedimentar-se de há cinco anos para cá. As patentes de algoritmos podem ser atribuídas na União Europeia, nos EUA, entre outras.

Nem todos os algoritmos podem ser patenteados, mas muitos podem, ainda que as regras para as solicitar nem sempre sejam claras. De acordo com uma pesquisa mundial da Aulive, perto de 17 mil patentes foram solicitadas em 2015 apresentavam a palavra “algoritmo” no título ou na descrição, em comparação com as 570 do ano 2000.

Incluindo aquelas que mencionam “algoritmo” em algum lugar no documento, foram solicitadas mais 100 mil patentes o ano passado, do que há cinco anos (28 mil). A este ritmo, em 2020 poderão existir perto de meio milhão de pedidos de patentes com a menção “algoritmo” e mais de 25 mil pedidos de patentes para algoritmos propriamente ditos.

Das 40 organizações que patentearam mais algoritmos nos últimos cinco anos, trinta e três são chinesas ou universidades. A única empresa ocidental no top 10 é a IBM na 10ª posição.

A Gartner recomenda que os líderes das áreas de dados e analítica trabalhem em conjunto com os líderes de negócio para adoptar e desenvolver metodologias para avaliar algoritmos e definir quais devem ser patenteados.




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