Por que razão esta é a altura certa para a inovação nas TI

Os departamentos de TI estão numa posição mais favorável para identificar as ferramentas que conseguem ajudar as empresas a simplificar os seus processos de negócio, considera Juan Leal, director-geral da Lexmark Ibérica.

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Juan Leal, director-geral da Lexmark Ibérica

O papel do Chief Information Officer (CIO) evoluiu significativamente na última década. O CIO já não está relegado para um papel de back-office, mas encontra-se na linha da frente do negócio, ajudando a liderar a sua estratégia digital.

O crescimento das tecnologias digitais e mobile transformou as competências tecnológicas: elas não são mais um add-on desejável e passaram a ser uma prioridade para o negócio. Antes, o departamento de TI era visto como uma função de back-office.

Hoje os CIOs colhem os frutos da transformação digital. Numa altura em que a tecnologia assume um papel cada vez mais importante nos escritórios de todo o mundo, os departamentos de TI estão a alterar a sua atenção – de poupar dinheiro para fazer dinheiro.

De acordo com o Harvey Nash CIO Survey 2016, a prioridade para as empresas mudou. Elas focam-se agora em projetos de TI que conseguem fazer dinheiro (63 por cento) e menos em projetos que o conseguem poupar (37 por cento).

Significa isto que os CIOs estão a assumir cada vez mais posições de liderança nos conselhos de administração. De acordo com o 2016 Harvey Nash CIO Survey, a proporção de CIOs que assumem estes papéis nos órgãos de decisão ou em comités de liderança chegou ao seu nível mais elevado nos últimos 11 anos, demonstrando que o papel do CIO evoluiu: já não se limita a manter a tecnologia a funcionar.

Agora, pede-se que fomente crescimento através da inovação. Hoje, inovação é quase sempre sinónimo de nova tecnologia.

De acordo com a pesquisa da Insight Enterprises, 48 por cento das empresas planeiam aumentar o seu orçamento de TI no próximo ano, enquanto apenas seis por cento das companhias visam gastar menos que no ano passado. As empresas de média dimensão estão a aumentar a despesa em tecnologia: 60% planeiam aumentar o orçamento numa média de 17%.

Este crescimento no investimento dá a entender que as estratégias de TI se alteraram de uma perspectiva de mera existência para a criação de valor para o negócio e aproveitamento do conhecimento do departamento de TI para alavancar a disrupção tecnológica em torno de si. E esta abordagem está a dar os seus resultados.

Um estudo da IDG que abordou mais de 260 gestores de TI de grandes empresas dá a conhecer os potenciais benefícios da colaboração entre as TI e os outros departamentos: aumento de produtividade (87%); tomada de decisões mais bem informadas (83%); alinhamento entre colaboradores (82%); aumento da satisfação do cliente final (80%) e redução de custos (75%).

Este cenário faz sentido quando temos em consideração que as actuais práticas standard de negócio nos mercados móveis, social, de analítica e CRM necessitam de uma forte liderança do departamento de TI para atingirem os melhores resultados. Num ambiente de rápidas mudanças, o departamento de TI tem vindo a liderar uma transformação digital que melhorou o escritório moderno – optimizando os workflows e a eficiência operacional no processo.

Uma área onde os departamentos de TI são responsáveis por uma enorme diferença é na (muitas vezes subavaliada) área da gestão documental. De acordo com a Harvey Nash, as eficiências operacionais continuam a estar no topo das prioridades dos CIOs, com 61,2%.

À medida que o conteúdo digital cresce exponencialmente, o conteúdo total em 2020 deverá ser 44 vezes superior ao de 2009, de acordo com a CSC. Significa isto que a eficiência no workflow – incluindo uma gestão documental muito eficaz – é hoje mais importante que nunca.

Actualmente, o “escritório médio” ainda processa a maioria dos documentos manualmente. É um processo dispendioso e que consome imenso tempo. De acordo com a IDC, o trabalhador “típico” gasta cerca de 2,5 horas por dia (ou sensivelmente 30% do horário de trabalho) à procura de informação.

Este valor representa para as empresas quase um terço do ordenado que paga a esse colaborador por ano. A IDC estima que aproximadamente 35% a 50% da informação de uma organização não esteja indexada centralmente, o que faz com que seja mais difícil de localizar.

Compreensivelmente, as empresas procuram formas de reduzir estes custos. Com uma regulamentação cada vez mais apertada, as empresas precisam de guardar cada vez mais dados – e isso representa mais documentos digitalizados e armazenados.

Para cortar nas despesas de administração, os departamentos de TI podem ajudar as empresas a responderem à crescente necessidade de sistemas eficientes de gestão documental. Os departamentos de TI estão numa posição mais favorável para identificar as ferramentas que conseguem ajudar as empresas a simplificar os seus processos de negócio.

Este cenário é particularmente real à medida que uma organização cresce e aumenta a necessidade de tornar o fluxo de informação mais dinâmico. Hoje, mais que nunca, o departamento de TI está bem colocado para identificar as melhores práticas para o futuro e disponibilizar estratégias que envolvam os colaboradores e ajudem a que eles colaborem de forma mais eficiente.




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