IBM aponta tendências a cinco anos

A Inteligência artificial, a computação cognitiva ou a nanotecnologia poderão contribuir para a profilaxia na Saúde e do planeta.

labs-on-a-chipA empresa revelou cinco inovações científicas e tecnológicas que, nos próximos cinco anos, “vão mudar a forma como as pessoas trabalham, vivem e interagem”, no âmbito da análise “IBM 5 in 5”.

A IBM Research é responsável pelo desenvolvimento deste estudo que se baseia em tendências sociais e de mercado, bem como nas tecnologias emergentes dos laboratórios de Investigação & Desenvolvimento da empresa a nível mundial.

Inteligência Artificial

A Inteligência Artificial vai permitir desenvolver soluções para lidar com a saúde mental das pessoas. Um em cada cinco adultos nos EUA sofre de algum distúrbio mental neurológico ou do foro psicológico ou psiquiátrico.

Em cinco anos, poderá utilizar-se o que dizemos e escrevemos para avaliar o estado da saúde mental e física.

Dentro de cinco anos, segundo a IBM, deverá ser possível utilizar o que dizemos e escrevemos para avaliar o estado da saúde mental e física.

Sistemas cognitivos podem encontrar e analisar padrões de fala e escrita e fornecer “sinais fidedignos de um estágio inicial de doença mental e neurológica, o que pode ajudar médicos e pacientes a melhor prever, monitorizar e acompanhar estes distúrbios”, descreve a empresa.

Actualmente, os cientistas já usam áudio e transcrições de entrevistas psiquiátricas, juntamente com técnicas de “machine learning” e processamento de linguagem natural, para encontrar padrões de fala e ajudar os médicos a monitorizar alguns tipos de psicose, esquizofrenia, manias ou depressão.

No futuro, técnicas semelhantes irão ajudar pacientes com sinais de Parkinson, Alzheimer ou condições comportamentais como autismo e Transtorno de Défice de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Hyperimaging e IA

O Homem não tem capacidade para observar 99,9% do espectro electromagnético. A tecnologia desenvolvida ao longo da última centena de anos tem contribuído para capturar imagens médicas do corpo humano, detectar produtos proibidos na bagagem no aeroporto, mas ainda está limitada a porções específicas daquele espectro.

Dentro de cinco anos, prevê a IBM, “novos dispositivos de imagem, que tiram partido de tecnologias de “hyperimaging” e de IA, vão permitir ver além do domínio da luz visível, para revelar informações que, de outra forma, estariam ocultos”.

As tecnologias de “hyperimaging” e de IA vão permitir ver além do domínio da luz visível e revelar informações que, de outra forma, estariam ocultos”

A gigante tecnológica assinala que estes dispositivos serão portáteis e acessíveis, podendo dar apoio a carros autónomos para “ver” através do nevoeiro ou da chuva e para detectar atempadamente obstruções na estrada ou condições adversas.

Poderá também ser aplicada a smartphones para fotografar alimentos e percepcionar o valor nutricional de um alimento ou se ainda em condições de ser consumido.

Macroscópios para ver tudo

A grande maioria da informação recolhida actualmente está desestruturada e desorganizada. Estima-se que 80% do tempo de um cientista de dados é ocupado a filtrar dados em vez de os analisar e entender. Com o desenvolvimento da Internet das Coisas, o número de dispositivos conectados vai aumentar exponencialmente.

Seis mil milhões de dispositivos conectados geram dezenas de exabytes de dados por mês, com uma taxa de crescimento de 30% ao ano.

Algoritmos de “machine learning” e software vão ajudar a organizar a informação sobre o mundo físico e a ter uma nova visão e compreensão dos dados.

A IBM acredita que, dentro de cinco anos, serão utilizados algoritmos de “machine learning” e de software para ajudar a organizar todo este volume de informação sobre o mundo físico e a ter uma nova visão e compreensão destes dados.

Este instrumento será o “macroscópio”, um sistema de software e algoritmos que irá reunir todos os dados complexos da Terra e analisar o seu significado. A ferramenta irá ajudar, por exemplo, uma nova geração de agricultores ao agregar, organizar e analisar dados sobre clima, condições do solo, níveis de água e práticas de irrigação.

Laboratórios médicos “Lab-on-a-chip”

Quanto mais cedo uma doença for diagnosticada, de preferência antes de os sintomas se manifestarem, maior a probabilidade de cura.

A informação sobre o estado de saúde pode ser retirada de minúsculas bio-partículas, milhares de vezes menores do que o diâmetro de uma madeixa de cabelo humano, que se encontram em fluídos corporais.

Os “lab-on-a-chip” vão estar ao serviço da nanotecnologia para a saúde rastreando pistas invisíveis no sangue ou na saliva e alertando para a necessidade de consultar um médico.

Dentro de cinco anos vão existir novos laboratórios médicos (“lab-on-a-chip”) que estarão ao serviço da nanotecnologia para a saúde rastreando pistas invisíveis no sangue ou na saliva, e alertando o utilizador para a necessidade de consultar um médico.

Estes laboratórios poderão, em última instância, ser incorporados num dispositivo portátil para fazer a leitura regular dos biomarcadores em qualquer lugar e enviar a informação por streaming a partir da cloud. A informação poderá ser combinada com dados de outros dispositivos IoT (monitores de sono ou medidores de glicémia).

Combater a poluição com sensores inteligentes

A maioria dos poluentes é invisível ao olho humano, até que os efeitos se tornam impossíveis de ignorar. É o caso do metano, principal componente do gás natural, um dos que mais contribui para o aquecimento global, a seguir ao dióxido de carbono (CO2).

Novas tecnologias de detecção de gases, implementadas ao longo do circuito do gás natural, permitirão que a indústria identifique em tempo real vazamentos invisíveis.

Dentro de cinco anos, novas tecnologias de detecção de gases, implementadas perto de poços de extracção de gás natural, nas instalações de armazenamento e ao longo de condutas de distribuição, permitirão que a indústria identifique em tempo real esses vazamentos invisíveis.

Tal será possível através de redes de sensores de IoT, conectadas de forma wireless à cloud, reduzindo a poluição e os resíduos e a probabilidade de eventos catastróficos.

Os chips poderão ser incorporados numa rede de sensores no terreno ou dentro de infra-estruturas, ou em drones.


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