Intel desenvolve computador para condução autónoma

Na CES 2017, o fabricante revelou que prepara equipamentos com 28 núcleos Xeon e outros processadores.

photos-of-go-dev-kits-100701600-large-3x2Há uma corrida para colocar mais poder de computação em carros de condução autónoma e afigura-se à concorrência entre Intel e a AMD nos PC. Na CES 2017, que começou esta quinta-feira e termina no Domingo, a primeira anunciou o poderoso computador Go equipado com 28 chips Xeon.

A linha de computadores incluirá máquinas com processadores de última geração Atom ou conectividade 5G. Os primeiros 40 automóveis em teste durante 2017 serão da BMW. Os carros de condução autónoma precisam de muito poder computacional para evitar acidentes e tomar decisões de condução.

O Go competirá com o Drive PX 2 da Nvidia, um supercomputador refrigerado a água anunciado por este fabricante no ano passado. O Drive PX 2 possui 12 núcleos de CPU e dois de GPU baseadas na arquitectura Pascal. Mas para já sem conectividade 5G. A Tesla está já a usar o hardware da Nvidia e esta colabora também num carro de condução com a Audi, o BB8.

A corrida entre os dois fornecedores pode evoluir como aquelas que a Intel manteve com a AMD e a Intel no final dos anos 90 e início dos anos 2000, no PC, para aumentar a potência dos seus processadores. Recorde-se que os dois desistiram desse tipo de concorrência e para se concentraram-se na eficiência de energia para aumentar a vida da bateria dos portáteis.

A Intel acredita ter uma vantagem sobre seus rivais ao fornecer conectividade 5G no equipamento, a qual permitirá aos automóveis comunicarem com servidores em cloud computing, para analisar imagens. A capacidade de comunicação será importante para os carros identificarem objectos nas ruas.

Dois chips FPGA (Field Programmable Gate Arrays), que podem ser reprogramadas para fazer várias tarefas, são para o Go o que as GPUs constituem para o Drive PX 2 da Nvidia.

Tanto o Go como o Drive PX 2 têm o mesmo objectivo: treinar computadores para serem mais inteligentes. Aqueles deverão ajudar os carros a detectarem peões, a reconhecerem estradas e a pararem nos sinais.

Os computadores tomarão decisões com base em algoritmos e dados recolhidos de câmaras e sensores. O hardware Go é complementado por dois chips FPGA (Field Programmable Gate Arrays) que podem ser reprogramadas para fazer várias tarefas.

São para o Go o que as GPUs são para o Drive PX 2 da Nvidia: chips rápidos para os carrostomar decisões importantes instantaneamente. A versão do Go com chips Atom terá apenas um FPGA.

O computador Go com 5G será demonstrado no próximo Mobile World Congress em Barcelona.

Compromisso renovado para equipamento de realidade virtual

O CEO da Intel, Brian Krzanich, revelou na conferência de imprensa da empresa mantida na CES a sua oferta de dispositivo para realidade virtual estará disponível no quarto trimestre de 2017. Isso será aproximadamente um ano e meio depois de a empresa anunciar o Projecto Alloy, no Intel Developer Forum em São Francisco.

Ainda é desconhecido quanto é que os visores vão custar, ou mesmo que empresa o vai produzir. Mas Krzanich disse que serão comercializados através dos parceiros de hardware da Intel.

O dispositivo a ser desenvolvido com o Project Alloy virá com um processador Intel, duas câmaras RealSense, uma bateria, visor, auriculares.




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