Bold espera contratar perto de 100 profissionais

Com enfoque em serviços de nearshoring, a empresa tem como prioridade de internacionalização estabelecer parcerias para consolidar esse processo diz Bruno Mota, CEO do grupo.

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Bruno Mota, CEO da Bold International

A Bold International quer manter como prioridade a sua “especialização tecnológica” afirma em entrevista Bruno Mota, CEO do grupo. Será com esse objectivo que pretende manter o mesmo ritmo de contratação de profissionais registado em 2016.

O processo é desenvolvido para impulsionar também a aposta em serviços de nearshoring a partir dos seus cinco centros de competência, quatro dos quais concentrados em instalações inauguradas em Novembro de 2016.

Computerworld ‒ Quantos profissionais pretendem contratar em 2017?
Bruno Mota ‒ A Bold tem tido um ritmo de crescimento notório. Só em 2016 crescemos cerca de 100 pessoas e esperamos manter este ritmo para 2017.

CW ‒ Para que áreas prevê contratações?
BM ‒ Actualmente a empresa tem cinco áreas de competências especializadas para as quais estamos sempre a procura de novos recursos. Em particular, as áreas em crescimento são a mobilidade, a estratégia digital, administração de sistemas, a Internet das coisas e os videojogos. Paralelamente, procuramos continuamente bons profissionais e talentos nas áreas de engenharia informática e telecomunicações.

CW ‒ Qual é a proporção de mulheres na vossa estrutura de recursos humanos? Como tende a evoluir?
BM ‒ Temos uma estrutura bastante equilibrada e sem dúvida que queremos manter isso. O nosso foco é trabalhar com os melhores profissionais que se identificam e integram os nossos valores e cultura e não há dúvida que as mulheres dão um contributo significativo para este sector.

Felizmente há cada vez mais mulheres interessadas nesta área, em específico nos cursos de tecnologias e engenharias. Para marcar o nosso sétimo aniversário e a inauguração oficial dos nossos escritórios lançamos a iniciativa #BOLDmove. Convidamos todas as pessoas que querem apoiar o empreendedorismo no feminino a dar um salto no trampolim e tirar uma foto com um #BOLDmove! Por cada salto vamos investir dinheiro numa startup tecnológica liderada por mulheres.
Durante 2017 vamos partilhar mais novidades sobre esta iniciativa e qual a startup escolhida.

CW ‒ Quais são as vossas prioridades estratégicas?
BM ‒ Especialização tecnológica. Investimentos em equipas especializadas e marcas diferenciadoras. Actualmente o grupo Bold tem cinco marcas, que actuam como centros de competência em áreas de alta-tecnologia, com soluções maduras e equipas de excelência unicamente focadas no desenvolvimento destas áreas.

Para 2017 estas áreas mantêm-se como prioridades estratégicas. Queremos crescer e diferenciar-nos, dando continuidade à transformação dos nossos centros de competência em pólos de excelência e referência nas áreas em que trabalham.

Cinco marcas/empresas do grupo

Diamond: especializada em marketing digital;
Collide: para desenvolvimento de videojogos e narrativas interactivas;
Techsensys: dedicada às soluções de IoT;
Carbon, para projectos de mobilidade;
Neos; centrada em serviços de infra-estruturas e administração de Sistemas, mantém-se sedeada em Aveiro.

CW ‒ Que ambições e soluções têm para o segmento de IoT? Como se posicionam nesta área? Que sectores pretendem servir? E quanto representa no vosso negócio?
BM ‒ O segmento foi uma das nossas apostas em 2016. A Techsensys é a marca do grupo focada exclusivamente no desenvolvimento de soluções nesta área.

A sua oferta está focada em soluções integradas “end-to-end” com a última geração de redes de sensores sem fios (Wireless Sensor Networks) para monitorização e gestão remota nas áreas de segurança e ambiente, “smart cities”, indústria, agricultura e engenharia civil.

A marca/startup foi lançada em 2016, e portanto este ano foi determinante para ter os primeiros projectos e casos de sucesso e estabelecer parcerias chave, entre os quais aquela com a Agroinsider, uma das sete startups portuguesas que despertou mais interesse dos investidores durante a Web Summit, com soluções de agricultura de precisão que combinam ciência agronómica e tecnologia de ponta.

IoT continuará a ser sem dúvida uma área de aposta e grande crescimento em 2017.

CW ‒ Quanto do vosso negócio são exportações? E quanto deverá crescer essa área durante 2016?
BM ‒ A Bold está presente em Portugal e no Brasil e trabalha para qualquer mercado. Neste momento já temos vários clientes internacionais, sendo a Europa e os Estados Unidos os dois mercados para os quais mais exportamos.

Temos uma forte aposta na área de nearshoring e no desenvolvimento de soluções para clientes internacionais a partir dos nossos escritórios. Esperamos que em 2017 esta área tenha um crescimento significativo.

CW ‒ Qual é passo seguinte na internacionalização da Bold?
BM ‒ Os próximos passos para a internacionalização são a aposta em parcerias com empresas ou entidades que nos permitam consolidar a nossa presença no mercado internacional. Sabemos que temos soluções de excelência nas nossas áreas de actuação e equipas dedicadas, pelo que queremos investir na estratégia comercial que nos ajude a levar estas mesmas soluções a qualquer cliente internacional.




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