10 caminhos para o IaaS em 2017

As empresas estão a aderir em massa à cloud, numa altura em que a “machine learning” ou a computação sem servidor se impõem. A cloud híbrida conquista adeptos.

IaaS - CIO AustraliaNa generalidade, os analistas consideram 2016 como o ano que consolidou o posicionamento de três plataformas de Infra-structure as a Service (IaaS): a Amazon Web Services, a Microsoft Azure e a Google Cloud, marcando um ponto de viragem na utilização daquela tecnologia por parte das empresas.

Para além da maior oferta de serviços de hospedagem de dados à escala mundial, estes fornecedores aumentaram a variedade da oferta de instâncias de máquinas virtuais (VM) para optimizar as cargas de trabalho e novas formas de gerir e analisar dados que já estão na “cloud”.

Estas melhorias aumentar a confiança das empresas nas soluções “cloud computing” e mais organizações optaram por encerrar os seus centros de dados e migrar as aplicações mais importantes para fornecedores de IaaS. A IDG compilou 10 tendências que vão definir o mercado de cloud IaaS durante o próximo ano.

Receitas continuam a aumentar

A Forrester estima que o mercado global de “cloud computing” está a crescer a um ritmo de 22% ao ano (CAGR) e espera que atinja os 146 mil milhões de dólares (perto de 141 mil milhões de euros) no final de 2017. Este valor comparar com 87 mil milhões de dólares (cerca de 83,7 milhões de euros) em 2015 e deverá ascender a 236 mil milhões de dólares (227 mil milhões) em 2020.

As infra-estruturas e as plataformas na “cloud” deverão apresentar um CAGR de 35%, um crescimento mais acelerado que do Software as a Service (SaaS).

As infra-estruturas e as plataformas na “cloud” deverão valer 32 mil milhões de dólares (30,8 mil milhões) em 2017, apresentando um CAGR de 35%, um crescimento mais acelerado que do Software as a Service (SaaS).

As receitas do Amazon Web Services poderão atingir os 13 mil milhões de dólares (12,5 mil milhões), enquanto que o Microsoft Azure, segundo estimativas da Forrester, deverá apresentar receitas duas ou três vezes inferiores. Já a “cloud” da Google deverá valer entre 500 milhões e mil milhões de dólares (entre 481 milhões e 962 milhões de euros). Tendo em conta as evoluções recentes, acima do antecipado, a Forrester reviu em alta as previsões para o mercado cloud sendo expectável a continuação do “crescimento meteórico” em 2017.

Vem aí a cloud computing 2.0

O crescimento acentuado da cloud leva a IDC a antecipar a segunda etapa do “cloud computing” (cloud 2.0). Frank Gens, analista da IDC, aponta para uma passagem da “experimentação” para a adopção empresarial massiva. De acordo com o analista, em 2018, 60% dos fluxos de TI empresariais estarão fora das instalações do cliente, 85% das empresas irão estar empenhadas num modelo de arquitectura “multi-cloud” e, em 2020, mais de 70% das receitas dos fornecedores de serviços de “cloud computing” serão provenientes dos parceiros de canal. .

“Machine learning” e inteligência artificial

Tendências como o “machine learning” e a inteligência artificial estarão no centro das prioridades dos fabricantes no próximo ano. Os três principais fornecedores anunciaram, em 2016, iniciativas nesta matéria. A Google lançou o a TensorFlow, uma plataforma de “machine learning” em “open source”, a Microsoft introduziu uma plataforma de “machine learning” e a Amazon anunciou três novos serviços de “machine learning”. As novidades deverão continuar a surgir em 2017, facilitando a vida aos programadores na utilização e integração de de aplicações construídas sobre aquelas plataformas.

Computação sem servidor

A computação sem servidor remonta a 2015, ganhou tracção em 2016 e deverá continuar a crescer em 2017. Assenta no conceito de construir aplicações que correm sem necessidade de recurso a infra-estruturas próprias. O código é accionado por eventos. Por exemplo, quando um dispositivo de Internet das Coisas (IoT) carrega informação numa base de dados, a plataforma de computação sem servidor desencadeia uma acção que poderá ser, por exemplo, fazer uma cópia daquela entrada na base de dados num centro de dados.

A plataforma Lambda da Amazon Web Services surgiu em 2015, as funções equivalentes da Microsoft estão disponíveis desde Novembro e a IBM disponibilizou a plataforma de computação sem servidor OpenWhisk (um projecto open source) no BlueMix PaaS durante o corrente mês. A computação sem servidor é ainda embrionária, mas deverão surgir cada vez mais aplicações, especialmente em torno da Internet das Coisas, em 2017.

“Containers”

O analista especializado em IaaS na IDC, Deepak Mohan, explica que a computação sem servidor e os contentores estão incluídos na “próxima-geração de computação”. São tecnologias que vão além da tradicional arquitectura de máquinas virtuais e servidores. Em 2017, as plataformas de gestão de contentores deverão conquistar o seu espaço. Ferramentas de orquestração como a Kubernetes e outras específicas para redes, segurança e armazenamento de “containers” estão a surgir no mercado e os principais “players” já colocaram as suas soluções ao dispor dos utilizadores. A Google criou o Container Engine, a Amazon Web Services o Elastic Container Service e a Microsoft o Azure Container Service. Actualmente apenas 10% das empresas tem soluções do género em produtivo, mas antecipa-se um crescimento acentuado.

Unificação da cloud privada e da infra-estrutura hiper-convergente

As mudanças previstas não se limitam à cloud pública. Abrangem também as infra-estruturas “on-premises”. “Em 2017, o mercado de “cloud” privada vai transferir-se de pacotes tradicionais de cloud privada para soluções mais simples e baratas que abrangem e integram capacidades de PaaS, gestão da “cloud computing” e suporte de “containers””, antecipa da Forrester Research.

As clouds privadas serão cada vez mais construídas sobre plataformas hiper-convergentes que incluem de raiz capacidade de computação, redes e armazenamento.

Deste modo, as clouds privadas serão cada vez mais construídas sobre plataformas hiper-convergentes: infra-estruturas que incluem de raiz capacidade de computação, redes e armazenamento. Há igualmente espaço para outros modelos de negócio como cloud privada as a Service, em que o fabricante controla a infra-estrutura e o software que estão fisicamente protegidos pela firewall do cliente. É aqui que se inclui o Azure Stack, uma infra-estrutura convergente compatível com a cloud pública Azure, que deverá ser disponibilizada durante o próximo ano.

Tudo a postos para a cloud híbrida

A cloud híbrida está sempre no horizonte das empresas. Ainda que optem por colocar os seus sistemas numa cloud privada, consideram eventualmente permitir que fluxos de trabalho sejam executadas na cloud pública. Os grandes fabricantes têm tido estratégias distintas nesta matéria, mas em 2017 a cloud híbrida poderá ter outro glamour. A cloud híbrida está muito associada à estratégia da Microsoft desde o lançamento do Azure. A Amazon Web Services, não obstante ter ignorado, até agora, os conceitos de “cloud computing” privada e híbrida, lançou uma série de produtos e serviços para alavancar os dados na sua cloud. Aqui se inclui o novo dispositivo Snowball Edge que pode trabalhar localmente e enviar os dados para os Amazon Web Services ou contentor Snowmobile, de 45 polegadas, que pode carregar 10 Peta bytes de dados de uma vez para os Amazon Web Services. A IDG estará atenta à estratégia de cloud híbrida da Google durante o próximo ano.

Gestão dos recursos cloud

A gestão dos fluxos na cloud é outra das tendências para 2017. A Forrester diz que a responsabilidade da gestão dos recursos IaaS pertence ao cliente. É necessário assegurar que não se está a sobrecarregar as VM e que quando não utilizadas estão desligadas. Os analistas aconselham a pré-comprar tanta capacidade quanto possível para poupar, a certificar-se que os controlos de acesso estão protegidos com autenticações multi-factores e a automatizar os processos tanto quanto possível para assegurar a consistência, melhorar a eficiência e reduzir o erro humano.

Subcontratar ou recorrer à formação. São opções para quem quer assegurar-se que gere convenientemente os recursos na cloud.

Para o fazer, os clientes têm várias hipóteses: recorrer à subcontratação de fornecedores que disponibilizem soluções de gestão de plataformas na cloud (e estão a surgir cada vez mais) ou reforçar a formação interna através de boas práticas para utilização da cloud.

A expansão dos centros de dados

O incremento do mercado IaaS em “cloud computing” tem como consequência a construção de novos centros de dados em todo o mundo para fazer face à procura e aos requisitos dos clientes. O crescimento deve-se não apenas à necessidade de mais espaço, mas igualmente às obrigações legais de cada país. Em 2017, surgirão centros de dados em novas regiões do globo.

Consolidação do mercado

Na Europa é uma incógnita, mas nos EUA o mercado de IaaS na cloud está consolidado e será provavelmente difícil que novos fornecedores conquistem uma quota significativa do mercado, assinala o analista da IDC, Deepak Mohan. Fora daquele território o mercado é fragmentado. O que irá acontecer nos EUA e no mundo? 2017 dar-nos-á provavelmente algumas pistas.




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