Huawei quer duplicar número de empregados em Portugal

O fabricante pretende ter mais 100 efectivos, revelou Guo Ping, actual CEO da empresa, na inauguração do seu centro de inovação e experimentação.

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Guo Ping, CEO da Huawei

O CEO rotativo da Huawei, Guo Ping, revelou esta quarta-feira a intenção da empresa duplicar a sua força laboral em Portugal, para 200 profissionais, nos próximos cinco anos. Além disso quer incrementar a sua aposta na proximidade com a sua comunidade local de parceiros.

Na presença do ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, foi repetida a ênfase do fabricante em conjugar as competências tecnológicas chinesas com talento português e colaborar com as empresas nacionais.

Como instrumento para isso tem o seu centro de inovação e experimentação, inaugurado esta quarta-feira com o qual espera “trazer os mais recentes avanços em investigação e desenvolvimento ao mercado nacional”, diz um comunicado. A estrutura servirá também como infra-estrutura para formação e experimentação prática de tecnologias, para talento local.

Ping reiterou ainda como objectivos do fabricante em Portugal, formar cinco mil estudantes portugueses em TIC na próxima meia década e de disponibilizar um conjunto alargado de cursos online.

O executivo não esconde que a empresa tem interesse em contribuir para o desenvolvimento de um “ecossistema”, com “força”, em “cooperação” e com “diversidade”. Um dos resultados da colaboração com parceiros locais, mostrado pelo fabricante, é o contador inteligente concebido pela Janz, com tecnologia da Huawei integrada e que vai equipar redes da EDP.

Ping não se esqueceu de agradecer ao Governo, o convite feito à empresa para ser conselheira do programa nacional de “Indústria 4.0”.

O dispositivo tem incorporado um “motor inteligente” do fabricante, começou a ser montado em Junho, tem estado em testes com a Nos e a sua distribuição está a ser iniciada. Confirma-se que as redes de IoT são um segmento de aposta do fabricante em Portugal.

Tal como a conectividade móvel por 5G e a evolução da indústria transformadora e fabril, para o estádio da “Indústria 4.0”. Ping não se esqueceu de agradecer ao Governo, o convite feito à empresa para ser conselheira do programa nacional, em preparação, de suporte ao desenvolvimento daquele sector económico.

E no seu discurso, o ministro da Economia enfatizou o potencial contributo do fabricante para essa evolução do tecido empresarial português. Considerou ainda que se assiste uma vaga de colaboração amis sofisticada e e centrada na inovação, de multinacionais estrangeiras com empresas nacionais.




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