25% de inquiridos admite a IA com funções de gestão

Metade das pessoas mostrou-se preocupada com o facto de robôs poderem eliminar empregos, num estudo sobre 10 tendências de TIC no consumo.

artificial-intelligence-elon-musk-hawking-100697449-large-3x2A Inteligência Artificial (IA) ganhou maior importância em 2016 confirma a sexta edição do estudo anual do Ericsson ConsumerLab sobre tendências de consumo. O “The 10 Hot Consumer Trends for 2017” and beyond” revela que mais de um terço de consumidores inquiridos até gostaria que os sistemas de IA passassem de assistentes, a entidades gestoras.

As dez principais tendências identificadas:

1 ‒ Proliferação geral da IA: 35% dos utilizadores avançados da Internet querem ter um conselheiro de IA no local de trabalho. Um em cada quatro gostaria de ter IA a exercer funções como seu chefe. Ao mesmo tempo, praticamente metade mostra-se preocupada com o facto de robôs com IA poderem fazer com que muitas pessoas percam os seus empregos brevemente.

2 ‒ Automatismos promovem IoT: os consumidores usam cada vez mais aplicações automatizadas, contexto que promove a adopção da IoT. Dois em cada cinco acreditam que os smartphones conseguirão identificar os hábitos de vida dos seus utilizadores e realizar automaticamente uma série de tarefas em seu nome.

3 ‒ Peões preferem carros autónomos: os condutores de automóveis poderão estar em vias de extinção. Uma em cada quatro pessoas admite que se sentiria mais segura a atravessar a estrada se os automóveis fossem autónomos, e 65% preferiam ter um carro autónomo.

4 ‒ Fusão de realidades: praticamente quatro em cada cinco utilizadores de realidade virtual (RV) acreditam que deixaremos de conseguir distinguir a RV da realidade física, dentro de apenas três anos. Metade dos inquiridos mostra-se interessada em luvas ou sapatos que permitam interagir com objectos virtuais;

5 ‒ Corpos dessincronizados: com os carros autónomos a tornarem-se cada vez mais uma realidade, ganha importância os problemas de enjoo nos automóveis. Três em cada dez pessoas prevêem que vão necessitar de comprimidos para resolver o problema.

Mas uma em cada três admite que precisa também daqueles medicamentos sempre que utiliza tecnologias de realidade virtual e de realidade aumentada;

6 ‒ Paradoxo da confiança nos dispositivos inteligentes: mais de metade dos inquiridos usa alarmes de monitorização ou notificações nos seus smartphones. Entre os que confirmaram que se sentem mais seguros com o seu smartphone, três em cada cinco confirmam que arriscam mais exactamente porque confiam no seu telefone;

7 ‒ Silos de redes sociais: hoje em dia as pessoas transformam prontamente as suas redes sociais em silos. Uma em cada três diz que as redes sociais são as principais fontes de notícias. Mais do que um em cada quatro valoriza mais a opinião dos seus contactos que os pontos de vista partilhados pelos políticos;

8 ‒ Realidade pessoal aumentada: mais de metade das pessoas gostaria de usar óculos de realidade aumentada para iluminar ambientes mais escuros e identificar mais rapidamente potenciais situações de perigo. Mais do que uma em cada três gostaria de eliminar elementos perturbadores à sua volta.

9 ‒ Limites da privacidade: dois em cada cinco utilizadores avançados da Internet querem usar apenas serviços cifrados, mas as opiniões dividem-se relativamente a este tema. Cerca de metade gostaria de ter níveis razoáveis de privacidade garantidos em todos os serviços, e mais do que um em cada três acredita que a privacidade já não existe.

10 ‒ Tecnologia avançada para todos: mais do que dois em cada cinco utilizadores avançados de Internet gostariam de adquirir todos os seus produtos nas cinco maiores empresas de TI (de consumo). Desses, três em cada quatro acreditam que isto só será possível daqui a cinco anos.




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